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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

12
Nov25

30 factos sobre mim

De 2018 para 2025

Vera

Às vezes (não muitas, não quero parecer egocêntrica), dou por mim a revisitar publicações antigas e deparei-me com uma de 2018, no meu blog anterior (que continua a existir, mas está fechado ao público), com 30 factos sobre mim. Ao ler aquilo, percebi que alguns tinham mudado por completo e achei que seria interessante este exercício de os actualizar aqui e agora, em 2025. Eis, então, os 30 factos que eu tinha escrito.

 

1. Sou um bocado "picky eater".

Confere. Continuo a ser um pouco esquisita com comida, mas quero acreditar que sou um bocadinho menos. Novidades para quem não compreende isto: amigos, não é tanto uma questão de sabor, é uma questão de texturas e demasiada sensibilidade a elas. De nada.

2. Sou muito preguiçosa. Muito. Mesmo muito.

Infelizmente, também confere. Tento o tempo todo, a muito custo, combater. E quero acreditar que também estou um pouco menos, ou pelo menos que consigo lutar contra a preguiça mais facilmente do que antes.

3. Não sei nadar nem andar de bicicleta. Mas ainda gostava de aprender.

Continuo a não saber. Mas aulas de natação poderão, finalmente, estar para breve!

4. Apesar de não ter animais agora, já tive um gato quando era pequena. Infelizmente, não tenho memórias dele.

Continuo a não ter memórias deste gato, mas entretanto, dois meses depois desta publicação, o meu bichinho chegou cá a casa ❤️

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5. O meu carro de sonho é um Mini. Claro.

Continua a ser, sim senhor. Isso e um Range Rover Velar. Nunca vou ter qualquer um deles e estou de bem com isso.

6. Passei por fases de querer ser tudo e mais alguma coisa quando era criança, mas duas destacaram-se: cabeleireira e estilista. Hoje em dia nenhuma delas me diz nada, apesar de ter um bichinho de querer fazer as minhas próprias roupas (um dia!).

Vera, quem queres enganar? Tu nunca vais fazer as tuas próprias roupas, há cada vez menos vontade de investir nessa ideia que já só vive lá bem no fundo da mente. E também está tudo bem com isso.

7. Nunca saí de Portugal, para minha enorme infelicidade. Mas...

Ora, entretanto já saí. Foi só para Espanha? Foi, mas já é melhor que nada. E é para continuar a alargar horizontes, de qualquer forma.

8. Já fui à Madeira!

E entretanto, por mais que queira regressar, ainda não consegui.

9. Quando for velhinha e reformada gostava de ter uma quinta, com a minha própria horta e os meus próprios animais para cuidar.

Acho que este é outro dos que vive lá bem no fundo da mente. Um wishful thinking, quase. Acho que também não vai acontecer.

10. Tenho fobia a rãs e sapos.

Sim, sim, mil vezes sim.

11. Gostava de um dia fazer voluntariado noutro país, tipo Índia ou Tailândia.

Nunca fiz e não tenho vergonha de admitir que esta vontade passou. Se for para agir em causas, prefiro mais perto (tentei há uns meses contactar uma associação de animais local para voluntariar com eles, nunca recebi resposta e fui esquecendo o assunto por completo, sem querer. Agora, infelizmente, estou numa fase sem muito tempo e nunca mais pensei no assunto...)

12. Quero muito viver nos arredores de Lisboa, num sítio com praia, a 10/15 minutos de comboio de Lisboa.

Ah. Ahah. Ah. Mal a Vera de 2018 sonhava com a crise na habitação. Além disso, tenho de dizer que o amor que nutria por Lisboa desceu um bocadinho com o passar do tempo. Já nem sei se consigo dizer que é a minha cidade favorita, como era na altura.

13. Mas parte de mim também gostava de viver em Brighton, mesmo que apenas temporariamente.

Olhem, sabem? Estou bem. Quero visitar Brighton sem qualquer sombra de dúvidas, mas viver? Eh, já passei essa fase.

