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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

06
Dez25

Jogos | Hollow Knight

Vera

Creio que nunca, em momento algum, conseguirei fazer justiça a este jogo, que me tocou de forma tão, tão profunda e é facilmente um dos melhores jogos de todo o sempre. Aviso já que a publicação é longa.

 

 

Tem uma história muito triste e é um jogo surpreendentemente emocional. No entanto, a história é contada de forma muito obscura, visualmente, com texto muito enigmático e com muita simbologia. Há quem chegue ao fim e consiga perceber, de repente, toda a história numa batalha final; e há quem precise de pesquisar um pouco mais. É esse entendimento repentino numa batalha final que torna o jogo tão brilhante. Afinal, não era suposto ser este um derradeiro encontro, um combate há muito esperado? Sim, e pelo meio surpreende-nos com uma chapada de realidade, um momento emocional, que nos abre os olhos e, aos mais sensíveis de nós, poderá até fazer deitar algumas lágrimas. No fundo, faz-nos perceber aquilo que estava a acontecer este tempo todo — e essa realização é das coisas mais tristes que o jogo tem para nos oferecer.

 

Se calhar, estou a adiantar-me muito, não é? Comecemos, então, pelo princípio. Hollow Knight não é um jogo para qualquer pessoa. Aliás, não achava sequer que fosse para mim; quando o comprei, estava convicta de que ia rapidamente pedir o reembolso antes do limite de 2h jogadas — porque não sou, de todo, uma jogadora com as melhores competências de todo o sempre e perco rapidamente a paciência com jogos demasiado difíceis. No entanto, houve qualquer coisa a mais neste jogo que me agarrou e me fez continuar a jogá-lo e testar-me a vários níveis.

 

 

Podemos dizer que Hollow Knight se insere em três géneros, no geral:

  • Metroidvania, o que significa basicamente que é um daqueles jogos que nos fazem andar para trás e para a frente no mapa para aceder a locais e mecânicas que previamente nos estavam interditos.
  • Soulslike: os inimigos, depois de mortos, voltam sempre a aparecer no mapa após recuperarmos vida (que, neste jogo, é sentarmo-nos num banco); os bosses são extremamente difíceis de combater; e quando morremos, perdemos todo o dinheiro que tínhamos e somos forçados a voltar ao local onde morremos para o recuperar. Os jogos soulslike costumam ter tanto dificuldade como punição, por isso não são para qualquer pessoa (mas também conseguem ser muito recompensantes).
  • Plataformas, que todos sabemos o que são, certo? Pois, mas talvez muitas pessoas tenham um desconhecimento enorme deste género como eu tinha. Só joguei e vi pessoas jogarem jogos casuais de plataformas, nunca me passou pela cabeça que este género pudesse ser tão difícil como se tornou neste jogo. Vejam só este exemplo de algo que é opcional no jogo, mas o pior cenário de plataformas que pode existir (e já agora, apreciem a música... a sério, se não tiverem vontade de chorar não são humanos).

 

Por ser um jogo de plataforma e pela sua componente soulslike, Hollow Knight é um jogo bastante difícil e é por esse motivo que não é para qualquer pessoa. Eu, como já referi, achei sinceramente que não ia ser capaz de o jogar, mas a verdade é que cheguei ao fim — com 102% completos, até —, e sinto-me muito orgulhosa por isso. Este jogo testou-me MUITO, em vários níveis diferentes, e fez-me perceber que também eu sou perfeitamente capaz — mesmo que demore anos a chegar lá. E a sensação de conseguirmos algo depois de tanto lutarmos por isso é indescritível.

 

 

Tirando isso, no entanto, é um jogo muito bonito, meio melancólico e por vezes até um pouco spooky — não por assustar, mas pela ambiência de alguns cenários e inimigos juntamente com a banda sonora (ou ausência dela, em alguns casos) e o trabalho sonoro no geral. Segundo percebi, todos os assets visuais deste jogo foram desenhados à mão, o que é incrível nos dias de hoje (mesmo que o jogo já tenha 8 anos). É impossível explicar a imersão que este jogo nos faz sentir sem o experienciarmos; no entanto, tendo o seu mapa várias áreas bastante diferentes umas das outras, é a arte e a banda sonora que as distinguem e caracterizam de uma forma que nos faz automaticamente reconhecer em que zona estamos. Há áreas mais bonitas e relaxantes, outras mázinhas e irritantes, outras belas pela sua vibe nostálgica... Há de tudo e é tudo incrivelmente belo — bom, quase tudo, não se fala de Deepnest, a pior área neste jogo de onde todos só querem sair.

 

Alguns exemplos do que falo, com ligações para vídeos para ilustrar (mas, se considerarem jogar, não vejam muito para não estragar):

  • Greenpath: Uma das minhas áreas preferidas do jogo, com acesso logo numa fase inicial do jogo. É uma das áreas onde acabamos por sentir que podemos relaxar um pouco, pela sua ambiência.
  • Kingdom's Edge: Uma das áreas com a música mais bonita no jogo. É uma música muito triste e emotiva, por favor ouçam.
  • City of Tears: Também uma das áreas mais bonitas do jogo.
  • Deepnest: Não é a pior por ser má, é porque foi feita para ser desagradável, mesmo.

 

Outra componente que gosto muito no jogo — e que também existe no segundo jogo, Hollow Knight: Silksong, que saiu em Setembro deste ano — é o facto de nos dar a possibilidade de irmos salvando bichinhos muito fofos para os devolvermos ao seu pai. No caso deste primeiro jogo, são as grubs que são muito, muito fofas e fazem uns barulhinhos muito queridos quando são salvas por nós (e até lá, ouvimo-las chorar porque estão presas). Podem ver algumas aqui.

 

 

Por fim, vou apenas listar o meu top 3 de melhores e piores bosses, mais para mim que outra coisa, para poder mais tarde relembrar.

