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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

25
Ago25

Séries | Agatha All Along

Vera

Poster da série Agatha All Along

Não sei por que levei tanto tempo a ver isto — ou melhor, sei, foi porque simplesmente me fui esquecendo com o tempo — mas estou muito feliz de finalmente o ter feito. Esta é uma das melhores séries da Marvel e é mais uma daquelas que recomendo mesmo a pessoas que não gostem da Marvel e super-heróis — até porque super-heróis é coisa que não tem.

 

Agatha All Along é um spin-off de WandaVision e explora a origem de Agatha, uma das feiticeiras mais implacáveis de sempre, mas que agora, depois dos eventos de WandaVision, se encontra sem poderes. Com a ajuda de um misterioso feiticeiro adolescente, ela decide reunir um grupo de bruxas para poderem atravessar a derradeira Estrada das Bruxas — no final da qual Agatha poderá recuperar os seus poderes.

 

Acho que poderia ver séries em volta da Wanda e da Agatha para o resto da vida e seria muito feliz. Para mim, este lado mágico e de feiticeiros da Marvel é muito mais prazeroso de assistir e acompanhar do que qualquer super-herói tradicional que me possam pôr à frente.

 

Para não falar que, até ver, têm sido também das obras em que eles colocam mais originalidade e que se distinguem muito mais dos blockbusters mainstream a que habituam as audiências nos cinemas.

 

Os atores (ou, na realidade, as atrizes, que são a maioria do elenco) são absolutamente incríveis, tendo obviamente de destacar a Kathryn Hann, que tem sido uma Agatha maravilhosa desde o começo. O enredo é bastante complexo e mistura momentos temporais diferentes que se juntam, no final, para dar uma resposta clara.

 

Esta é uma série mesmo muito boa, que eu adorei e apenas me arrependo de não ter visto mais cedo.

 

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28
Jun25

Séries | Quiet on Set: The Dark Side of Kids TV

Vera

Poster da série Quiet on Set The Dark Side of Kids TV

Uma série documental que nos traz os horrores por trás das séries infanto-juvenis com que muitos de nós crescemos, no canal Nickelodeon.

 

Bom, na verdade, foi aqui que me senti feliz pelo facto de os meus pais preferirem sempre pagar a televisão a cabo mais barata, que não incluía este canal. Portanto, apesar de conhecer nomes, ou talvez até ter visto episódios soltos em casa de familiares quando era criança, acabei por não crescer assim tanto com estas séries.

 

Acredito que seja mais estranho ainda para quem cresceu, ver esta série e perceber os abusos que aconteciam em set, tanto a crianças como a adultos de cor ou mulheres. É válido pensarmos que na altura tudo aquilo se podia fazer, porque podia. E ainda bem que o mundo já mudou tanto nesse sentido (se é o suficiente ou não, são outros 500), mesmo que haja alguns tolinhos por aí a implicar que «já não se pode fazer nem dizer nada». Ainda bem. Ainda bem que já (quaaaase) não se desculpam abusos e discriminação. Mesmo que os perpetradores de que se fala na série pouco ou nada tenham sofrido com o que fizeram (esta é a parte do "quaaaase", provavelmente).

 

A série está muito bem feita, ainda que, na minha opinião, tinha dispensado aquelas frases feitas do Dan Schneider. Ou dava a cara com testemunhos a sério, ou mais valia não dar. Mas, voltando à série, acho que expôs bastante bem todas as situações mais preocupantes que ali se passaram. Desde a forma indigna e desumana como trataram guionistas (mulheres), à maneira como empregaram e voltaram a empregar pedófilos (repito que estamos a falar de um canal infanto-juvenil, onde trabalham imensas crianças e jovens), ao caso de abuso sexual de um menor, aos casos de racismo, ao conteúdo sexualmente sugestivo com crianças.

 

Gostava também de ter visto um posicionamento do próprio canal em si, mais do que «estamos a investigar», mas se calhar estou a pedir muito.

 

Recomendo esta série, sem sombra de dúvidas.

 

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05
Mai25

Séries | The White Lotus

Vera

The White Lotus é uma série que nos mostra, em cada temporada, a estadia de várias pessoas e famílias (bastante ricas) em resorts espalhados pelo mundo com o mesmo nome. Não sei se diria que é uma série "eat the rich" (acho que não é), mas as nuances estão lá.