14. Gostava muito de aprender Italiano - entre outras línguas, porque não me quero ficar só por aí.

1001 tentativas depois, aprendi um bocadinho de italiano, mas não o suficiente para dizer que falo italiano. Parlo solo un po' d'italiano. Ma vorrei continuare ad imparare... un giorno.

15. As pessoas parecem ficar todas com uma enorme vontade de me esmurrar quando digo isto, mas aqui vai: não gosto assim muito de crianças.

Tenho muito pouco contacto com crianças, mas ao longo do tempo, fui contactando esporadicamente com algumas que me fizeram perceber que era estúpido eu dizer que não gostava de crianças. Imaginem, estou óptima longe de birras e cenas. Mas não posso dizer que desgosto activamente delas, coitadas. E algumas são de facto muito queridas e fofas.

16. Gostava de um dia escrever um livro. Não necessariamente publicá-lo, mas apenas escrevê-lo, terminá-lo, criá-lo.

Acho que esta vontade também se foi por muitos anos. Voltou nos últimos meses, mas não sei dizer se o suficiente para alguma vez se concretizar.

17. A minha comida favorita é pizza. Há de todos os tipos e para todos os gostos, como não amar?

Toda a verdade o que eu disse aqui e pizza continua a ser uma excelente opção gastronómica. Mas acho que já não é a minha comida favorita. Acho que neste momento nem tenho propriamente um prato favorito, mas se tivesse de escolher diria francesinha, arroz de pato ou umas belas amêijoas à bulhão pato.

18. Adoro jogos de tabuleiro.

Continuo a adorar, sim senhor, e será para sempre uma das maiores dores da minha vida o facto de não estar rodeada de pessoas com o mesmo entusiasmo. Acabo a jogar muito menos do que gostaria.

19. Gostava de aprender a tocar piano e saxofone.

Mais um sonho que ficou lá longe, com uma réstia tão pequena de luz que está quase a apagar. Não vai acontecer (muito menos com piano, adoro muito mais o som do saxofone e fascina-me muito mais).

20. Já aprendi a tocar guitarra. Falo no passado porque não toco há tanto tempo que já não é propriamente a mesma coisa, mas ainda dou uns toques!

Confere. Continuo a dar uns toques de vez em quando, mas nada de extraordinário.

21. Já dancei hip-hop.

Verdade. O que não disse foi que tenho pena de não ter aproveitado essa fase mais do que aproveitei, na altura.

22. Quando era adolescente/pré-adolescente escrevi 2 ou 3 histórias com a minha melhor amiga na altura (não contando com todas as outras que estão incompletas). Às vezes é engraçado relê-las porque trazem memórias de tanta coisa (eram baseadas em pessoas reais), e são as típicas histórias de amor adolescentes.

Já nem sei por onde andam, mas sim. Este é o facto embaraçoso, é o que é.

23. Aliás, nessa linha, eu costumava escrever e enviar as minhas fanfics para um site brasileiro. Isto também tem que incluir factos vergonhosos, senão não metia piada.

Ah boa, escolhi torná-lo ainda mais embaraçoso. Olhem, é verdade, querem que diga o quê?

24. Só fui a um único concerto (a sério) na minha vida: 30 Seconds to Mars, em 2010. Nada a ver com o meu gosto musical actual, mas foi dos melhores dias (ou noites) que já tive.

"Nada a ver com o meu gosto musical actual", prometo que não era assim tão pretensiosa e que acho que não disse com esse intuito. Por acaso, ainda há uns meses acrescentei umas músicas deles ao meu Spotify, pela nostalgia e porque adoro.

Bom, adiante: felizmente, já fui a uns quantos mais concertos! Estou limitada aqui em terras do interior portucalense, mas vou a tudo o que posso. Até porque ser adulta e ter dinheiro adulto é giro, e a Vera de 2018 não sabia disso ainda.

25. Sou do signo Leão.

Pois, isto não mudou. Quem diria.

26. Adoro canecas, faço colecção, e acho que é uma coisa que não falha quando alguém não sabe o que me comprar.

Continua a ser verdade!