Melhores bosses:

  1. Mantis Lords, por serem tão difíceis mas tão estratégicos.
  2. Troupe Master Grimm, que é de um dos DLCs, mas foi uma delícia poder ter uma luta que parecia uma dança coreografada. Este inimigo tem uma versão mais difícil, mas eu não a fiz.
  3. The Collector, simplesmente porque foi uma luta incrivelmente divertida para mim.

Menção honrosa para o Soul Tyrant, muito difícil mas também muito recompensante.

 

Piores bosses:

  1. Watcher Knights, sendo que esta batalha ficou bem mais fácil depois de adquirir duas coisas no jogo; venci-os em 3 ou 4 tentativas. Mas, antes disso, passei um total de mais de 5 horas (não seguidas) a tentar vencê-los, sem sucesso. Odiei, a batalha pareceu muito injusta e nada equilibrada.
  2. Nosk, porque é um serzinho irritante (apesar de todo o caminho até ele ser de arrepiar a espinha, num bom e mau sentido).
  3. Broken Vessel, porque achei também irritante.

 

Quis ser o mais extensa possível nesta publicação, acho que este jogo merece tudo de bom que se possa dizer dele, mas ao mesmo tempo é impossível transmitir tudo aquilo que é e todo o efeito que provoca em nós, enquanto jogadores, sem simplesmente experienciá-lo em primeira mão. Do meu lado, só posso dizer que se tornou um dos melhores jogos que joguei na vida, apesar de por vezes ter sido uma experiência torturante. Sabemos que são bons quando, apesar disso, a recompensa e gratificação que oferecem são ainda maiores.

 

Ontem vi, por acaso, um vídeo-ensaio sobre o segundo jogo, no qual o rapaz dizia que esse jogo o fazia sentir algo que não sentiu muitas vezes em toda a sua vida: childlike wonder. Acho que é mesmo isso, porque os jogos são tão bonitos, tão imersivos, tão... tudo, porque não existe qualquer palavra que alguma vez consiga defini-los tão bem. A última vez que fiquei completamente agarrada a um jogo foi com o Stardew Valley, há já alguns anos. Há muito tempo que um jogo não me fazia sentir toda esta vontade de o jogar a cada minuto do meu tempo livre.

 

 

Hollow Knight tocou-me de uma forma que eu não esperava que tocasse, e é possível que se torne num dos meus jogos preferidos de sempre, junto com o Stardew Valley e Skyrim. Dito isto — e sei que, depois de toda esta publicação, é irónico dizer isto —, não creio que vá jogar o Silksong, embora nunca diga nunca. Este segundo jogo parece ainda mais difícil do que o primeiro, e o primeiro já foi suficientemente difícil para mim. Agradeço de coração a experiência que me deu, agradeço de coração ter-me agarrado tanto e ter-me demovido de o devolver com reembolso. Mas, no fim do dia, este continua a não ser um jogo que é tipicamente a minha preferência pessoal (pela dificuldade apenas). E não sei se consigo passar por uma experiência de dificuldade ainda maior.

 

Sei que esta publicação provavelmente não vai ter muito interesse, mas se alguém desse lado jogar regularmente e estiver interessado num jogo desafiante, bonito, imersivo, cheio de história (ainda que obscura), e incrivelmente profundo, este é um excelente candidato. Eu já o terminei, mas ainda me sinto muito envolvida e ainda não segui em frente ❤️

 

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21
Ago25

Jogos | Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Vera

Poster do jogo Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Há cerca de um ano, comprei uma Nintendo Switch em segunda mão. É a primeira versão, nada de extravagante, mas queria experimentar e não sabia se valia a pena o investimento total.

 

Posso falar mais sobre a consola numa outra publicação caso haja interesse ou pessoas na mesma situação — apesar de agora já ter saído a Switch 2 entretanto —, no entanto rapidamente percebi que a Switch é ótima para jogar jogos indie. Os exclusivos da Nintendo são, na sua esmagadora maioria, estupidamente caros — mesmo quando estão em promoção, e mesmo em segunda mão.

 

No entanto, na altura vi este exclusivo a 9.99€ e achei estranho ser tão barato em comparação com os outros (mas rapidamente percebi porquê). Apesar de não ser um Super Mario Bros. Wonder, ou um Super Mario Odyssey, ou um Mario Kart World, Mario + Rabbids: Kingdom Battle é um jogo mais simples, mas ainda assim divertido — e surpreendentemente nada pequeno.

 

É acima de tudo um jogo de tática e baseado em estratégia, o que é algo que não tinha experimentado antes. Foi o primeiro jogo deste cariz que joguei. O único defeito que isso tem é o facto de se tornar um pouco repetitivo. O jogo consiste acima de tudo em passar vários níveis, que na verdade são batalhas com inimigos diferentes e em biomas diferentes, terminando também com bosses diferentes.

 

 

Pelo meio, no entanto, tem vários puzzles, alguns dos quais é preciso puxar bem pela cabeça. Sem os resolvermos, não conseguimos avançar para a próxima parte do jogo e, portanto, progredir. Ao longo do jogo, vamos ganhando novas mecânicas. E tem também história, com algumas cut scenes pelo meio que o tornam mais interessante, além de vários objetos escondidos para encontrarmos.

 

O jogo é compridíssimo, o que me surpreendeu bastante. Mas é um jogo bastante fácil de jogar casualmente. Pegar na consola a qualquer momento e fazer um nível que seja já ajuda a progredir. Em momentos em que apetece jogar mais e se acaba a fazer várias batalhas, também não aborrece.

 

Ah, já quase me esquecia: o jogo também permite selecionar a equipa e comprar armas e boosts para cada personagem.

 

 

Entretanto, eu já completei todas as batalhas da história principal; no entanto, o jogo permite-nos andar pela parte que quisermos do mapa. O mapa é composto de vários "mundos" diferentes e cada mundo tem capítulos secretos, além de puzzles para resolver que não conseguíamos completar antes porque não tínhamos as funcionalidades que o permitiam. Também têm níveis cronometrados, num "mundo escondido".