 

Poster da série The White Lotus

 

É difícil falar de uma série por inteiro quando as temporadas são tão diferentes umas das outras: do cenário às personagens. Embora não seja particularmente "eat the rich", as sátiras aos mais ricos estão presentes em qualquer uma das temporadas. Há algo comum a todas elas, para além disto: a música. Apenas partilham algumas, entre as três temporadas existentes (e na terceira até alteraram por completo a música de introdução), mas uma coisa é certa: as músicas da série são feitas e escolhidas com mestria. O único ponto negativo que tenho a apontar é que sinto que, por vezes, o volume delas é bastante alto em comparação ao resto dos sons na série.

 

Gostei de ver estas três temporadas, mas não sei se estou totalmente convencida. Acho que me confunde um pouco o modo como todas elas começam com assassinatos nos resorts (isto não é spoiler), como se a série pretendesse aguçar a curiosidade, mas depois, até ao desfecho, não se foca particularmente nesses mistérios - apenas procede a mostrar o decorrer da estadia destas pessoas, de forma natural, ainda que esses acontecimentos expliquem as mortes.

 

Tem sido difícil sentir alguma conexão com as personagens, não só porque a maioria não é alguém com quem nos identifiquemos facilmente, mas porque quando começamos a gostar de alguma, a temporada está a acabar e de repente lá vêm outras pessoas novas a quem temos de nos habituar.

 

E por causa de tudo isto, se me perguntarem qual foi a minha temporada favorita até agora, eu não sei dizer. Elas são todas tão diferentes umas das outras que eu não consigo sentir que tenha gostado particularmente de alguma em específico. E por não estar totalmente convencida, também não consigo dar a resposta "gostei muito de todas".

 

Há alguns pontos em que a série apostou em algumas temporadas (mas que perdeu noutras) que eu gostei particularmente: o foco nos diretores dos hóteis, bem como nos funcionários; e a sensação de reclusividade (que se perdeu após a 1ª temporada).

 

Algo em que sempre apostou fortemente e onde se destaca é no humor ácido e, como referi, satírico - não é o tipo de humor que vos faz rir às gargalhadas, mas é muito bem feito.

 

Se esta review vos parece uma confusão, reflete bastante bem como me sinto em relação a esta série. Não é que não tenha gostado, é uma série tecnicamente boa e vou continuar a ver e a querer acompanhar as histórias destes ricos tresloucados (alguns, vá) - mas há algo ali que ainda me impede de sentir verdadeiro entusiasmo pelo que estou a ver.

 

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21
Abr25

Séries | The Pitt

Vera

The Pitt é uma série médica, passada nas urgências de um hospital americano e posso desde já adiantar que é uma série incrível.

 

Poster da série The Pitt

 

Neste momento, a primeira temporada já terminou e acho que não tenho um único ponto negativo a referir. Cada episódio é uma hora de um turno, o que significa que a temporada é um único dia de trabalho. Já vi comentado, pela internet, que é uma das séries médicas mais realistas, incluindo pelo Doctor Mike, youtuber médico americano.

 

A série acompanha as histórias por detrás dos pacientes e dos médicos e enfermeiros, mas fá-lo de uma forma bastante natural e fluida, nunca saindo do hospital para as contar. Afinal, se estamos a ver um turno, não faz sentido ver nada além do que lá se passa. Acho que isto é algo em que a série se destaca brilhantemente. Para além disso, consegue mostrar-nos a carga emocional que o protagonista tem sentido e as memórias e efeitos que uma situação mais traumática ainda lhe traz.

 

Há outros aspetos: o facto de não ter qualquer música ou banda sonora e o facto de ser uma série muito gráfica. Não é só aparentemente realista em termos científicos, mas também, claramente, em termos técnicos.

 

É muito dura de assistir porque, como é natural do local em que ocorre, existem situações muito tristes e exasperantes. Outras enervantes, já que, sendo um reflexo da realidade, também somos confrontados com negacionistas, por exemplo. Para além disso, ocorrendo nos Estados Unidos, também nos mostra situações trágicas muito próprias do país. Mas no meio de tudo isto, também nos consegue mostrar alguns momentos mais leves.

 

Uma curiosidade da qual não me apercebi de imediato é que o ator principal, Noah Wyle, foi um dos protagonistas da antiga série ER que, apesar de nunca ter visto, é uma das séries médicas mais famosas na história da televisão, tendo contracenado com George Clooney.

