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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

29
Ago25

Filmes | Kpop Demon Hunters, Snatch, Nimona

Vera

Imagem do filme Kpop Demon Hunters

Kpop Demon Hunters

Uma surpresa da Netflix. O título e a premissa parecem algo tirado do arco da velha, mas daqui saiu uma obra muito boa. Somos introduzidos a uma banda de kpop de três raparigas cuja música serve para fortalecer a barreira que protege o planeta Terra de demónios. A vida delas é, portanto, cantar e caçar.

A animação é bastante boa e a banda sonora também, sendo composta por músicas incríveis que, quer queiramos quer não, vão ficar nas nossas cabeças. Este é daqueles filmes para os quais devemos ir sem julgamentos. Garanto-vos que surpreende.

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Poster do filme Snatch

Snatch

Tem um enredo complexo, em parte porque nos obriga a acompanhar imensas personagens diferentes, mas também porque todas elas acabam por se interligar umas às outras de diferentes formas. Acho que é um filme para uma audiência tipicamente mais masculina; ainda assim, está bastante bem escrito, tem uma edição muito boa e conta com vários atores conhecidos. Para além disso, tem vários momentos engraçados que foram muito bem conseguidos. Ah, e a banda sonora também é incrível.

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Imagem do filme Nimona

Nimona

Vou saltar já para o final: eu adorei este filme. Esteve nomeado para os Oscars e estou feliz por tê-lo visto sem saber muito sobre ele. A animação é lindíssima e tem uma história que, no fim de contas, é muito triste. Nimona é uma personagem muito solitária. Passou por muito sozinha, sofreu imensa discriminação e isso culminou numa das melhores cenas em todo este filme — onde vemos não só os efeitos de uma vida passada a ser olhada de lado, onde ninguém a aceita, mas também do amor que alguém pode nutrir por nós. E não, não falo em amor romântico; aliás, este não é um filme de clichés.

Tem um final agridoce. Sei que vou querer rever este filme um dia, simplesmente sei. Não tem o reconhecimento que merece.

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25
Ago25

Séries | Agatha All Along

Vera

Poster da série Agatha All Along

Não sei por que levei tanto tempo a ver isto — ou melhor, sei, foi porque simplesmente me fui esquecendo com o tempo — mas estou muito feliz de finalmente o ter feito. Esta é uma das melhores séries da Marvel e é mais uma daquelas que recomendo mesmo a pessoas que não gostem da Marvel e super-heróis — até porque super-heróis é coisa que não tem.

 

Agatha All Along é um spin-off de WandaVision e explora a origem de Agatha, uma das feiticeiras mais implacáveis de sempre, mas que agora, depois dos eventos de WandaVision, se encontra sem poderes. Com a ajuda de um misterioso feiticeiro adolescente, ela decide reunir um grupo de bruxas para poderem atravessar a derradeira Estrada das Bruxas — no final da qual Agatha poderá recuperar os seus poderes.

 

Acho que poderia ver séries em volta da Wanda e da Agatha para o resto da vida e seria muito feliz. Para mim, este lado mágico e de feiticeiros da Marvel é muito mais prazeroso de assistir e acompanhar do que qualquer super-herói tradicional que me possam pôr à frente.

 

Para não falar que, até ver, têm sido também das obras em que eles colocam mais originalidade e que se distinguem muito mais dos blockbusters mainstream a que habituam as audiências nos cinemas.

 

Os atores (ou, na realidade, as atrizes, que são a maioria do elenco) são absolutamente incríveis, tendo obviamente de destacar a Kathryn Hann, que tem sido uma Agatha maravilhosa desde o começo. O enredo é bastante complexo e mistura momentos temporais diferentes que se juntam, no final, para dar uma resposta clara.

 

Esta é uma série mesmo muito boa, que eu adorei e apenas me arrependo de não ter visto mais cedo.

 

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21
Ago25

Jogos | Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Vera

Poster do jogo Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Há cerca de um ano, comprei uma Nintendo Switch em segunda mão. É a primeira versão, nada de extravagante, mas queria experimentar e não sabia se valia a pena o investimento total.

 

Posso falar mais sobre a consola numa outra publicação caso haja interesse ou pessoas na mesma situação — apesar de agora já ter saído a Switch 2 entretanto —, no entanto rapidamente percebi que a Switch é ótima para jogar jogos indie. Os exclusivos da Nintendo são, na sua esmagadora maioria, estupidamente caros — mesmo quando estão em promoção, e mesmo em segunda mão.

