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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

27
Nov25

Livros | Frankenstein

Vera

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(Não gosto nada desta capa, para que conste, mas era a única edição disponível para empréstimo na BiblioLed)

 

Fiquei muito curiosa com o livro depois de ter visto o filme de 1931 — o que até é irónico porque, agora que li o livro, a minha opinião desse filme mudou drasticamente já que é um take completamente diferente, vazio e superficial da história original. Mas adiante.

 

Existem muitas opiniões na internet sobre os temas que este livro aborda; algumas com as quais concordo e que são até descaradamente apresentadas no livro, como o abandono parental ou a rejeição social. Outras, embora compreenda de onde possam vir, não consigo ver assim tanto — como o lado negativo do parto.

 

Gostei muito de toda a complexidade das personagens nesta história, é isso que nos faz chegar ao fim sem sabermos muito bem com quem deveríamos simpatizar. Ambos os protagonistas passaram por experiências horríveis que os levaram ali e pelas quais ninguém deveria passar, e ambos cometeram acções atrozes que fazem com que seja impossível defender qualquer um deles.

 

Dado que só vi dois filmes: o de 1931, que não confere profundidade a nenhuma personagem; e o deste ano, onde apenas a criatura tem alguma complexidade — foi bom poder ler a história original e perceber que é suposto ambos terem complexidade, ambos serem multidimensionais de uma forma que nos impede de chegar a qualquer conclusão. A minha ideia, com os filmes, era de que Viktor Frankenstein era um homem simplesmente maldoso com um complexo de superioridade; fico feliz de ter lido o livro e percebido que não é bem assim.

 

Não esperava também que a história fosse tão violenta, não apenas pela rejeição e discriminação que a criatura sofre, mas por todas as mortes que vão acontecendo ao longo do livro, todo o ambiente de vingança que o domina.

 

É difícil acreditar que Mary Shelley escreveu esta obra com base numa aposta entre amigos, quando tinha apenas 18/19 anos. É um livro muito, muito bom. Recomendo imenso.

 

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Quem aqui já leu?

 

22
Nov25

Filmes | O Agente Secreto

Vera

Um filme que ocorre em 1977, bem na época da ditadura militar no Brasil. Marcelo é um especialista em tecnologia e foge para o Recife para reencontrar o filho. Mas, num país dominado por autoritarismo e repressão, em que sítio poderia ele encontrar um verdadeiro refúgio?

 

Poster do filme O Agente Secreto

 

Podemos começar, antes de mais, pelo nome — que faz parecer, erradamente, que este é um filme de acção, de espionagem... a realidade é que não tem nada disso. Confesso que não consigo entender muito bem a escolha do nome; imagino que esteja claramente ligado ao contexto sociopolítico, mas, depois de ver o filme, continuo a não conseguir compreender muito bem.

 

Não sendo eu, naturalmente, brasileira, houve momentos neste filme que me fizeram sentir que eram uma carta de amor ao Brasil e aos brasileiros — embora esse não seja o foco do filme; afinal, ocorre num contexto ditatorial. Mas todas as cenas de convívio entre os refugiados, a cultura e o ambiente em volta do Carnaval fizeram-me sentir isso.

 

Gostei muito também da narrativa não-linear (apesar do filme estar dividido em três partes), de como inicialmente não conseguimos compreender absolutamente nada do que se está a passar — para mais tarde começar a fazer tudo sentido e as personagens se ligarem todas umas às outras. Outro ponto a destacar é o início do filme; só depois compreendi como a cena inicial nos mostra logo aquilo a que o filme vem. Sem revelar muito, vemos basicamente como dois agentes da polícia estão mais preocupados com um condutor completamente inocente — quem é, o que está ali a fazer, se tem algo que não deve estar no carro — do que com um cadáver que está a apodrecer na rua há dias e para o qual a polícia já tinha sido, efectivamente, chamada.

 

Houve momentos do filme que só compreendi depois, ao fazer alguma pesquisa, por exemplo:

  • O filme faz alusão a um caso real de 2020 onde o filho de uma empregada doméstica morreu sob a (falta de) supervisão da sua patroa, enquanto a empregada passeava o cão da mulher;
  • Um momento que inicialmente me pareceu muito bizarro no filme, com vibes de terror e uma perna humana, é na verdade baseado numa lenda urbana daquela região (Recife): naquela época, dizia-se que havia uma perna cabeluda que atacava descontroladamente pessoas à noite — na realidade, esta lenda é um reflexo da violência nas ruas e do medo colectivo que se fazia sentir na altura.