 

Acho esta série uma forte concorrente a um top de melhores séries deste ano e, apesar do grafismo, deu-me imensa vontade de ainda vir a rever a temporada enquanto esperamos pela segunda. Não posso dizer que isto seja algo que aconteça frequentemente - na verdade, nunca aconteceu de todo.

 

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05
Abr25

Séries | Adolescence

Vera

Uma mini-série que tem andado pelas bocas do mundo e ainda bem, porque toca em alguns dos assuntos mais importantes da atualidade.

 

Poster da série Adolescence

 

Jamie é um jovem de 13 anos que acaba a ser preso por suspeita de ter assassinado uma colega da sua escola.

 

Tem 4 episódios, pelo que se vê bastante rápido. A série é um pouco diferente do que se espera, dado que se debruça mais sobre as causas e efeitos do que aconteceu do que, propriamente, no acontecimento em si. De forma resumida, e antes de começar a falar com spoilers - porque vou ter que o fazer -, quero apenas dizer que esta série traz à luz a forma como a Internet está a ter um papel (demasiado) importante, e não muito positivo, em moldar os princípios e visões das nossas crianças. Fala de assuntos que, honestamente, nem eu própria sabia, mesmo que ligados a um nome que todos conhecemos, também não pelas melhores razões (pessoa a quem não quero dar palco, mas que existe no nosso mundo e cujo primeiro nome rima com shoe e último rima com fate). E acima de tudo, mostra porque é que ainda continuamos a precisar de movimentos como o feminismo, porque é que ainda é péssimo existir enquanto mulher no mundo - mais triste ainda, existir enquanto rapariga tão jovem.

 

Para terminar, até apenas em termos técnicos esta série vale imenso a pena, sendo todos os episódios filmados num plano contínuo. Com mais ou menos de 1h em cada episódio, este é um feito absolutamente incrível.

 

A partir de agora, irei falar com spoilers porque sinto necessidade de debater vários pontos da série que só quem já viu pode conhecer. Se ainda não viram, aconselho a não continuar. 

 

No fundo, sinto que esta série se divide em 2 partes: o primeiro episódio incide no crime em si, e os restantes nos fatores que moldaram Jamie e a sua visão do mundo - a escola, a Internet e a sua personalidade, e a sua família que, embora aqui não tenha influência direta, talvez a sua passividade tenha tido. Ainda assim, incomodou-me que esta série tenha feito aquilo que uma das suas próprias personagens criticou: dar palco ao agressor, mas esquecer a vítima. Talvez tenha sido propositado?

 

O terceiro episódio é, sem dúvida, o melhor da série e, apesar de nada nele me chocar ou surpreender, não sabia que as coisas estavam assim tão mal, a ponto de miúdos estarem tão envolvidos em comunidades tão problemáticas e promotoras de ódio e violência às mulheres. Sabemos que não é ficção e esta série tornou-se ainda mais pertinente depois da notícia que saiu da jovem que foi violada pelos três influencers...

 

A série não me chocou, mas afetou-me bastante, especialmente depois desta notícia sair. Ler coisas como "grupos de WhatsApp criados por crianças entre os 10 e 13 anos" e perceber que não estamos a criar melhores gerações, que não estamos a fazer por melhorar o futuro da sociedade, que certas coisas estão, na verdade, ainda piores, tem-me feito sentir, por vezes, uma ansiedade tremenda.

 

Da mesma forma, ver o miúdo da série expressar chavões que não nos são desconhecidos e perceber que nada é ficcional - está a ser complicado conviver com a realização de que não só continua tudo a mesma merda, como na verdade, parece estar pior ainda.

 

A este propósito, embora apenas parcialmente relacionado, deixo este vídeo muito esclarecedor e factual que reúne todos os números respeitantes à violência doméstica e violência sexual em Portugal nos últimos anos. Recomendo também o mais recente episódio do podcast [IN]Pertinente, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que se debruça sobre os efeitos da utilização do telemóvel e das redes sociais no nosso cérebro, mas incluindo também as consequências especificamente em crianças - onde até esta série acaba a ser mencionada.

 

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17
Mar25

Séries | Paradise

Vera

Uma série surpreendente.

 

 

O presidente dos Estados Unidos é encontrado morto, dentro da sua própria casa, por Xavier Collins, o seu segurança pessoal, interpretado por Sterling K. Brown. A investigação do que aconteceu conduz toda a trama, mas na realidade revela vários segredos escondidos.

 

Posso desde já dizer que vão ter uma surpresa maravilhosa no 1º episódio e perceber que esta série não é nada daquilo que parece ser. É melhor e ainda mais intrigante.