 

É um jogo surpreendentemente divertido, que superou as minhas expectativas e que, pela sua certa previsibilidade e dinâmicas rotineiras, permite que passemos algum tempo sem jogar e sem que corramos o risco de esquecer tudo (algo que me acontece bastante com outros jogos).

 

É um exclusivo que não é tão conhecido, mas uma opção mais barata que serve perfeitamente as medidas quando se procura um jogo para se jogar em qualquer momento, "quando apetecer".

 

14
Ago25

Jogos | Date Everything!

Vera

Sinto que toda esta publicação vai ser um «hear me out», mas... hear me out.

 

Jogo Date Everything!

 

Terminei há pouco tempo este jogo que nem conhecia, não fosse por ver um dos meus streamers favoritos jogá-lo. Date Everything é um dating simulator e, como o próprio nome indica, deixa-nos sair/namorar com... tudo. A premissa é a de que a nossa personagem é hackeada e acaba de receber uns óculos misteriosos que conseguem tornar qualquer objeto ou conceito em sua casa numa pessoa à sua frente. Existem três tipos de fins com as personagens: amor, amizade ou ódio. Por isso, sim, basicamente criam relações com os pratos, a parede, ou a máquina de lavar roupa.

 

É um jogo com bastante diálogo e que se baseia em escolhas de diálogo que podem mudar o rumo de tudo. Para além disso, importa mencionar que é um jogo algo sugestivo — não é explícito, de todo, mas é sugestivo. 

 

É o primeiro dating sim que jogo e não tenho intenções de jogar outros, caso pensem que sou uma pessoa estranha. Na verdade, o que me fez comprar e experimentar este jogo não tem nada a ver com esta dinâmica, mas sim com a criatividade com que foi feito. Para começar, é um jogo extremamente divertido. É engraçado, tem diálogos engraçados e faz-nos ir, por vezes, em quests que nada têm de aborrecido. Mas é também um jogo muito original visualmente, as personificações dos objetos estão qualquer coisa de extraordinário de um ponto de vista artístico. Mesmo a própria escrita é, por vezes, bastante original. O voice acting também é um dos melhores pontos deste jogo, contando com vários atores de voz conhecidos.

 

 

Outra coisa positiva a destacar é o facto de ter a funcionalidade de content warnings. Algumas personagens são problemáticas e o jogo não nos obriga a passar por isso se não quisermos — caso decidamos saltar a história de uma personagem, podemos simplesmente decidir qual é o fim que pretendemos atingir com ela. Isto abrange temas como violência animal, relações tóxicas, ou abuso, por exemplo. Não saltar, no entanto, também nos permite conhecer personagens com histórias profundamente tristes (dica: o nome começa por Z e é uma das melhores personagens do jogo). Por fim, o jogo tem algumas nuances anti-IA na história e é uma excelente obra para mergulhar com a certeza de que nada ali foi produzido por nada menos que humanos — algo que, com o passar do tempo, poderá ficar cada vez mais difícil de encontrar.

 

Tenho alguns pontos negativos a referir, no entanto. O jogo tem 100 personagens "dateable", o que, no fim de contas, é um exagero. Acho que 50 chegavam ou, no máximo dos máximos, 70 personagens. Para quem gosta de completar jogos, torna-se num grinding chato a partir de certo ponto — mesmo havendo algumas quests que retiram um pouco desse aborrecimento. Tem também alguns pequenos erros que dão a sensação de que poderia ter sido um pouco mais revisto — ainda assim, nada de muito grave.

 

Aqui, por exemplo, estão a encenar peças de teatro com uma das personagens (adivinham qual?).

 

Além disso, existem algumas mecânicas mais para o final do jogo que o tornam ainda mais interessante, mas que dão a sensação de passar por toda uma experiência ao longo de todo o jogo que, no fim, de pouco vale. Por fim, embora pareça um jogo fácil, não é — querermos criar uma relação romântica com um objeto não basta, é possível que, dadas as escolhas que fazemos, acabemos apenas amigos. Mas isto acontece também a um extremo, sendo que houve pelo menos duas personagens específicas que acabaram a odiar-me sem eu perceber bem porquê (uma experiência semelhante à de outras pessoas). Não sei se faz assim tanto sentido colocar personagens tão difíceis a ponto de o jogador não perceber bem o que fez. Tirando isso, gosto da complexidade do jogo e de não ser tudo tão linear — é tal e qual como conhecer alguém na vida real: cada um é como cada qual, as preferências diferem, as relações também. Às vezes há experiências agradáveis, outras nem tanto, e o enredo tem sempre algumas surpresas para certas escolhas.

 

Gostei de jogar, mas acho que teria gostado muito mais se existissem menos dateables — o jogo acabou por se tornar demasiado longo e, querendo eu apenas completar o máximo possível, comecei a aborrecer-me com o facto de ter de continuar a jogar tudo por "obrigação". Se não fosse isso, teria sido uma experiência bastante mais divertida.

 

Ainda assim, foi divertido q.b. e faz muitas referências ao mundo atual de forma engraçada. Sei que vou querer voltar a jogá-lo no futuro — desta vez porque quero ter a experiência de fazer todas as personagens odiarem-me. Mas não vou repetir a experiência tão cedo, dada a sua extensa duração.

 

Recomendo para experimentar e jogar com calma e casualmente (algo que não fiz porque estava com pressa de avançar para outros jogos). 

 

01
Mai25

Jogos | A Way Out

Vera

Poster do jogo A Way Out

Hazelight Studios

 

Recentemente, foi lançado um novo jogo, chamado Split Fiction, dos mesmos criadores de It Takes Two, que ganhou o prémio de Melhor Jogo do Ano em 2021 e do qual falei maravilhas aqui porque é, de facto, um jogo incrível.