 

Por fim, houve três coisas que gostei bastante no filme. A primeira foi a forma inconclusiva como acaba; o nosso protagonista é apenas mais um, no meio de tantos; as investigações começam mas não acabam; até uma personagem diz claramente que a memória está a desaparecer. Parece dar a ideia de que todos aqueles acontecimentos, todas as mortes, toda a violência, por mais horríveis que tivessem sido, estão tão longe no passado que hoje em dia não são mais recordadas; mas também que este filme está aqui para homenagear todos os "mais um" que existiram naquela época.

 

A segunda coisa que preciso de destacar é a banda sonora. Maravilhosa, maravilhosa, maravilhosa. E finalmente, adorei a personagem da Dona Sebastiana. Que mulherzinha querida, que me fez sentir que também era uma carta de amor aos brasileiros, mas na verdade uma avózinha que todos nós conhecemos. ❤️

 

Posto tudo isto, temos de passar para os pontos negativos do filme. E acho que o mais significativo deles todos é o ritmo. O filme não é propriamente curto; tem quase 2h40 e, a partir de certo ponto, eu senti o tempo a passar... e senti muito. O ritmo é incrivelmente lento e não se justifica, há cenas que duram demasiado tempo, cortes que podiam ter sido feitos mais cedo na edição e partes que se arrastam tanto sem qualquer necessidade. E infelizmente, isto sacrificou algumas das partes positivas do filme, porque houve momentos em que me senti apenas farta de estar ali, só queria que o filme acabasse... Acho que a segunda parte, especialmente, durou muito mais do que era necessário. Tanto que comecei a pensar que o filme devia estar quase a terminar — por essa altura, já tinha passado tanto tempo que me tinha esquecido que o filme estava dividido em partes e que deveria naturalmente haver ainda uma terceira —, e quando o ecrã mostrou o início da terceira parte senti algum sofrimento.

 

Eu não quero que isto soe demasiado bruto, porque a verdade é que continuei investida na história e a querer ver o resto. Mas foi uma experiência certamente ambígua porque estava simultaneamente cansada.

 

Recomendo o filme, sem dúvida, mas acho que valerá mais a pena ver em casa, com o conforto de poder parar se assim nos apetecer. No cinema, achei uma experiência um bocadinho sofrega.

 

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Alguém já viu?

18
Nov25

Livros | Nem Todas as Baleias Voam, Afonso Cruz

Vera

Acho que é oficial: após três livros lidos (e um deles que até gostei mas nem adorei), tenho de dizer que Afonso Cruz é, talvez, um dos meus escritores favoritos neste momento. E quero ler tudo dele, quero absorver todas as palavras deste autor, todas as histórias, todas as personagens.

 

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Esta história ocorre durante a Guerra Fria e introduz-nos a um plano da CIA chamado Jazz Ambassadors, algo que no fundo pretende empregar a música jazz para captar o apoio de jovens do Leste e, basicamente, convencer as pessoas de que os EUA não são um país assim tão mau. É assim que conhecemos Erik Gould, um pianista de excelência, com sinestesia — vê sons e traduz palavras e retratos em música. A CIA está interessada em recrutar Erik para este programa e planeia fazê-lo através daquilo que ele mais ama, mais ainda que a música: Natasha Zimina, a sua mulher.

 

Acontece que Natasha desaparece de um dia para o outro, deixando Erik Gould e Tristan (o filho de ambos, também com sinestesia, que vê sentimentos e estados de espírito) num sofrimento marcado por uma sensação de abandono. Erik Gould não consegue lidar com a tristeza provocada pelo vazio da mulher e acaba por deixar Tristan com uns amigos — Isaac Dressner e Tsilia — por uns tempos. Para além disto, há partes do livro — com fundo cinzento — intituladas «Relatório Gould», onde vamos descobrindo os progressos da CIA em captar Erik Gould para a sua causa.

 

Sim, parece muita coisa e tem ainda mais personagens e mais nuances, mas gosto muito de como Afonso Cruz liga tão bem estas personagens, como as diferentes narrativas se cruzam.

 

Este livro surpreendeu-me muito, talvez por conhecer admitidamente ainda pouco do autor, não esperava que tivesse certos momentos tão pesados. Há momentos do livro que descrevem acontecimentos horríveis dos tempos dos bombardeamentos de Dresden e do Holocausto; há outros momentos marcados por tortura. Ainda assim, só me fez gostar dele ainda mais como escritor.