 

Gostei bastante desta série. Deixa-nos com vontade de saber mais, tem alguns plot twists ao longo do enredo que acabam por ser realmente surpreendentes. E acaba por tocar em certos temas que se tornam cada vez mais importantes na atualidade.

 

Os atores estão bastantes bons. Conheço o James Marsden, que interpreta o presidente Cal, de papéis muito pequenos, mas foi bom vê-lo brilhar aqui numa interpretação protagonista. E já que o mundo real anda como anda, ao menos que tenhamos em Paradise um presidente bondoso, genuinamente preocupado e em condições.

 

A série é do mesmo criador de This Is Us, para quem gosta. Está a ser muito pouco falada para o quão boa é! Definitivamente recomendo.

 

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Quem conhece? Deixei alguém com vontade? Acreditem que não se vão arrepender.

28
Fev25

Séries | Cunk on Earth

Vera

Apercebi-me que me esqueci por completo de vir falar desta mini-série de comédia.

 

 

É uma de várias, que existem sobre variados assuntos, ao estilo mockumentary. Esta em específico conta-nos a história da Humanidade, desde os nossos primórdios até à atualidade - mas quem o faz é Philomena Cunk, uma personagem interpretada pela atriz Diane Morgan, marcada por uma completa ignorância do mundo que nos rodeia e pelo humor absurdo, irónico e sarcástico.

 

É um tipo de humor muito peculiar, que talvez não seja para toda a gente, mas os britânicos têm uma entrega muito específica na comédia e podemos ver isso aqui. Apesar do humor, é uma mini-série educativa e informativa q.b., pelo que vale a pena até por aí.

 

 

Philomena Cunk, além de nos narrar parte da nossa História com conclusões satíricas bastante oportunas, encontra-se com vários professores e especialistas em certas áreas para tirar com eles as dúvidas mais pertinentes. Ver as perguntas absurdas (ou algumas nem tanto) que ela lhes faz e o quanto todos tentam manter uma cara séria e dar uma resposta séria é incrível.

 

 

No que toca ao humor, eu ri umas quantas vezes e há piadas que nunca vou esquecer (como a do Titanic). Fiquei com vontade de ver mais deste conjunto de mini-séries "Cunk on..." que existe por aí, até porque adoro humor satírico e com críticas sociais. Os episódios são pequenos e, sendo de humor, é uma série muito leve para ver.

 

Recomendo muito!

 

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Quem conhece?

31
Jan25

Séries | Desperate Housewives

Vera

Decidi "rever" esta série por questões de nostalgia; quando era mais nova e passava na televisão, via muito isto com a minha mãe. Mas nunca cheguei a terminá-la, sendo que houve uma altura que tentei rever e também não terminei. Como se costuma dizer, à terceira é de vez.

 

 

Não há muito a dizer desta série. Não é uma obra prima da televisão, o seu forte está efetivamente no conteúdo nostálgico. Mas é uma ótima série para entreter numa tarde de Domingo.

 

De resto, muitos tópicos envelheceram pessimamente (acho sinceramente que esta série é bem pior que Friends, por exemplo, que muitos criticam nos mesmos moldes), o que já é normal para séries até aos 2000s. E a pior característica na série inteira é a narrativa. Meu deus, quase quero lembrar se havia assim tantas razões, naquela altura, para fazerem dos espectadores burros, porque é essa a sensação que me dá com tantos buracos no enredo, coisas que são A e depois afinal já são B porque é conveniente para a história, um monte de elementos sem qualquer sentido.

 

Esta série tinha (e tem) tanto potencial para ser ótima no seu género, mas a escrita é horrível, mesmo péssima. Acho que uma criança de 8 anos fazia melhor. O desenvolvimento de personagens e da história é de frustrar qualquer espectador. Nota-se que estávamos mesmo no início dos 2000s, não é?

 

Adorava ver um remake ou um reboot desta série com melhor escrita e incluindo tópicos atuais de forma mais correta e respeitosa. Acho mesmo que a série tem um potencial enorme e tenho pena que tenhamos terminado com isto. De qualquer forma, a série está ótima para entreter e, apesar de tudo, adorei acompanhar estas quatro mulheres.

12
Dez24

Séries | Vistas em 2024 & top 5

Vera

Este ano foi mais fraquinho em termos de quantidade de séries vistas, mas venho relembrar todas as séries que vi e selecionar o meu top 5.