 

No entanto, na altura vi este exclusivo a 9.99€ e achei estranho ser tão barato em comparação com os outros (mas rapidamente percebi porquê). Apesar de não ser um Super Mario Bros. Wonder, ou um Super Mario Odyssey, ou um Mario Kart World, Mario + Rabbids: Kingdom Battle é um jogo mais simples, mas ainda assim divertido — e surpreendentemente nada pequeno.

 

É acima de tudo um jogo de tática e baseado em estratégia, o que é algo que não tinha experimentado antes. Foi o primeiro jogo deste cariz que joguei. O único defeito que isso tem é o facto de se tornar um pouco repetitivo. O jogo consiste acima de tudo em passar vários níveis, que na verdade são batalhas com inimigos diferentes e em biomas diferentes, terminando também com bosses diferentes.

 

 

Pelo meio, no entanto, tem vários puzzles, alguns dos quais é preciso puxar bem pela cabeça. Sem os resolvermos, não conseguimos avançar para a próxima parte do jogo e, portanto, progredir. Ao longo do jogo, vamos ganhando novas mecânicas. E tem também história, com algumas cut scenes pelo meio que o tornam mais interessante, além de vários objetos escondidos para encontrarmos.

 

O jogo é compridíssimo, o que me surpreendeu bastante. Mas é um jogo bastante fácil de jogar casualmente. Pegar na consola a qualquer momento e fazer um nível que seja já ajuda a progredir. Em momentos em que apetece jogar mais e se acaba a fazer várias batalhas, também não aborrece.

 

Ah, já quase me esquecia: o jogo também permite selecionar a equipa e comprar armas e boosts para cada personagem.

 

 

Entretanto, eu já completei todas as batalhas da história principal; no entanto, o jogo permite-nos andar pela parte que quisermos do mapa. O mapa é composto de vários "mundos" diferentes e cada mundo tem capítulos secretos, além de puzzles para resolver que não conseguíamos completar antes porque não tínhamos as funcionalidades que o permitiam. Também têm níveis cronometrados, num "mundo escondido".

 

É um jogo surpreendentemente divertido, que superou as minhas expectativas e que, pela sua certa previsibilidade e dinâmicas rotineiras, permite que passemos algum tempo sem jogar e sem que corramos o risco de esquecer tudo (algo que me acontece bastante com outros jogos).

 

É um exclusivo que não é tão conhecido, mas uma opção mais barata que serve perfeitamente as medidas quando se procura um jogo para se jogar em qualquer momento, "quando apetecer".

 

17
Ago25

Um desabafo sobre a blogosfera

Vera

Há momentos em que, por algum motivo, revisito a página de subscrições dos blogs do Sapo — pessoas que sigo, há muito ou pouco tempo. Não é algo que acontece muitas vezes, mas quando acontece, a realidade com que me deparo é sempre semelhante: uma lista infindável de pessoas que já não pisam estas bandas. Algumas com perfis privados, outras com blogs apagados, outras ainda que simplesmente abandonaram a blogosfera, deixando tudo para trás — tal como estava.

 

Sei que muitas vêem a vida continuar, e manter um blog torna-se incompatível. Sei que muitas tentaram o hobby, e provavelmente perceberam que não seria algo que conseguissem manter, ou que lhes desse o prazer que esperavam. E qualquer que seja a realidade, está tudo bem com isso.

 

Ainda assim, é sempre algo que me entristece — ainda mais quando são blogs e pessoas que eu gostava genuinamente de ler e acompanhar. É um saudosismo, uma espécie de nostalgia por alguém que nem sequer se conhece, é verdade — mas que trazia a sua magia ao sítio.

 

Infelizmente — e todos sabemos —, não é uma realidade nova e não é algo que veja melhorias: é cada vez mais raro encontrar pessoas que mantenham blogs. O mundo virou-se tanto para o visual que, na verdade, trabalhando eu numa área de escrita, ouço várias vezes (demasiadas) que "já ninguém lê". Como se metade do nosso trabalho fosse para nada — como se ele subsistisse pela outra metade; o outro propósito que ele serve.

 

Apesar de tudo, não posso deixar de me sentir feliz por pensar nas pessoas que continuam, anos após anos, ignorando as tendências. E acho que o Sapo, sobretudo, fez um excelente trabalho em criar um sentido de comunidade que até hoje se mantém viva — não é algo que se veja na concorrência, nos Bloggers da vida, por exemplo.

 

Feito o desabafo, sou toda ouvidos se tiverem sugestões de blogs que seguem, que gostam e que se mantêm vivos até hoje (preferencialmente dentro do Sapo, que sou uma nódoa a seguir noutros sites, mas não é obrigatório que assim seja).