 

Para mim, este é um livro, no fundo, sobre tristeza, talvez até depressão — personificada numa das pessoas que Tristan vê —, mas também sobre ultrapassá-la, encontrarmo-nos de novo, encontrarmos um sentido na vida e reconectarmo-nos. É um livro bonito, mas triste, repleto de acontecimentos dolorosos que marcaram as vidas das várias personagens, o que o torna talvez também incrivelmente humano.

 

Adoro a escrita de Afonso Cruz, o seu lado poético, o modo como explica tantas coisas complexas de formas tão simples, mas acima de tudo a forma como torna tudo tão bonito. Às vezes até aquilo que não deveria ser bonito — mas que o é, talvez de uma forma mais melancólica ou triste, mas bonita. Além disso, este livro também discorre muitas vezes sobre música e, mais especificamente, sobre jazz e blues — o que me transportou de volta à minha curta fase na adolescência em que me sentia fascinada com este último género musical.

 

Gostei muito deste livro e estou muito curiosa por ler mais deste autor. Acho que o próximo será o Flores, embora queira muito reler O Pintor Debaixo do Lava-Loiças, que li já em 2020, mas que me lembro de ter adorado. Outros que estão na minha mira são o Para Onde Vão os Guarda-Chuvas e Jesus Cristo Bebia Cerveja.

 

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E como nem podia deixar de ser, são vários os excertos que me ficaram deste livro:

 

Que outros livros recomendam deste escritor?

15
Nov25

Filmes | Frankenstein

Vera

Já está disponível na Netflix a adaptação de Frankenstein de Guillermo del Toro, um filme que tem estado pelas bocas do mundo.

 

Poster do filme Frankenstein

 

Vou começar pelos pontos negativos: não gostei muito da fotografia usada em algumas cenas, chegou a dar-me vibes de Wicked e sinceramente não teria sido essa a escolha que eu faria. Achei também que algum do CGI (porque ele continua lá, mesmo que tenham usado — e bem — muitos efeitos práticos) não foi tão bom e notava-se perfeitamente que o era.

 

Apesar destes aspectos me terem desagradado, são pontos quase irrelevantes no filme como um todo e que apenas me fizeram retirar meia estrela — só não leva as 5 por isto. Embora o filme esteja a ser super falado e consiga reconhecer que é bastante bom, quando o terminei, não me arrebatou. Gostei muito, mas não me arrebatou. Tem acontecido muito este ano com filmes com imenso hype e eu juro que não faço de propósito para ser aquela pessoa que "ai, toda a gente gosta tanto, então eu não vou gostar"; acho que é simplesmente um problema de expectativas e esse é um problema inteiramente meu.

 

Dito isto, sinto que quanto mais tempo passa, mais gosto dele, por isso talvez, neste caso, seja apenas uma questão de me dar tempo para apreciar as coisas. Com o passar dos dias, percebo que é um filme muito bonito na forma como humaniza a criação de Frankenstein e como mostra o quão incompreendido este ser é. O filme é também incrivelmente bonito visualmente, apesar dos pontos negativos que referi estarem ligados a elementos visuais.

 

E por falar na Criatura de Frankenstein, Jacob Elordi esteve brilhante nesse papel. Só o conheço de Saltburn, mas espero genuinamente que possamos ver mais dele em papéis deste género, porque não há dúvidas do seu talento enquanto actor. A Mia Goth e o Oscar Isaac, na verdade, também estão tremendos.

 

Penso que o último trabalho que vi de Guillermo del Toro foi a sua série Cabinet of Curiosities, que me desiludiu um bocadinho e da qual acabei por não gostar muito. Por isso, é muito bom voltar a ver algo dele num registo que não tem como falhar. Segundo consta, ele também vai fazer uma adaptação do Fantasma da Ópera e, depois de ter assistido ao musical ao vivo, mal posso esperar.

 

Quanto a este Frankenstein, é belíssimo, é profundo, é muito, muito bonito e eu recomendo bastante.

 

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Quem aqui já viu? O que acharam deste filme?

 

P.S: Desde que escrevi esta review, já vi mais de uma pessoa dizer que o filme se distancia bastante da essência da história original e que é muito diferente. Se já leram o livro, tenham isso em mente. Este filme é capaz de ser melhor para quem não o leu.