 

A Way Out é um jogo também dos mesmos criadores, mas mais antigo, e criado nos mesmos moldes de jogo para duas pessoas - pelo que, tal como aconteceu com It Takes Two, joguei-o com o meu namorado.

 

Em A Way Out, jogamos como dois prisioneiros (Vincent e Leo) e a premissa parte de ambas as personagens colaborarem para fugir da prisão. Parece uma premissa simples e, diria até, pouco entusiasmante - a verdade é que não me criou grandes expectativas.

 

Mas talvez, depois de It Takes Two, devêssemos saber que o que dali sai, sai em bom - e este jogo acabou por surpreender bastante pela positiva. Não, não é um mero jogo de fuga à prisão. Na verdade, tem uma reviravolta, a cerca de metade do jogo, que é verdadeiramente surpreendente e muda bastante o rumo da história. Diria que muda até mesmo a dinâmica do jogo, embora fosse spoiler explicar de que forma.

 

A narrativa acaba por ser bastante envolvente e a história é muito emotiva. Existem dois finais diferentes e, embora nenhum deles seja propriamente positivo, eu considero que o nosso foi o mais triste dos dois e acabei a chorar que nem um bebé.

 

Outro aspeto a referir é que, tal como acontece em It Takes Two (e imagino que no Split Fiction), este jogo também tem os típicos mini-jogos dentro do próprio jogo, onde podemos competir com o nosso par.

 

Embora lhe faltem os bosses e a componente particularmente original e criativa de It Takes Two, A Way Out consegue surpreender bastante e supera todas as expectativas, provando-nos completamente errados na mera conceção do jogo com uma simples fuga de prisão. E ainda bem que é tão, tão mais que isso. Adorei jogá-lo, adorei a experiência que me deu. E é um jogo bastante curto - completámo-lo num total de 6 horas.

 

É uma forte recomendação, sem qualquer sombra de dúvidas.

 

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09
Out24

Jogos | Dorfromantik

Vera

Se procuras um jogo simples, descontraído e relaxante, com uma estética agradável e uma ambiência calma, não procures mais - este é o jogo para ti.

 

 

Dorfromantik é um jogo de puzzle de construção de cidades e parte de uma premissa bastante simples: dá-nos um número limitado de peças em forma octogonal, com as quais temos de construir uma cidade, fazendo corresponder ao máximo as faces de cada peça.

 

Existem diversos tipos de faces: árvores, campo, terra, casas, água, caminhos de ferro... Conseguimos a maior pontuação possível ao fazer corresponder árvores com árvores, terra com terra, e por aí adiante, ficando esta missão obviamente mais complicada quando temos 3 ou 4 faces para tentar completar.

 

 

No meio de tudo isto, existem quests que funcionam como uma espécie de desafio, mas que podemos facilmente ignorar. Aliás, não é obrigatório que as faces correspondam umas às outras, pelo que uma pessoa de perfil mais caótico pode perfeitamente jogar o jogo dessa forma também. Ao completar quests, no entanto, o jogo vai-nos oferecendo mais peças. Estas quests são coisas do género "construir 30 casas" num determinado número de peças.

 

Parece simples, mas o jogo é mais difícil do que parece e exige também mais esforço mental do que aparenta. Ainda assim, é o jogo perfeito para descontrair - sobretudo pela sua estética lindíssima, com cores incríveis, mas, ainda mais, pelo soundtrack tão calmo e maravilhoso. Ora espreitem só 👇

 

 

Recomendo muito este jogo, tenho gostado muito de o jogar após um dia cansativo de trabalho. Deixo só o aviso à população: não parece, mas um jogo só dura, sem problema, mais de uma hora! Embora possam parar e retomar sempre que quiserem. E também tem vários modos de jogo, contudo, eu ainda só joguei o modo clássico e não consigo dar feedback dos restantes.

 

Alguém aqui já conhecia? Deixei alguém com vontade?

16
Set24

Jogos | It Takes Two

Vera

Já há muito tempo que um jogo não me entusiasmava tanto.

 

Poster do jogo It Takes Two

 

It Takes Two é um jogo cooperativo para ser jogado a dois (idealmente, dada a narrativa, por um casal, mas obviamente não é obrigatório) e mostra-nos May e Cody, um casal que, com o passar dos anos, vê a sua relação desmoronar e culminar no pedido de divórcio. A sua filha, Rose, sente-se obviamente mal por ver os seus pais não se darem mais um com o outro e sente-se culpada por isso. Um livro de auto-ajuda para casais na posse da filha e as suas lágrimas são a origem do que acontece a seguir: May e Cody acordam em corpos de bonecos e têm de fazer de tudo para voltarem a ser humanos, não imaginando que para isso só precisam de trabalhar na sua relação.

 

Este jogo ganhou o prémio de Game of the Year de 2021 e agora que o joguei percebo perfeitamente o porquê. Que jogo absolutamente incrível!

 

Apesar de, na altura, ter visto algumas imagens do jogo e ter visto pessoas a jogá-lo, aqui e ali, e apesar de saber que se tratava de um jogo para duas pessoas, a verdade é que não sabia muito mais que isso. E este é um daqueles jogos em que a experiência é melhor quando se sabe pouco daquilo para o que se vai, deixando que o jogo nos vá surpreendendo à medida que progredimos.

 

Quase me faltam palavras para falar de It Takes Two, que se tornou sem qualquer dúvida um dos melhores jogos que já tive o prazer de experienciar na vida. Não só nos envolve emocionalmente na narrativa, como se torna incrivelmente imersivo pelos cenários que nos apresenta. É um jogo estupidamente variado nesses mesmos cenários e nos capítulos pelos quais passamos - faz-se ali um pouco de tudo. Vivemos uma imensidão de experiências distintas, sendo que ainda acrescenta a todas elas vários mini-jogos, quase em jeito de "Easter egg", que vamos encontrando pelo caminho e que quebram a colaboração do jogo para criar também alguma competitividade.