14
Ago25

Jogos | Date Everything!

Vera

Sinto que toda esta publicação vai ser um «hear me out», mas... hear me out.

 

Jogo Date Everything!

 

Terminei há pouco tempo este jogo que nem conhecia, não fosse por ver um dos meus streamers favoritos jogá-lo. Date Everything é um dating simulator e, como o próprio nome indica, deixa-nos sair/namorar com... tudo. A premissa é a de que a nossa personagem é hackeada e acaba de receber uns óculos misteriosos que conseguem tornar qualquer objeto ou conceito em sua casa numa pessoa à sua frente. Existem três tipos de fins com as personagens: amor, amizade ou ódio. Por isso, sim, basicamente criam relações com os pratos, a parede, ou a máquina de lavar roupa.

 

É um jogo com bastante diálogo e que se baseia em escolhas de diálogo que podem mudar o rumo de tudo. Para além disso, importa mencionar que é um jogo algo sugestivo — não é explícito, de todo, mas é sugestivo. 

 

É o primeiro dating sim que jogo e não tenho intenções de jogar outros, caso pensem que sou uma pessoa estranha. Na verdade, o que me fez comprar e experimentar este jogo não tem nada a ver com esta dinâmica, mas sim com a criatividade com que foi feito. Para começar, é um jogo extremamente divertido. É engraçado, tem diálogos engraçados e faz-nos ir, por vezes, em quests que nada têm de aborrecido. Mas é também um jogo muito original visualmente, as personificações dos objetos estão qualquer coisa de extraordinário de um ponto de vista artístico. Mesmo a própria escrita é, por vezes, bastante original. O voice acting também é um dos melhores pontos deste jogo, contando com vários atores de voz conhecidos.

 

 

Outra coisa positiva a destacar é o facto de ter a funcionalidade de content warnings. Algumas personagens são problemáticas e o jogo não nos obriga a passar por isso se não quisermos — caso decidamos saltar a história de uma personagem, podemos simplesmente decidir qual é o fim que pretendemos atingir com ela. Isto abrange temas como violência animal, relações tóxicas, ou abuso, por exemplo. Não saltar, no entanto, também nos permite conhecer personagens com histórias profundamente tristes (dica: o nome começa por Z e é uma das melhores personagens do jogo). Por fim, o jogo tem algumas nuances anti-IA na história e é uma excelente obra para mergulhar com a certeza de que nada ali foi produzido por nada menos que humanos — algo que, com o passar do tempo, poderá ficar cada vez mais difícil de encontrar.

 

Tenho alguns pontos negativos a referir, no entanto. O jogo tem 100 personagens "dateable", o que, no fim de contas, é um exagero. Acho que 50 chegavam ou, no máximo dos máximos, 70 personagens. Para quem gosta de completar jogos, torna-se num grinding chato a partir de certo ponto — mesmo havendo algumas quests que retiram um pouco desse aborrecimento. Tem também alguns pequenos erros que dão a sensação de que poderia ter sido um pouco mais revisto — ainda assim, nada de muito grave.

 

Aqui, por exemplo, estão a encenar peças de teatro com uma das personagens (adivinham qual?).

 

Além disso, existem algumas mecânicas mais para o final do jogo que o tornam ainda mais interessante, mas que dão a sensação de passar por toda uma experiência ao longo de todo o jogo que, no fim, de pouco vale. Por fim, embora pareça um jogo fácil, não é — querermos criar uma relação romântica com um objeto não basta, é possível que, dadas as escolhas que fazemos, acabemos apenas amigos. Mas isto acontece também a um extremo, sendo que houve pelo menos duas personagens específicas que acabaram a odiar-me sem eu perceber bem porquê (uma experiência semelhante à de outras pessoas). Não sei se faz assim tanto sentido colocar personagens tão difíceis a ponto de o jogador não perceber bem o que fez. Tirando isso, gosto da complexidade do jogo e de não ser tudo tão linear — é tal e qual como conhecer alguém na vida real: cada um é como cada qual, as preferências diferem, as relações também. Às vezes há experiências agradáveis, outras nem tanto, e o enredo tem sempre algumas surpresas para certas escolhas.

 

Gostei de jogar, mas acho que teria gostado muito mais se existissem menos dateables — o jogo acabou por se tornar demasiado longo e, querendo eu apenas completar o máximo possível, comecei a aborrecer-me com o facto de ter de continuar a jogar tudo por "obrigação". Se não fosse isso, teria sido uma experiência bastante mais divertida.