 

Séries Top 5 2024.png

 

Ultimamente, tenho tido pouco tempo para dedicar ao blog e por isso espero que me desculpem mas, este ano, estes posts serão um pouco mais breves. Assim sendo, que séries fizeram parte do meu ano?

 

E quais sobreviveram para chegar ao pódio de 2024?

1. Only Murders in the Building - Sem dúvida, uma das melhores descobertas este ano. Já se tornou uma das minhas séries preferidas e adoro o quão divertida é.

2. The Devil's Plan - É um programa de televisão, tudo bem, mas foi um programa incrível. Para quando a temporada 2?

3. Avatar: The Last Airbender - Não sei porquê, não sou a maior entusiasta de séries de animação (com algumas exceções, claro). Mas Avatar tem das narrativas mais incríveis que tive o prazer de ver.

4. Pokémon Concierge - Só o trabalho por detrás desta pequeníssima série, com pequeníssimos episódios, é de louvar. É muito bonita e feita em stop motion, vale a pena ver.

5. Baby Reindeer - Um bocadinho perturbadora, um bocadinho doentia... mas bastante bem feita.

 

Quais destas viram? Qual seria o vosso top 5 de 2024?

05
Jul24

Dos últimos tempos

Hogwarts Legacy, Hellblade, Taylor Swift, Amanhã a Esta Hora

Vera

Chegou mais uma daquelas alturas difíceis em que eu não consigo ter tempo, energia (ou ambos) para escrever e os rascunhos começam a acumular. Por isso, à semelhança do que aconteceu algumas vezes no ano passado, venho falar-vos das coisas que consumi nos últimos tempos de forma mais breve. De jogos a livros, passando por séries, isto é aquilo que tenho para vos falar:

 

Hogwarts Legacy

Poster do jogo Hogwarts Legacy

Portkey Games

Um jogo para qualquer amante ou fã do universo de Harry Potter, passado muito tempo antes da história do protagonista da nossa infância. Encarnamos um feiticeiro com poderes ligados à magia ancestral - que não é qualquer pessoa que tem - e temos de desvendar um dos segredos mais bem guardados de Hogwarts.

Adorei este jogo, é tudo o que um amante precisa para reviver na pele a magia de Hogwarts. É um jogo muito 100%-friendly, já que nos dá indicações da percentagem de evolução no jogo, além de nos mostrar a quantidade de colecionáveis que conseguimos (ou não) em cada região do mapa para quem quiser completar mesmo, mesmo tudo. Gosto muito deste detalhe, não tenho por hábito completar jogos mas este tornou a tarefa tão mais intuitiva que teve de ser.

Fora isto, tem de tudo: aprendemos feitiços (incluindo, por escolha do jogador, unforgivable curses), voamos, colecionamos criaturas fantásticas e cuidamos delas. Acho que este é daqueles jogos que eu provavelmente irei querer voltar a jogar novamente (num futuro longínquo).

 

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Hellblade: Senua's Sacrifice

Poster do jogo Hellblade: Senua's Sacrifice

Ninja Theory

Este é um jogo relativamente curto e portanto joga-se rápido. É inspirado nas culturas nórdica e celta e jogamos como Senua, uma guerreira que tem de desbravar caminho por Helheim, com o propósito de salvar a alma do seu falecido namorado, que está na posse da deusa Hela.

Aquilo que imediatamente me despertou interesse neste jogo foi o facto de pretender demonstrar uma psicose, sendo que contou até com a colaboração de profissionais para o fazer de forma realista. E a verdade é que, enquanto Senua, passamos o jogo inteiro a ouvir diversas vozes diferentes, por vezes até contraditórias.

O primeiro jogo da saga Hellblade - que entretanto contou com o lançamento recente do segundo jogo - é sobretudo um jogo de puzzles e com algum combate. De um modo geral, gostei muito da experiência e o facto de ser curto faz com que, no fim de contas, seja um jogo bastante direto. É sem dúvida alguma muito diferente de qualquer coisa que já joguei, e vale a pena a experiência.

O único ponto negativo é que não é muito intuitivo, especialmente ao início. E o jogo não explica absolutamente nada - não há tutoriais, não há dicas (também não conta com mapas nem itens). Entendo que seja propositado, mas enquanto não se percebe as lógicas do jogo nem se apanha o jeito a certas mecânicas, torna-se um pouco exaustivo e até aborrecido passar tanto tempo a tentar perceber o que é para fazer, ou como. E uma coisa é certa: o jogo pede-nos que usemos fones para uma experiência mais imersiva, mas esta falta completa de orientação ao início retira por completo a imersão do jogo.