12
Nov25

30 factos sobre mim

De 2018 para 2025

Vera

Às vezes (não muitas, não quero parecer egocêntrica), dou por mim a revisitar publicações antigas e deparei-me com uma de 2018, no meu blog anterior (que continua a existir, mas está fechado ao público), com 30 factos sobre mim. Ao ler aquilo, percebi que alguns tinham mudado por completo e achei que seria interessante este exercício de os actualizar aqui e agora, em 2025. Eis, então, os 30 factos que eu tinha escrito.

 

1. Sou um bocado "picky eater".

Confere. Continuo a ser um pouco esquisita com comida, mas quero acreditar que sou um bocadinho menos. Novidades para quem não compreende isto: amigos, não é tanto uma questão de sabor, é uma questão de texturas e demasiada sensibilidade a elas. De nada.

2. Sou muito preguiçosa. Muito. Mesmo muito.

Infelizmente, também confere. Tento o tempo todo, a muito custo, combater. E quero acreditar que também estou um pouco menos, ou pelo menos que consigo lutar contra a preguiça mais facilmente do que antes.

3. Não sei nadar nem andar de bicicleta. Mas ainda gostava de aprender.

Continuo a não saber. Mas aulas de natação poderão, finalmente, estar para breve!

4. Apesar de não ter animais agora, já tive um gato quando era pequena. Infelizmente, não tenho memórias dele.

Continuo a não ter memórias deste gato, mas entretanto, dois meses depois desta publicação, o meu bichinho chegou cá a casa ❤️

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5. O meu carro de sonho é um Mini. Claro.

Continua a ser, sim senhor. Isso e um Range Rover Velar. Nunca vou ter qualquer um deles e estou de bem com isso.

6. Passei por fases de querer ser tudo e mais alguma coisa quando era criança, mas duas destacaram-se: cabeleireira e estilista. Hoje em dia nenhuma delas me diz nada, apesar de ter um bichinho de querer fazer as minhas próprias roupas (um dia!).

Vera, quem queres enganar? Tu nunca vais fazer as tuas próprias roupas, há cada vez menos vontade de investir nessa ideia que já só vive lá bem no fundo da mente. E também está tudo bem com isso.

7. Nunca saí de Portugal, para minha enorme infelicidade. Mas...

Ora, entretanto já saí. Foi só para Espanha? Foi, mas já é melhor que nada. E é para continuar a alargar horizontes, de qualquer forma.

8. Já fui à Madeira!

E entretanto, por mais que queira regressar, ainda não consegui.

9. Quando for velhinha e reformada gostava de ter uma quinta, com a minha própria horta e os meus próprios animais para cuidar.

Acho que este é outro dos que vive lá bem no fundo da mente. Um wishful thinking, quase. Acho que também não vai acontecer.

10. Tenho fobia a rãs e sapos.

Sim, sim, mil vezes sim.

11. Gostava de um dia fazer voluntariado noutro país, tipo Índia ou Tailândia.

Nunca fiz e não tenho vergonha de admitir que esta vontade passou. Se for para agir em causas, prefiro mais perto (tentei há uns meses contactar uma associação de animais local para voluntariar com eles, nunca recebi resposta e fui esquecendo o assunto por completo, sem querer. Agora, infelizmente, estou numa fase sem muito tempo e nunca mais pensei no assunto...)

12. Quero muito viver nos arredores de Lisboa, num sítio com praia, a 10/15 minutos de comboio de Lisboa.

Ah. Ahah. Ah. Mal a Vera de 2018 sonhava com a crise na habitação. Além disso, tenho de dizer que o amor que nutria por Lisboa desceu um bocadinho com o passar do tempo. Já nem sei se consigo dizer que é a minha cidade favorita, como era na altura.

13. Mas parte de mim também gostava de viver em Brighton, mesmo que apenas temporariamente.

Olhem, sabem? Estou bem. Quero visitar Brighton sem qualquer sombra de dúvidas, mas viver? Eh, já passei essa fase.

14. Gostava muito de aprender Italiano - entre outras línguas, porque não me quero ficar só por aí.

1001 tentativas depois, aprendi um bocadinho de italiano, mas não o suficiente para dizer que falo italiano. Parlo solo un po' d'italiano. Ma vorrei continuare ad imparare... un giorno.

15. As pessoas parecem ficar todas com uma enorme vontade de me esmurrar quando digo isto, mas aqui vai: não gosto assim muito de crianças.