27. Há dois filmes que acho adoráveis e que me fazem sempre sentir melhor quando não estou bem: Fantastic Mr. Fox e Frozen.

Sim! E acrescento a série Friends à lista (menos no achar adorável). Mas hoje em dia já não recorro tanto a isto para me sentir melhor.

28. Sou daquelas pessoas que detestam quando fazem barulho a comer e quando mascam pastilhas de boca aberta.

Sim, sim, sim. Eu queria que misofonia fosse uma coisa falada em 2018. Também detesto ASMR, acho horrível.

29. O meu melhor amigo e a pessoa que melhor me conhece é do Brasil.

Continua a ser dos meus melhores amigos. Já não falamos tanto como antes, mas é daquelas pessoas em que o tempo não deixa marcas, qualquer conversa é igual à anterior. Nunca nada muda.

30. Quero seguir pelo ramo da Psicologia Clínica e da Saúde, mas no secundário o que eu mais queria era Psicologia Forense.

Ui, que piada. Esta pessoa também não sabia que ia terminar o curso de Psicologia a odiar o que fazia, a ter uma crise académico-profissional de todo o tamanho e a mudar por completo de área. A vida muda tanto.

 

Desculpem se esta publicação foi demasiado longa, mas achei que este exercício seria interessante. E, em partes, até engraçado. Identificam-se aqui com alguma coisa? Que coisas vocês acham que mudaram em vocês ao longo do tempo?

03
Nov25

Diário | Outubro 2025

Vera

Novo álbum da Taylor. Receber o vinil. Pores do sol bonitos. Um espectáculo de comédia ao vivo. Uma manhã na praia. Ver O Fantasma da Ópera ao vivo — e adorar. Montar móveis. Lidar com caos, frustração e repetir. Ganhar um novo apreço por leitura. Rever The Rocky Horror Picture Show em comunidade. Descobrir novos autores. Ver filmes de terror sozinha, depois de tanto tempo sem o fazer.

04
Out25

Diário | Setembro 2025

Vera

O meu primeiro Avante — pareceu uma segunda celebração do 25 de Abril, mas em Setembro; e para isso estou cá. Rever família que mora longe, no Avante (inesperadamente). Descobrir artistas novos. Ver os Linda Martini. Começar Hollow Knight, um dos melhores jogos que já tive o prazer de jogar na vida. Encontrar gatos bonitos na rua. Ir a um evento de gaming. Ir a um festival de sopas. Ler um dos melhores livros que li este ano. Ler sobre sono. Nova temporada de Only Murders in the Building. Mandar piadas especialmente bem recebidas. Conseguir um vinil da Taylor Swift. A tradição anual de comer churros na feira — que quase não acontecia este ano, com a chuva. O segundo god pack no TCG Pocket (esta é muito nicho). Desarrumos e limpezas da casa (e um gasto astronómico de dinheiro para se começar a parecer com uma).

 

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24
Set25

Recomendações | Conta Lá: Informações sobre as autárquicas em TODO o país

Vera

É algo vergonhoso estarmos tão perto das eleições autárquicas e existir tão pouca informação para aqueles que não estão nos grandes centros. (Esta desvalorização e desigualdade no país serão para sempre uma das minhas maiores queixas.)

 

Está certo que não são eleições legislativas ou para a presidência da República, mas não deixam de ser importantes. Embora seja ótimo que existam vários debates na televisão, muitos concelhos ficam de fora e não existe o mesmo esforço que existe nestas eleições que referi para canalizar a informação num só sítio.

 

Por estas e por outras, depois de ter feito um investimento ativo para encontrar qualquer coisa que fosse que me pudesse ajudar na minha decisão de voto no meu concelho, venho recomendar esta iniciativa, que felizmente passou a existir mas infelizmente parece não estar a ser ainda muito difundida:

 

Conta Lá, no YouTube e noutras redes

 

Têm feito e continuarão a fazer debates com todos os concelhos de Portugal. Eu já encontrei do meu (finalmente, depois de mais de uma tentativa de pesquisa por informação).

 

A descrição desta iniciativa começa por: "Acreditamos que Portugal não se resume aos grandes centros."