 

Ainda assim, foi divertido q.b. e faz muitas referências ao mundo atual de forma engraçada. Sei que vou querer voltar a jogá-lo no futuro — desta vez porque quero ter a experiência de fazer todas as personagens odiarem-me. Mas não vou repetir a experiência tão cedo, dada a sua extensa duração.

 

Recomendo para experimentar e jogar com calma e casualmente (algo que não fiz porque estava com pressa de avançar para outros jogos). 

 

10
Ago25

Um novo hobby

Vera

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A minha saga com crochet começou ainda no ano passado, por volta de Março/Abril, quando decidi aprender a fazer. Na altura, quis começar por fazer um cachecol e rapidamente desisti — ele começou a encurtar e, como qualquer iniciante ignorante do assunto, foi aí que descobri que precisava de contar pontos para não saltar nenhum. Bom, a "lã" que escolhi também não ajudou: de acrílico, era simplesmente impossível conseguir discernir os pontos em si.

 

Comprei uma de algodão e, assustada com a primeira experiência que de pouco valeu — ainda hoje tenho o cachecol como o deixei, já estava tão avançada e a lã é tão péssima que nunca o desfiz —, comecei então apenas a treinar os pontos básicos. Fiz pedaços pequenos de cada ponto e depois comecei a fazer quadrados que ainda hoje mantenho como bases para copos. Depois fiz uma base circular — que é tudo menos um círculo, está mais para um hexágono esquisito — e... parei.

 

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Acho que comecei a sentir-me aborrecida por estar a fazer coisas tão básicas mas, ao mesmo tempo, não senti confiança suficiente para avançar para projetos mais "a sério". E portanto, parei. Parei até há um ou dois meses — sim, passou praticamente um ano desde que tinha feito algo em crochet pela última vez. Desta vez, decidi começar pequeno para me habituar, mas ir avançando na complexidade de projetos.

 

Tinha medo de não me lembrar de nada, mas acompanhar vídeos é fácil e assim que apanhei o jeito foi como se nunca tivesse esquecido. Comecei por fazer um pequeno laço (que acho amoroso), avancei para dois marcadores de livros com um ponto diferente, que nunca tinha feito. Parei um mês depois dos marcadores mas voltei nos últimos dias para fazer uma bolsa para guardar as minhas agulhas e as "molas" para contar pontos.

 

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E todos estes projetos, absolutamente todos têm tido defeitos — alguns com os quais vou aprendendo, outros que ainda não estou a conseguir compreender ou contornar. Por vezes, o meu lado perfecionista toma conta da situação e faz-me sentir mal por não conseguir sair desta curva de aprendizagem. Mas tento lembrar-me sempre que é normal. E celebrar os progressos, que existem — tal como sentir que a tensão que aplico está cada vez melhor, que consigo cada vez mais facilmente compreender a estrutura dos pontos/linhas e que tenho conseguido ganhar mais rapidez.

 

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No último ano, tenho descoberto o quão importante é termos hobbies que nos preencham e nos sirvam em momentos diferentes, acima de tudo que nos façam sair dos ecrãs (literal ou figurativamente). Sou muito de fases e posso passar algum tempo sem imergir num, mas por agora descobri três que me fazem sentir bem: colorir, fazer crochet e aprender italiano.

 

Estou pronta para continuar a avançar nesta aprendizagem e sinto-me preparada para começar a fazer amigurumi, que no fundo sempre foi a principal razão de ter querido aprender a fazer crochet. Acho que há imensos bonequinhos adoráveis. Vou também fazer uma capa para o e-reader do meu namorado, já que ele fez essa sugestão depois de lhe mostrar a bolsa que fiz para os materiais de crochet, e eu achei boa ideia.

 

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Apesar da voz auto-crítica que por vezes se faz sentir, estou muito orgulhosa de — ainda que inconsistentemente — conseguir manter este hobby. Primeiro, por ser capaz de não deixar que aquela voz me vença a vontade; por conseguir manter-me na curva de aprendizagem, com todos os pontos menos bons que isso implica. O meu eu de há uns anos nunca sonharia em insistir em algo que não saía bom à primeira — muito menos em algo que não sai 100% bom nunca. De facto, não quer dizer que seja fácil ignorar todos os defeitos que encontro, ou relembrar-me a mim própria que não é suposto sair tudo perfeitinho, muito menos nesta fase. Mas, apesar de não ser fácil, tenho conseguido fazê-lo e não me tem impedido de continuar. O que virá mais daqui, não sei, mas estou curiosa para saber onde isto me irá levar.