 

Parece um jogo leve e descontraído, e de certa forma é, mas faz questão de se elevar como um jogo técnico e tático quando nos coloca defronte de final bosses, tal e qual como num Half-Life, num Skyrim, num Elden Ring.

 

Ao longo do jogo, vamos experienciando capítulos e cenários ligados ao casal e à sua história - tanto a dois, como enquanto indivíduos -, sendo subtil a evolução do casal para o reconcílio.

 

É um jogo relativamente curto, mas incrivelmente divertido e um dos seus pontos fortes é, sem dúvida alguma, a diversidade - de cenários, de mecânicas de jogo, de mini-jogos, de experiências... Por alguma razão se tornou jogo do ano.

 

Recomendo muito, muito, muito, e acreditem quando vos digo que na história deste blog, esta é das recomendações mais fortes e genuínas que vos faço, de coração. Se me vierem aqui dizer um dia que jogaram e adoraram, vou ficar muito feliz.

 

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Deixei pessoas com vontade? Alguém já jogou este jogo incrível? Se quiserem saber mais (mas eu recomendo um simples salto de fé), deixo aqui o gameplay trailer:

05
Jul24

Dos últimos tempos

Hogwarts Legacy, Hellblade, Taylor Swift, Amanhã a Esta Hora

Vera

Chegou mais uma daquelas alturas difíceis em que eu não consigo ter tempo, energia (ou ambos) para escrever e os rascunhos começam a acumular. Por isso, à semelhança do que aconteceu algumas vezes no ano passado, venho falar-vos das coisas que consumi nos últimos tempos de forma mais breve. De jogos a livros, passando por séries, isto é aquilo que tenho para vos falar:

 

Hogwarts Legacy

Poster do jogo Hogwarts Legacy

Portkey Games

Um jogo para qualquer amante ou fã do universo de Harry Potter, passado muito tempo antes da história do protagonista da nossa infância. Encarnamos um feiticeiro com poderes ligados à magia ancestral - que não é qualquer pessoa que tem - e temos de desvendar um dos segredos mais bem guardados de Hogwarts.

Adorei este jogo, é tudo o que um amante precisa para reviver na pele a magia de Hogwarts. É um jogo muito 100%-friendly, já que nos dá indicações da percentagem de evolução no jogo, além de nos mostrar a quantidade de colecionáveis que conseguimos (ou não) em cada região do mapa para quem quiser completar mesmo, mesmo tudo. Gosto muito deste detalhe, não tenho por hábito completar jogos mas este tornou a tarefa tão mais intuitiva que teve de ser.

Fora isto, tem de tudo: aprendemos feitiços (incluindo, por escolha do jogador, unforgivable curses), voamos, colecionamos criaturas fantásticas e cuidamos delas. Acho que este é daqueles jogos que eu provavelmente irei querer voltar a jogar novamente (num futuro longínquo).

 

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Hellblade: Senua's Sacrifice

Poster do jogo Hellblade: Senua's Sacrifice

Ninja Theory

Este é um jogo relativamente curto e portanto joga-se rápido. É inspirado nas culturas nórdica e celta e jogamos como Senua, uma guerreira que tem de desbravar caminho por Helheim, com o propósito de salvar a alma do seu falecido namorado, que está na posse da deusa Hela.

Aquilo que imediatamente me despertou interesse neste jogo foi o facto de pretender demonstrar uma psicose, sendo que contou até com a colaboração de profissionais para o fazer de forma realista. E a verdade é que, enquanto Senua, passamos o jogo inteiro a ouvir diversas vozes diferentes, por vezes até contraditórias.

O primeiro jogo da saga Hellblade - que entretanto contou com o lançamento recente do segundo jogo - é sobretudo um jogo de puzzles e com algum combate. De um modo geral, gostei muito da experiência e o facto de ser curto faz com que, no fim de contas, seja um jogo bastante direto. É sem dúvida alguma muito diferente de qualquer coisa que já joguei, e vale a pena a experiência.

O único ponto negativo é que não é muito intuitivo, especialmente ao início. E o jogo não explica absolutamente nada - não há tutoriais, não há dicas (também não conta com mapas nem itens). Entendo que seja propositado, mas enquanto não se percebe as lógicas do jogo nem se apanha o jeito a certas mecânicas, torna-se um pouco exaustivo e até aborrecido passar tanto tempo a tentar perceber o que é para fazer, ou como. E uma coisa é certa: o jogo pede-nos que usemos fones para uma experiência mais imersiva, mas esta falta completa de orientação ao início retira por completo a imersão do jogo.

 

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Taylor Swift vs Scooter Braun: Bad Blood

Poster da série Taylor Swift vs Scooter Braun: Bad Blood

Max

Um documentário composto por dois episódios, cada um dedicado a cada um dos lados da história. Este é obviamente um documentário mais direcionado a quem gosta da Taylor Swift (e a quem gosta do Scooter Braun, provavelmente), mas tentando explicar de um modo geral: certamente que muitos se lembram do que o Kanye West fez à Taylor Swift nos VMA's de 2009 e na sua posterior música (que não vou citar, lamento) com um verso e um videoclip algo comprometedores e relacionados com a artista.

Scooter Braun era (e é) o manager de Kanye West e há alguns anos resolveu comprar a produtora com que Taylor Swift tinha contrato, produtora essa que não lhe quis vender os direitos para os seus próprios master recordings. Isto é só uma ponta do iceberg, para mais informações vejam o documentário ou leiam sobre o assunto, que tem pano para mangas.

Como ainda sou uma fã (se é que me posso chamar isto) recente, este era um assunto sobre o qual ainda não estava suficientemente informada e por isso aproveitei a deixa do documentário para me pôr a par de tudo.

Se esperam uma opinião imparcial, lamento, não é aqui que a vão encontrar. Da mesma forma que não achei o documentário propriamente imparcial (e era suposto ser), não só por começar com o episódio da Taylor (deixando a palavra do Scooter Braun para encerrar o assunto), mas acima de tudo pelos argumentos que utilizaram para defender o Scooter.