Tenho muito pouco contacto com crianças, mas ao longo do tempo, fui contactando esporadicamente com algumas que me fizeram perceber que era estúpido eu dizer que não gostava de crianças. Imaginem, estou óptima longe de birras e cenas. Mas não posso dizer que desgosto activamente delas, coitadas. E algumas são de facto muito queridas e fofas.

16. Gostava de um dia escrever um livro. Não necessariamente publicá-lo, mas apenas escrevê-lo, terminá-lo, criá-lo.

Acho que esta vontade também se foi por muitos anos. Voltou nos últimos meses, mas não sei dizer se o suficiente para alguma vez se concretizar.

17. A minha comida favorita é pizza. Há de todos os tipos e para todos os gostos, como não amar?

Toda a verdade o que eu disse aqui e pizza continua a ser uma excelente opção gastronómica. Mas acho que já não é a minha comida favorita. Acho que neste momento nem tenho propriamente um prato favorito, mas se tivesse de escolher diria francesinha, arroz de pato ou umas belas amêijoas à bulhão pato.

18. Adoro jogos de tabuleiro.

Continuo a adorar, sim senhor, e será para sempre uma das maiores dores da minha vida o facto de não estar rodeada de pessoas com o mesmo entusiasmo. Acabo a jogar muito menos do que gostaria.

19. Gostava de aprender a tocar piano e saxofone.

Mais um sonho que ficou lá longe, com uma réstia tão pequena de luz que está quase a apagar. Não vai acontecer (muito menos com piano, adoro muito mais o som do saxofone e fascina-me muito mais).

20. Já aprendi a tocar guitarra. Falo no passado porque não toco há tanto tempo que já não é propriamente a mesma coisa, mas ainda dou uns toques!

Confere. Continuo a dar uns toques de vez em quando, mas nada de extraordinário.

21. Já dancei hip-hop.

Verdade. O que não disse foi que tenho pena de não ter aproveitado essa fase mais do que aproveitei, na altura.

22. Quando era adolescente/pré-adolescente escrevi 2 ou 3 histórias com a minha melhor amiga na altura (não contando com todas as outras que estão incompletas). Às vezes é engraçado relê-las porque trazem memórias de tanta coisa (eram baseadas em pessoas reais), e são as típicas histórias de amor adolescentes.

Já nem sei por onde andam, mas sim. Este é o facto embaraçoso, é o que é.

23. Aliás, nessa linha, eu costumava escrever e enviar as minhas fanfics para um site brasileiro. Isto também tem que incluir factos vergonhosos, senão não metia piada.

Ah boa, escolhi torná-lo ainda mais embaraçoso. Olhem, é verdade, querem que diga o quê?

24. Só fui a um único concerto (a sério) na minha vida: 30 Seconds to Mars, em 2010. Nada a ver com o meu gosto musical actual, mas foi dos melhores dias (ou noites) que já tive.

"Nada a ver com o meu gosto musical actual", prometo que não era assim tão pretensiosa e que acho que não disse com esse intuito. Por acaso, ainda há uns meses acrescentei umas músicas deles ao meu Spotify, pela nostalgia e porque adoro.

Bom, adiante: felizmente, já fui a uns quantos mais concertos! Estou limitada aqui em terras do interior portucalense, mas vou a tudo o que posso. Até porque ser adulta e ter dinheiro adulto é giro, e a Vera de 2018 não sabia disso ainda.

25. Sou do signo Leão.

Pois, isto não mudou. Quem diria.

26. Adoro canecas, faço colecção, e acho que é uma coisa que não falha quando alguém não sabe o que me comprar.

Continua a ser verdade!

27. Há dois filmes que acho adoráveis e que me fazem sempre sentir melhor quando não estou bem: Fantastic Mr. Fox e Frozen.

Sim! E acrescento a série Friends à lista (menos no achar adorável). Mas hoje em dia já não recorro tanto a isto para me sentir melhor.

28. Sou daquelas pessoas que detestam quando fazem barulho a comer e quando mascam pastilhas de boca aberta.

Sim, sim, sim. Eu queria que misofonia fosse uma coisa falada em 2018. Também detesto ASMR, acho horrível.

29. O meu melhor amigo e a pessoa que melhor me conhece é do Brasil.

Continua a ser dos meus melhores amigos. Já não falamos tanto como antes, mas é daquelas pessoas em que o tempo não deixa marcas, qualquer conversa é igual à anterior. Nunca nada muda.