 

E eu só posso agradecer, como alguém que faz parte de um grupo constantemente deixado de fora (e esse grupo é muito grande, não existe só aqui onde me encontro). Por mais iniciativas assim. Obrigada por valorizarem Portugal como país, não como meia dúzia de regiões.

 

Agora com licença, que finalmente vou ver um debate entre os candidatos do meu concelho.

10
Set25

Diário | Agosto 2025

Vera

Mais idas à piscina (provavelmente as últimas). Um aniversário bem passado. Descobrir restaurantes novos. Borboletas de padrões bonitos a pousar perto de mim. Dois dias e meio de praia em decisões de última hora. Gelados de metro e meio (não foi, mas podia ter sido). Ler livros nostálgicos. Vibrar com séries que despertam interesses antigos. Começar um novo hobby. Escrever muito. Desenhar muito mais que o normal (o normal é zero). Folhear e folhear com prazer. Cinema de qualidade. Jantares fora, e em boa companhia. E por último, mas não menos importante: casa.

04
Set25

Um (outro) novo hobby

Vera

Há muito tempo que tenho pensado em escrever num caderno sobre livros que leio, filmes e séries que vejo. Tenho tendência a esquecer-me muito rapidamente de tudo, e não é que eu acredite que isso vá mudar significativamente com este caderno. Mas a verdade é que penso que irá definitivamente ajudar.

 

Esta ideia ficou a marinar durante algum tempo na minha cabeça. Primeiro, porque tinha medo de que se tornasse mais numa tarefa do que em algo prazeroso. Tinha medo que me faltasse a vontade de escrever, pois a verdade é que perdi por completo o hábito de escrever à mão. Mas a ideia de o fazer no computador simplesmente não tinha o mesmo encanto. Por outro lado, dava por mim a pensar "mas isto não é exatamente o mesmo que faço no blog? Escrever sobre o que leio e vejo?" e a ideia do caderno parecia-me inútil.

 

Bom, finalmente decidi avançar e acho que ajudou muito ter tido a ideia de o usar também para ir treinando a minha capacidade (nula) de desenho. Acho que isso ajudou bastante porque tenho feito pequenos desenhos relacionados com cada entrada e tem sido divertido pensar no que vou desenhar e como, bem como na ideia de pintar esses desenhos.

 

Comecei por procurar templates do Notion, quando ainda estava a considerar fazer isto no computador, e encontrei um (que infelizmente já não estou a conseguir encontrar) que tinha cerca de 60 prompts para escrever sobre um filme que visse! Desses, retirei apenas mais de 10 e decidi que não me ia forçar a responder a todos sempre, pelo que incluo no papel apenas aqueles que me fazem sentido e sobre os quais tenho resposta. A verdade é que, apesar de serem relativos a filmes, são facilmente adaptáveis a séries ou livros. Deixo aqui os que retirei, sendo que os dois primeiros eu tenho incluído sempre — o primeiro porque é um resumo, o segundo porque gosto de pensar nas palavras que a obra me evoca e porque sinto que é também um resumo, de outra forma:

  • This movie is about
  • Five words I associate with this movie
  • Time and place of action
  • Favorite character
  • Favorite scene
  • This movie teaches that
  • The emotions and feelings this movie evoked in me
  • The values this movie touches on
  • The issues this film addresses are
  • The lesson I learned from this movie
  • Memories from my personal life that this movie brought back to me
  • Has my life changed after watching this movie? If so, how?
  • Should the ending be changed? Why?

 

Depois destes prompts, há sempre um espaço para escrever livremente sobre tudo o que quiser acerca do que consumi.

 

A verdade é que isto tem sido divertidíssimo de fazer. E em absolutamente nada se assemelha ao blog, porque é um caderno pessoal, onde escrevo apenas para mim — e por isso não tenho de me preocupar com a apresentação, com a escrita, com a forma como comunico. Posso pôr lá tudo o que me apetecer, desde pontos mais relevantes até às coisas mais insignificantes que provavelmente não incluiria numa publicação no blog. E a verdade é que esses escritos me ajudam a passar as reviews para aqui, de uma forma melhor e mais estruturada, mais clara, sem a névoa das memórias que vão desaparecendo.