 

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Taylor Swift vs Scooter Braun: Bad Blood

Poster da série Taylor Swift vs Scooter Braun: Bad Blood

Max

Um documentário composto por dois episódios, cada um dedicado a cada um dos lados da história. Este é obviamente um documentário mais direcionado a quem gosta da Taylor Swift (e a quem gosta do Scooter Braun, provavelmente), mas tentando explicar de um modo geral: certamente que muitos se lembram do que o Kanye West fez à Taylor Swift nos VMA's de 2009 e na sua posterior música (que não vou citar, lamento) com um verso e um videoclip algo comprometedores e relacionados com a artista.

Scooter Braun era (e é) o manager de Kanye West e há alguns anos resolveu comprar a produtora com que Taylor Swift tinha contrato, produtora essa que não lhe quis vender os direitos para os seus próprios master recordings. Isto é só uma ponta do iceberg, para mais informações vejam o documentário ou leiam sobre o assunto, que tem pano para mangas.

Como ainda sou uma fã (se é que me posso chamar isto) recente, este era um assunto sobre o qual ainda não estava suficientemente informada e por isso aproveitei a deixa do documentário para me pôr a par de tudo.

Se esperam uma opinião imparcial, lamento, não é aqui que a vão encontrar. Da mesma forma que não achei o documentário propriamente imparcial (e era suposto ser), não só por começar com o episódio da Taylor (deixando a palavra do Scooter Braun para encerrar o assunto), mas acima de tudo pelos argumentos que utilizaram para defender o Scooter.

Meus amigos, se há coisas que eu acho que a Taylor não fez bem e não teve razão? Uma ou outra, sim. Mas o episódio do Scooter Braun até me deu uma comichãozinha feminista, porque o tempo foi passado com "ele é um bom homem, que até fez estas boas ações!" e "ele é um bom pai de família". Ah, ainda bem que ama os filhos e faz coisas gentis! Que homem perfeito, já podemos desculpar. (Poupem-me.) Argumentos reais a favor dele como profissional...? Zero.

Não concordo, como é óbvio, com certas coisas que ele sofreu devido a este assunto, como ameaças de morte. Ninguém merece passar por isso. Mas onde é que estão os argumentos de defesa que não passem por pintá-lo como um homem generoso e de família? É que isso nem sequer tem nada a ver com nada.

 

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Amanhã a Esta Hora, Emma Straub

Livro Amanhã a Esta Hora, Emma Straub

Este livro parte de uma premissa que acho sempre muito interessante (e em que reflito na minha vida pessoal tantas vezes): se pudessemos voltar atrás, o que faríamos de diferente?

A nossa protagonista, Alice Stern, está prestes a fazer 40 anos mas não consegue largar o pensamento do quanto a sua vida está diferente do que imaginava: já quase não passa tempo com a sua melhor amiga da adolescência, Sam, que vive mais longe e tem uma família; mas, acima de tudo, não tem muito mais tempo para passar com o seu pai, deitado numa cama de hospital, e não sabe se alguma vez irá voltar a ouvir a sua voz.

É então no dia do seu aniversário que, inesperadamente e sem saber como, Alice acorda no seu quarto de infância, com 16 anos, e um pai mais novo e cheio de saúde. O que é que Alice pode fazer de diferente para mudar a sua vida e, mais importante ainda, salvar o seu pai?

Este livro tem um ritmo médio, achei que demorou muito a engrenar mas, assim que começou a desenvolver a parte mais importante da história, fê-lo no ritmo certo. Gostei do livro, da escrita e acima de tudo de algumas reflexões importantes que traz sobre o tempo e sobre o que podemos, ou não, mudar. Gerir as expectativas que temos, quando mais novos, sobre a nossa vida no futuro é um tema que está presente na história e que ultimamente tem estado presente na minha vida também.

O livro não mudou a minha vida, mas a leitura vale a pena pela experiência. A única parte que me custou mais foi, de facto, o início, que achei extremamente lento.

 

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Ok, não foi um post assim tão breve... Desculpem! Conhecem alguma destas obras? Curiosos com alguma?

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📖 A ler:



📺 A ver:

IT: Welcome to Derry, Temporada 1
Alien: Earth, Temporada 1
Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Stranger Things, Temporada 5
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

Fields of Mistria
Let's Go Pikachu
Little Nightmares

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