30. Quero seguir pelo ramo da Psicologia Clínica e da Saúde, mas no secundário o que eu mais queria era Psicologia Forense.

Ui, que piada. Esta pessoa também não sabia que ia terminar o curso de Psicologia a odiar o que fazia, a ter uma crise académico-profissional de todo o tamanho e a mudar por completo de área. A vida muda tanto.

 

Desculpem se esta publicação foi demasiado longa, mas achei que este exercício seria interessante. E, em partes, até engraçado. Identificam-se aqui com alguma coisa? Que coisas vocês acham que mudaram em vocês ao longo do tempo?

09
Nov25

Recomendações | Fast Fashion

Vera

Gostei muito deste episódio do Programa Cautelar sobre a fast fashion. Fala das práticas das grandes cadeias, dos materiais utilizados e do impacto ambiental tanto dos materiais como do consumo excessivo. Também fala das implicações éticas e humanas. Um excerto:

 

 
 
 
 
 
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(Sem moralismos, acho que grande parte de nós faz parte do problema, de uma ou outra forma. Ainda assim, é na informação que está o poder.)

06
Nov25

Filmes | Smile

Spooky Season #7

Vera

Sim, eu sei, o Halloween já foi — e por mim, até já podem começar a falar do Natal —, mas este foi o filme que escolhi ver no dia 31 de Outubro e, por isso, vou incluí-lo na rubrica. Além disso, não é preciso ser Halloween para ver filmes de terror.

 

Até há pouco tempo, não tinha interesse em ver estes filmes — que entretanto saiu o segundo —, achava genuinamente que talvez não fossem muito bons, não sei porquê. Mas depois disseram-me que não são assim tão maus e, de facto, acabei por gostar. Além disso, escolhi bem; faltavam apenas 3 horas para o filme deixar de estar disponível no Prime. Foi obra do destino.

 

Poster do filme Smile

 

A psicóloga Rose Cotter recebe uma paciente de urgência que testemunhou o suicídio macabro de um dos seus professores algumas semanas antes. Desde então, ela relata estar a ser seguida por uma entidade que a persegue com a cara de várias pessoas — familiares, estranhos, falecidos —, dizendo que ela é a próxima a morrer. E o que mais a assusta é o sorriso.

 

Gostei muito do filme e, de facto, não acho que seja mau, de todo. Conseguiu criar desconforto em momentos menos esperados, não se cingindo ao cliché dos jumpscares quando já todos sabemos que vão acontecer — embora também tenha momentos assim, claro. O filme acaba também por explorar um pouco as relações entre algumas personagens, o que dá alguma profundidade à história e à personagem principal, fazendo deste um filme de terror diferente daqueles que só são feitos para, de facto, pregar uns sustos.

 

Outro ponto de que gostei foi o facto do filme tocar muito no assunto do trauma e de traumas não resolvidos. Lembrou-me muito o The Babadook neste aspecto, mas ainda assim, não chega de todo aos seus pés (The Babadook continua, até hoje, a ser um dos melhores filmes de terror que já vi. Desconfio que vou adorá-lo ainda mais quando o revir, sobretudo porque hoje tenho um entendimento do conceito de trauma que na altura não tinha).

 

Ainda assim, acho que a partir da segunda metade o filme teve alguns problemas de ritmo, o que não considero de todo ideal quando se trata de um filme de terror. Acho que, nos filmes de terror, há uma dança que precisa ser muito bem coreografada entre momentos de tensão e relaxamento, que têm de surgir nos momentos certos, mas também ter a duração certa. Não foi o que aconteceu aqui.

 

Apesar disso, no geral, gostei bastante do filme. Como disse, não acho de todo que seja um filme mau. Vale bastante a pena ver e fiquei muito curiosa com o segundo.

 

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Alguém aqui já viu? O que acharam?

***

Spooky Season 2025:

03
Nov25

Diário | Outubro 2025

Vera

Novo álbum da Taylor. Receber o vinil. Pores do sol bonitos. Um espectáculo de comédia ao vivo. Uma manhã na praia. Ver O Fantasma da Ópera ao vivo — e adorar. Montar móveis. Lidar com caos, frustração e repetir. Ganhar um novo apreço por leitura. Rever The Rocky Horror Picture Show em comunidade. Descobrir novos autores. Ver filmes de terror sozinha, depois de tanto tempo sem o fazer.

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📖 A ler:



📺 A ver:

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Stranger Things, Temporada 5
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

Fields of Mistria
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