 

Tenho chamado isto de entertainment journal, ou diário de entretenimento. E nunca pensei que fosse gostar tanto de o manter. Todas as preocupações que tinha de se tornar uma "tarefa chata e forçosa" eram absolutamente infundadas. Na verdade, assim que acabo de ler e ver algo, já estou a pensar no que vou colocar no meu diário!

 

Como não tenho qualquer jeito para desenho, tenho vergonha de partilhar alguns (que não estão maus, mas também não estão bons), por isso o único que partilho é o mais simples, que fiz para o filme Apocalypse Now:

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10
Ago25

Um novo hobby

Vera

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A minha saga com crochet começou ainda no ano passado, por volta de Março/Abril, quando decidi aprender a fazer. Na altura, quis começar por fazer um cachecol e rapidamente desisti — ele começou a encurtar e, como qualquer iniciante ignorante do assunto, foi aí que descobri que precisava de contar pontos para não saltar nenhum. Bom, a "lã" que escolhi também não ajudou: de acrílico, era simplesmente impossível conseguir discernir os pontos em si.

 

Comprei uma de algodão e, assustada com a primeira experiência que de pouco valeu — ainda hoje tenho o cachecol como o deixei, já estava tão avançada e a lã é tão péssima que nunca o desfiz —, comecei então apenas a treinar os pontos básicos. Fiz pedaços pequenos de cada ponto e depois comecei a fazer quadrados que ainda hoje mantenho como bases para copos. Depois fiz uma base circular — que é tudo menos um círculo, está mais para um hexágono esquisito — e... parei.

 

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Acho que comecei a sentir-me aborrecida por estar a fazer coisas tão básicas mas, ao mesmo tempo, não senti confiança suficiente para avançar para projetos mais "a sério". E portanto, parei. Parei até há um ou dois meses — sim, passou praticamente um ano desde que tinha feito algo em crochet pela última vez. Desta vez, decidi começar pequeno para me habituar, mas ir avançando na complexidade de projetos.

 

Tinha medo de não me lembrar de nada, mas acompanhar vídeos é fácil e assim que apanhei o jeito foi como se nunca tivesse esquecido. Comecei por fazer um pequeno laço (que acho amoroso), avancei para dois marcadores de livros com um ponto diferente, que nunca tinha feito. Parei um mês depois dos marcadores mas voltei nos últimos dias para fazer uma bolsa para guardar as minhas agulhas e as "molas" para contar pontos.

 

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E todos estes projetos, absolutamente todos têm tido defeitos — alguns com os quais vou aprendendo, outros que ainda não estou a conseguir compreender ou contornar. Por vezes, o meu lado perfecionista toma conta da situação e faz-me sentir mal por não conseguir sair desta curva de aprendizagem. Mas tento lembrar-me sempre que é normal. E celebrar os progressos, que existem — tal como sentir que a tensão que aplico está cada vez melhor, que consigo cada vez mais facilmente compreender a estrutura dos pontos/linhas e que tenho conseguido ganhar mais rapidez.

 

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No último ano, tenho descoberto o quão importante é termos hobbies que nos preencham e nos sirvam em momentos diferentes, acima de tudo que nos façam sair dos ecrãs (literal ou figurativamente). Sou muito de fases e posso passar algum tempo sem imergir num, mas por agora descobri três que me fazem sentir bem: colorir, fazer crochet e aprender italiano.

 

Estou pronta para continuar a avançar nesta aprendizagem e sinto-me preparada para começar a fazer amigurumi, que no fundo sempre foi a principal razão de ter querido aprender a fazer crochet. Acho que há imensos bonequinhos adoráveis. Vou também fazer uma capa para o e-reader do meu namorado, já que ele fez essa sugestão depois de lhe mostrar a bolsa que fiz para os materiais de crochet, e eu achei boa ideia.