Meus amigos, se há coisas que eu acho que a Taylor não fez bem e não teve razão? Uma ou outra, sim. Mas o episódio do Scooter Braun até me deu uma comichãozinha feminista, porque o tempo foi passado com "ele é um bom homem, que até fez estas boas ações!" e "ele é um bom pai de família". Ah, ainda bem que ama os filhos e faz coisas gentis! Que homem perfeito, já podemos desculpar. (Poupem-me.) Argumentos reais a favor dele como profissional...? Zero.

Não concordo, como é óbvio, com certas coisas que ele sofreu devido a este assunto, como ameaças de morte. Ninguém merece passar por isso. Mas onde é que estão os argumentos de defesa que não passem por pintá-lo como um homem generoso e de família? É que isso nem sequer tem nada a ver com nada.

 

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Amanhã a Esta Hora, Emma Straub

Livro Amanhã a Esta Hora, Emma Straub

Este livro parte de uma premissa que acho sempre muito interessante (e em que reflito na minha vida pessoal tantas vezes): se pudessemos voltar atrás, o que faríamos de diferente?

A nossa protagonista, Alice Stern, está prestes a fazer 40 anos mas não consegue largar o pensamento do quanto a sua vida está diferente do que imaginava: já quase não passa tempo com a sua melhor amiga da adolescência, Sam, que vive mais longe e tem uma família; mas, acima de tudo, não tem muito mais tempo para passar com o seu pai, deitado numa cama de hospital, e não sabe se alguma vez irá voltar a ouvir a sua voz.

É então no dia do seu aniversário que, inesperadamente e sem saber como, Alice acorda no seu quarto de infância, com 16 anos, e um pai mais novo e cheio de saúde. O que é que Alice pode fazer de diferente para mudar a sua vida e, mais importante ainda, salvar o seu pai?

Este livro tem um ritmo médio, achei que demorou muito a engrenar mas, assim que começou a desenvolver a parte mais importante da história, fê-lo no ritmo certo. Gostei do livro, da escrita e acima de tudo de algumas reflexões importantes que traz sobre o tempo e sobre o que podemos, ou não, mudar. Gerir as expectativas que temos, quando mais novos, sobre a nossa vida no futuro é um tema que está presente na história e que ultimamente tem estado presente na minha vida também.

O livro não mudou a minha vida, mas a leitura vale a pena pela experiência. A única parte que me custou mais foi, de facto, o início, que achei extremamente lento.

 

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Ok, não foi um post assim tão breve... Desculpem! Conhecem alguma destas obras? Curiosos com alguma?

04
Nov23

Jogos | Pokémon White (Gen. 5)

Vera

Podes ver a minha review sobre as gerações anteriores aqui.

 

Provavelmente até hoje o jogo de Pokémon de que gostei mais e o que acabou por me fazer sentir mais envolvida.

 

Pokémon White

 

Ocorrido na região de Unova, o enredo de Pokémon White apresenta a Team Plasma como o nosso antagonista, um grupo de pessoas que acredita que o propósito dos Pokémons não deveria passar por batalhas e que possuir Pokémons é condená-los a uma vida infeliz. Assim, pretendem roubar todos os Pokémons a todas as pessoas de forma a libertá-los.

 

Eventualmente, percebemos que existem segundas intenções por parte das figuras de maior autoridade da Team Plasma e que as coisas não são bem como as contam, além de percebermos que estas pessoas não desejam propriamente o bem dos Pokémons, algumas chegando a maltratá-los.

 

O único ponto negativo que tenho a apontar deste jogo é que continua com algumas lógicas sem qualquer sentido nas batalhas, tal como aconteceu em Pokémon Platinum, e que às vezes o RNG favorece o nosso opositor sem grande sentido.

 

Dito isto, estou agora livre para divagar sobre tudo e mais alguma coisa que considero positivo no jogo, e são umas quantas coisas!

 

Para começar, nota-se uma melhoria muito grande no trabalho gráfico, com cidades enormes, um encontro muito bem trabalhado com os dois principais lendários (e que resulta numa introdução incrível dos mesmos e que só poderia ser digna de Pokémons lendários), e também nos ginásios, que não só estão mais trabalhados visualmente como passaram a ser temáticos e a ter puzzles e mecânicas relacionadas com o tipo do ginásio.

 

Coisas tão simples e aparentemente pequenas como agora vermos uma animação com os badges que conseguimos depois de vencer um ginásio, também eles temáticos, fazem toda a diferença no nosso envolvimento enquanto jogadores.

 

A própria Elite Four (os derradeiros "bosses" dos jogos de Pokémon) tem também esta componente temática, e acaba por tornar o jogo muito mais interessante e divertido.

 

Por último, também notei uma melhoria do soundtrack, acabando por tornar o jogo muito mais imersivo em certos momentos. Até ver, os meus momentos preferidos do jogo foram, de facto, a "apresentação" dos dois lendários principais. Foi um trabalho conjunto audiovisual que resultou muito bem e que, finalmente, deu a dignidade que lendários merecem. Ah, e temos também a introdução de estações do ano!

 

De forma resumida, foram estes pontos que para mim se destacaram mais. O que é certo é que, até ao momento, este foi o meu jogo preferido e aquele em que senti mais imersão.

 

Resta avançar para os próximos e perceber as diferenças que trazem. E claro, como não podia deixar de ser, aqui fica a minha equipa final:

 

Pokémon White team

(Única troca efetuada: Zebstrika pelo Eelektross. Apesar de ser esta a equipa final, pela primeira vez na vida lá usei um lendário para batalhar, vulgo, o Zekrom!)

 

Quem leu a publicação sobre os jogos anteriores, já consegue provavelmente adivinhar o meu preferido: isso mesmo, o Sigilyph. Mas também acabei a gostar muito da Leavanny, que o meu namorado queria mandar embora mas acabou por me safar muitas batalhas e fê-lo calar-se e engolir o que disse... Para mim, já é uma vitória.