 

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Apesar da voz auto-crítica que por vezes se faz sentir, estou muito orgulhosa de — ainda que inconsistentemente — conseguir manter este hobby. Primeiro, por ser capaz de não deixar que aquela voz me vença a vontade; por conseguir manter-me na curva de aprendizagem, com todos os pontos menos bons que isso implica. O meu eu de há uns anos nunca sonharia em insistir em algo que não saía bom à primeira — muito menos em algo que não sai 100% bom nunca. De facto, não quer dizer que seja fácil ignorar todos os defeitos que encontro, ou relembrar-me a mim própria que não é suposto sair tudo perfeitinho, muito menos nesta fase. Mas, apesar de não ser fácil, tenho conseguido fazê-lo e não me tem impedido de continuar. O que virá mais daqui, não sei, mas estou curiosa para saber onde isto me irá levar.

08
Ago25

Diário | Julho 2025

Vera

Jantar sushi. Idas à piscina com os meus — a sensação de embalo com a água e o relaxar na toalha no fim de tarde, quando o Sol já não queima e a brisa aparece para levar as preocupações. Um jantar de celebração de fim de curso de uma amiga que tentou uma segunda oportunidade, em boa companhia. Terminar oficialmente um curso técnico que comecei há um ano. Visitar os Jardins da Quinta das Lágrimas pela primeira vez e apreciar a natureza da parte que é mata (e onde ninguém mais foi a não ser nós). Colorir livros com mixed media e misturar canetas e lápis pela primeira vez. Gostar do resultado. Um novo projeto de crochet com dúvidas, progressos, tensão, descanso. O meu gato usar a casinha que lhe fiz, numa caixa com uma entrada improvisada, para dormir todas as tardes de Verão.

 

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Desculpem a qualidade. Mas achei que precisavam de ver esta fofura.

29
Dez24

Retrospetiva | 2024

Vera

2024 não foi um ano muito fácil. Sinto que repito isto quase todos os anos, infelizmente, mas talvez seja eu que precise de trabalhar nas minhas expectativas (não apenas numa grande escala, mas até em coisas teoricamente mais "pequenas" - os resultados que daí vieram podiam ter sido, também eles, diferentes). Talvez não tenha sido um ano em que tenha cumprido qualquer das coisas que idealizava, talvez até algumas tenham acontecido num caminho completamente ao lado - em jeito de "não era bem isto, mas por agora servirá". E uma vez mais, acabou comigo desamparada, tal como no ano passado - mas desta vez, não foi uma escolha minha. Irei iniciar 2025 da mesma forma que iniciei este ano, mas espero que munida de ferramentas que me ajudarão a lidar com o vazio e a incerteza.

 

Como todos os anos, no entanto, há coisas boas a recordar e por isso eu trago as minhas (sem qualquer ordem).

 

1. Fui à The Eras Tour

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Uma das melhores coisas que me aconteceram foi ter conhecido, há 2 anos, uma colega de trabalho swiftie. O trabalho dela não foi rápido, mas os resultados chegaram e este ano eu tive a imensa sorte de presenciar um dos concertos em Lisboa e ter esta experiência gravada em mim para todo o sempre. O concerto da Taylor viveu rent-free na minha cabeça por bem mais de um mês depois e, por mim, eu voltava lá e vivia aquilo em loop. Foi incrível. Obrigada, Taylor.

 

2. Vi os Capitão Fausto... duas vezes

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Não... não consegui mesmo uma foto melhor, desculpem

Pessoas de Lisboa ficarão "hã?" com este feito, mas eu sou do interior centro, amigos, aqui não há concertos a dar com pau. Tendo em conta que são uma das minhas bandas favoritas, estou mais que grata por ter podido vê-los apresentar o novo álbum duas vezes (ambas na primeira e segunda fila, respetivamente).

 

3. Novos hobbies

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Alguns não duraram (embora queira voltar a eles), como aprender a fazer crochet; outros, ainda acontecem, como pintar (obrigada, coloringtok). Mas uma coisa é certa: gosto sempre de descobrir coisas novas que me dão prazer fazer. E se há coisa que mais me destrói a alma é sentir que por vezes a vida não nos dá tempo suficiente para dedicar a estas atividades.