 

Quem já jogou este jogo? Qual é o vosso preferido desta geração?

03
Out23

Jogos | Pokémon gens. I - IV

I. Yellow | II. Gold | III. Emerald | IV. Platinum

Vera

Antes de começar, sinto que tenho de fazer aquele disclaimer básico de que não sou fã de Pokémon, não sou uma aficionada, nem cresci propriamente com o universo. Não ligava muito ao anime, em criança, e nunca tive qualquer tipo de consola (fosse da Nintendo, fosse de onde fosse), por isso não cresci a jogar Pokémon também.

 

O meu namorado convenceu-me a começar a jogar (na realidade, comecei com a 2ª geração - Pokémon Gold, e só depois joguei a 1ª) e, sendo que até gostei, assim começou a minha jornada por todas as gerações de Pokémon. Apenas tenho estado a jogar alguns dos principais jogos, honestamente até acho uma confusão que existam três versões de cada geração, mais os outros jogos todos "on the side" que lançaram, mais remakes quando aplicável... Como vêem, eu não sou mesmo a pessoa certa para me virem perguntar sobre Pokémon.

 

Pokémon games

 

Já não há muito que possa dizer sobre Pokémon Yellow, Pokémon Gold e Pokémon Emerald, já os joguei há tempo considerável para não só não me recordar de muito, como também começar a confundir algumas coisas especialmente entre os primeiros dois, já que para mim as gerações, jogos e histórias são relativamente similares.

 

Apenas posso dizer que são um bom começo para este jogo e universo que até hoje têm tido tanto sucesso, inclusive consigo ver como eu, em criança, adoraria aquilo se tivesse jogado na altura. O melhor destes jogos é que não creio que sejam feitos para uma faixa etária específica; qualquer criança, adolescente ou adulto consegue jogá-los e ser entretido ao fazê-lo.

 

É verdade que nestes primeiros (o primeiro, sobretudo) se sente bem a diferença que o tempo e o avanço das tecnologias fazem para quem está a jogar em pleno 2023, mas são perfeitamente jogáveis, sem quaisquer problemas de maior.

 

Quanto a Pokémon Emerald, o que posso dizer é que senti maior diferença no enredo do jogo, mais trabalhado e já bastante diferente dos dois primeiros.

 

No Pokémon Platinum - 4ª geração - já comecei a sentir uma diferença considerável... em tudo. No design, na história, nas mecânicas do jogo, na inteligência artificial, na jogabilidade...

 

Notei que este jogo ficou consideravelmente mais difícil, com uma maior dificuldade em aumentar os níveis dos Pokémons e certas lógicas sem sentido em algumas batalhas: por exemplo, Pokémons ao mesmo nível do nosso, ou até ligeiramente menor, tirarem mais vida ao nosso com ataques que não são super efectivos, em comparação a nós tirarmos menos vida ao Pokémon com um tipo e ataque que por sua vez são de facto super efectivos. Além disso, haver também certas vezes onde quem ataca primeiro parece ser simplesmente aleatório (inclusive numa mesma batalha) e muitas vezes serem sempre os outros a atacar primeiro.

 

Em contrapartida, este jogo teve uma história bem mais complexa, trabalhada e interessante, bem como o trabalho técnico que foi feito para a complementar (basta recordar o Distortion World... incrível!).

 

Estou a jogar a geração seguinte neste momento, com o Pokémon White, e sinto um pouco do mesmo que senti com o Platinum, pelo que não sei se a partir daqui se nota uma maior maturidade nos jogos. Vou ter de continuar a jogar os restantes para verificar!

 

E agora, porque sei que talvez algumas pessoas tenham esta curiosidade, apresento-vos as minhas equipas finais dos jogos. De um modo geral, sempre fui muito apegada aos que iam ficando mais tempo na equipa e fiz muito poucas trocas. A única que fiz por iniciativa própria (sem ser só o meu namorado a dizer que era melhor) foi agora, no Platinum, por já não ser suficiente o que tinha. Sem mais demoras, aqui ficam as equipas:

 

Pokémon Yellow team - Pikachu, Venusaur, Blastoise, Charizard, Dugtrio, Nidoking

Pokémon Gold team - Noctowl, Typhlosion, Espeon, Ampharos, Quagsire, Crobat

Pokémon Emerald team - Manectric, Swellow, Gardevoir, Ludicolo, Aggron, Blaziken

Pokémon Platinum team - Houndoom, Staraptor, Mamoswine, Gallade, Roserade, Empoleon

Para efeitos de curiosidade, foi aqui que troquei o Rapidash pelo Houndoom por iniciativa própria...

 

Algo que queria registar em absolutamente todos os jogos e gerações é o soundtrack. Dá para perceber porque é que algumas músicas são pura e simplesmente clássicos. Muitas ficam na cabeça e outras tantas encaixam perfeitamente no espírito "chill" que associo a estes jogos.

 

Talvez um dia continue todos estes jogos apenas para tentar encontrar outros Pokémons, aumentar ainda mais os níveis ou simplesmente jogar com equipas diferentes (e apanhar alguns lendários, que ficaram para trás com a frustração). Talvez um dia jogue também outros jogos das mesmas gerações (aliás, ainda quero jogar os remakes das primeiras).

 

Para efeitos de curiosidade, o meu tipo de Pokémon favorito parece ser Psychic (não me perguntem porquê, que também não sei) e até agora o que acabei por gostar mais foi a Espeon. Mas também gosto muito da Gardevoir, o que só vem confirmar o início deste parágrafo.

 

Prometo que a partir de agora vos venho falar de cada jogo individualmente, porque se começo a guardá-los para uma publicação deste género, claramente depois já não me lembro de nada e é uma vergonha.

 

Quem aqui já jogou Pokémon? Não posso dizer que seja nostálgico para mim, visto que, como referi, não tive consolas da Nintendo na minha infância e não cresci a jogar isto. Mas sem dúvida que estou a gostar de descobrir este mundo e estes jogos e começo a achar piada a isto. Quais são os vossos preferidos? Que jogo mais vos marcou? Contem-me tudo!

 

E por favor, apreciem o trabalho que tive a juntar as equipas com os níveis, e até a ver os códigos das cores dos títulos! 😂

27
Mai23

Lidos, vistos (e jogados!) recentemente

Vera

Cá estou eu, após mais um mini-desaparecimento, para vos vir falar das últimas obras que marcaram o último mês e tal. Ainda neste formato porque tudo o que disse anteriormente se mantém. As coisas continuam não muito fáceis, e eu continuo sem muita cabeça para me dedicar mais afincadamente a este blog. Felizmente, as nossas vidas não são estáticas, e um dia (quando, ninguém sabe), tudo isto voltará a mudar e a melhorar. Sem mais demoras, aqui está tudo o que queria partilhar de forma breve.

 

Jogos | Tomb Raider & Across the Grooves

tomb raider across the grooves poster jogos

Em larga medida, tendo sempre a preferir "chill games". Embora goste muito de jogar jogos que requeiram mais competências de gaming, a verdade é que na maior parte das vezes acontece aquilo que aconteceu com Tomb Raider: começo a ficar constantemente frustrada e a fartar-me de ficar constantemente frustrada, e consequentemente começo a deixar aos poucos de jogar. De repente, quando dou por mim, passou um ano e eu já nem me lembro bem das mecânicas do jogo.

Apesar destes contratempos, Tomb Raider foi um dos jogos que mais gostei de jogar e vou querer jogar os próximos dois e completar a trilogia. A Lara Croft é uma senhora menina, cheia de força e garra para andar a ultrapassar obstáculos e cenários temerários e ir contra dezenas e dezenas de homens a tentar matá-la. A história é muito interessante e mais ainda o são as tumbas, e podermos descobri-las e decifrar os seus mistérios.

Não é para menos que esta protagonista se tornou num sucesso que até em filmes existe. Recomendo muito o jogo!

 

Depois de tê-lo terminado e de ter terminado Stardew Valley (choremos), não fazia ideia do que me apetecia jogar, andei a revisitar todos os jogos que tinha adquirido e acabei por bater num dos que consegui gratuitamente através da Amazon: Across the Grooves. A sinopse parecia-me minimamente interessante e decidi experimentar.

 

«Across the Grooves is an interactive graphic novel, set in a magical-realism universe. Your decisions affect the destiny of Alice, drastically changing her reality and allowing her to explore alternative destinies by modifying her past.»

 

É aquilo que chamam de novela gráfica visual e foi a primeira que joguei do género. Foi interessante q.b. mas, confesso, ficou um pouco aquém em certas coisas. A história é um pouco confusa em certas partes e a música, que é o ponto central do jogo, para mim foi horrível de ouvir. Melodias tão estranhas e desarmoniosas (sobretudo logo a primeira, que me deixou muito desconfortável e não pelos motivos certos).

É um jogo de escolhas mas há tantas partes do jogo em que sinto que a minha escolha não fez diferença, porque o jogo já queria ir naquela direcção e já... Para mim isso tira-lhe um pouco da essência. Para além disso, sendo um jogo de escolhas tem vários finais diferentes, mas não nos permite passar o diálogo das personagens mais rápido ou à frente, o que dificulta querermos voltar a jogar para descobrirmos outros finais.

Gostei da experiência, mas não achei nada de especial.

 

Livros | Blankets, Craig Thompson

Tenho estado numa reading slump de todo o tamanho e a minha primeira medida (que, entretanto, já nem essa me está a servir) foi recorrer de imediato a novelas gráficas ou banda desenhada: leituras certamente mais rápidas e leves.

Recorri ao Reddit para recomendações, porque também não queria enredos muito pesados e este livro foi uma delas. Apesar de não considerar a história propriamente leve, a verdade é que a arte deste livro me encheu o coração.

Blankets resume basicamente a infância e juventude de Craig Thompson no seio de uma família cristã, com tudo o que isso implica. A forma absolutamente criativa que ele utiliza para comunicar certas coisas através dos seus desenhos foi aquilo que mais gostei neste livro (passem as fotos para o lado para ver mais). Recomendo muito, achei-o muito "fora da caixa" e, de uma maneira melancólica e por vezes verdadeiramente triste, é um livro extremamente bonito.

 

Filmes | Guardians of the Galaxy Vol. 3

poster filme guardians of the galaxy volume 3

Quanto menos eu puder recordar este filme, melhor. Não por ter sido mau (muito pelo contrário!), mas porque foi das experiências cinematográficas mais dolorosas que tive e que ainda hoje me causam sofrimento cada vez que lembro certas partes do filme.

Violência e maus-tratos animais são o tema central deste filme e, se eu soubesse a que extensão seria levado, acho que não o teria visto no cinema. Nos meus quase 30 anos de vida, este foi o segundo filme que me deu muita vontade de meter pausa, reconsiderar se queria continuar e agir de acordo com a decisão. Mas botão de pausa é coisa que não existe numa sala de cinema.

Só posso dizer que eu, apesar de chorar facilmente, não consigo chorar em público e controlo-me bastante para não o fazer. Mas neste filme chorei. Duas vezes.

Se forem sensíveis ao tema eu não recomendo. Não recomendo mesmo. Apesar de tudo isso, foi um filme maravilhoso e certamente um dos que se irão destacar de todos os outros no universo Marvel.

 

Alguém que já tenha passado por estas obras? Deixei vontade para alguma (ou certezas de não-vontade, bastante aplicável aqui)?

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📖 A ler:



📺 A ver:

Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

Fields of Mistria
Let's Go Pikachu
Animal Crossing: New Horizons

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