 

4. Viagens e experiências

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Este ano não houve, primeiro, disponibilidade financeira para muitas viagens e, depois, tempo para elas - mas já tenho uma marcada bem para o início de 2025 (aguardem a publicação!). Ainda assim, estou agradecida pelas que fiz: visitei pela primeira vez o Buddha Eden, em Leiria, que é um lugar absolutamente incrível; passei um fim-de-semana em Lisboa, que foi do mais mundano possível, mas agradeci a sensação; e, por fim, pude ver, uma vez mais, a Rita da Nova na Feira do Livro de Lisboa.

Lisboa, tributo Queen.jpg

Ainda no assunto experiências, mas não relacionado com viagens, tive o prazer de assistir a dois "pequenos" concertos na terrinha - continuo a querer aproveitar o máximo de música ao vivo que conseguir. Uma banda de tributo aos Queen e o António Zambujo fizeram os meus dias.

 

5. Um aniversário bem celebrado

Apenas há uns anos, quando decidi celebrar o meu aniversário com família e amigos, me apercebi que, afinal, gosto sim de fazer anos. Não gosto de envelhecer, mas gosto de fazer anos e gosto de passar o dia com as minhas pessoas - se tal me fizer sentido. E este ano fez-me sentido, pelo que, depois de um almoço com o meu namorado antes de ele ir trabalhar, passei o resto do dia na piscina e em casa de uns amigos a jogar Switch e a comer pizza. E foi dos melhores dias que já vivi.

 

6. Continuar a descobrir-me (e sentir-me mais bonita)

Esta poderá ser estranha. Nem sequer digo isto no sentido de ter mais autoconfiança, mas este ano tem-me permitido descobrir coisas novas - ou devo dizer, arriscar coisas novas? Acho que é mais esta última. Seja por força maior (como ser obrigada a usar maquilhagem no trabalho e perceber que adoro usar blush), por mera observação e convívio (e perceber que se calhar também gosto daquilo - como coletes de malha, chunky cardigans, ou a minha nova obsessão (pouco realizada, não se pr€ocup€m) com perfumes de marca), ou vindo completamente do nada (como surgir uma vontade repentina de usar toda uma roupa com brilhantes no fim de ano... eu, que gosto de ser discreta).

Sempre fui uma pessoa simples, gosto do que é casual e discreto. Ainda sou, mas descobri que às vezes também é giro sair da caixa. Acima de tudo, sair da zona de conforto, experimentar coisas novas, perceber que ainda há tanto no mundo por descobrir - e é tão bom que esse tanto venha com o bónus de me fazer sentir bem.

 

7. Regressar à terapia

Por último, mas não menos importante, um dos passos mais significativos que dei este ano - que, ao seu ritmo lento, e da sua forma pequenina, tem dado os seus frutos. É um processo demorado, mas já dizia o outro: the only way out is through. O meu único arrependimento foi não ter começado mais cedo (talvez este ano tivesse sido um pouquinho mais fácil se assim fosse).

 

Não sei o que 2025 me reserva. Não tenho muitos objetivos, mas gostava de encontrar um emprego na minha área e gostava que fosse este o ano de finalmente sair de casa. Não consigo controlar muito qualquer uma delas, o que é uma excelente receita para o desastre.

 

Não termino 2024 e não inicio 2025 de forma esperançosa. Estou um pouco cansada. Apenas desejo que traga algo melhor... melhor que isto.

 

Um bom ano para todos vocês.

10
Dez24

Um reminder

Vera

Um post despreparado, não planeado e fora dos tópicos normais porque acabei de ver isto numa newsletter que subscrevo (aqui) e ressoou muito comigo (especialmente numa altura em que tenho algo específico que estou a antecipar de forma incerta e a tentar desesperadamente não passar o tempo a preparar-me para o pior).

 

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Nas palavras da Wesley Anna

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📺 A ver:

IT: Welcome to Derry, Temporada 1
Alien: Earth, Temporada 1
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Pluribus, Temporada 1
Stranger Things, Temporada 5
Alice in Borderland, Temporada 3

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