08
Ago25

Diário | Julho 2025

Vera

Jantar sushi. Idas à piscina com os meus — a sensação de embalo com a água e o relaxar na toalha no fim de tarde, quando o Sol já não queima e a brisa aparece para levar as preocupações. Um jantar de celebração de fim de curso de uma amiga que tentou uma segunda oportunidade, em boa companhia. Terminar oficialmente um curso técnico que comecei há um ano. Visitar os Jardins da Quinta das Lágrimas pela primeira vez e apreciar a natureza da parte que é mata (e onde ninguém mais foi a não ser nós). Colorir livros com mixed media e misturar canetas e lápis pela primeira vez. Gostar do resultado. Um novo projeto de crochet com dúvidas, progressos, tensão, descanso. O meu gato usar a casinha que lhe fiz, numa caixa com uma entrada improvisada, para dormir todas as tardes de Verão.

 

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Desculpem a qualidade. Mas achei que precisavam de ver esta fofura.

06
Ago25

Filmes | Curtas de Wallace & Gromit

Vera

A Grand Day Out, A Close Shave, e A Matter of Loaf and Death — são estes os títulos das curtas-metragens de Wallace & Gromit que vi, estas mais antigas (1989, 1995 e 2008, respetivamente). Digo já aqui que preferi a primeira, pura e simplesmente porque a animação, feita em plasticina, não se compara. Sou fã daquele look antigo.

 

Wallace & Gromit curtas

 

Tenho gostado muito de descobrir estas obras. Tal como já tinha dito aqui, o único trabalho deste género que conhecia era o Chicken Run e, mesmo assim, já não me recordo do filme porque o vi em criança. Está a dar-me muita vontade de o rever, bem como de ver mais obras do tipo porque, mesmo não tendo visto em criança, acabam sempre por ter uma componente muito nostálgica.

 

A fórmula é sempre a mesma, mas funciona: Gromit é o cãozinho mais adorável e responsável que tem de "limpar" sempre as confusões em que o seu dono, Wallace, se mete constantemente. Desta forma, cada filme — longo ou curto — é sempre uma aventura.

 

Vale a pena também por tudo o resto, claro: stop motion não deve ser pêra doce de fazer, pelo que nunca deixo de ficar admirada com as animações — talvez essa seja também uma outra razão para ter gostado tanto do primeiro, em plasticina.

 

Se ainda não viram, aconselho-vos a mergulharem neste mundo. Vai encher-vos de nostalgia, vão tornar-se fãs de um cão adorável e vai deixar-vos a querer ver mais.

 

A Grand Day Out

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A Close Shave

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A Matter of Loaf and Death

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02
Ago25

Livros | A Casa Holandesa, Ann Patchett

Vera

Cyril Conroy decide comprar uma grande casa, antes ocupada por uma família holandesa, para surpreender a mulher, Elna, depois de anos a viverem como uma família pobre. Mudam-se para lá com a sua filha, Maeve, mas Elna não consegue habituar-se a esta nova vida de riquezas e, mais tarde, já com o seu filho nascido — Danny, o nosso narrador —, decide fugir e nunca mais voltar. É isto que faz com que Cyril se junte a Andrea, uma madrasta fria que vai afastando os filhos de Cyril da casa, até os afastar de vez.

 

A Casa Holandesa, Ann Patchett

 

Só tenho ouvido falar bem deste livro, é adorado por muitos e isso fez-me ficar com expectativas que acabaram por não ser correspondidas. Demorei algum tempo a conseguir concluir, com alguma certeza, o que tinha achado deste livro. Embora tenha gostado, e embora consiga compreender porque tanta gente gosta tanto dele, a verdade é que julgo que este livro não é para mim.

 

Não posso dizer que me tenha aborrecido ou chateado, li-o com prazer e satisfação. Contudo, cheguei ao fim com a sensação de "...é isto?". A primeira parte do livro começa bem, com muita coisa a acontecer, e é uma parte em que a casa parece, de facto, uma personagem do livro. No entanto, assim que os protagonistas são afastados da casa, o enredo perde-se e... nada acontece. Até ao final do livro, nada mais acontece.

 

Percebo que seja o tipo de história que apenas acompanha a vida das personagens. Percebo que seja um livro que pretende mostrar o amor entre irmãos, a relação familiar tão forte que criaram, e atenção, fá-lo bastante bem. Afinal, durante muito tempo eles não tiveram mais ninguém do que apenas um ao outro. Mas se é só isso que ele pretende fazer — e eu acho que é —, para mim não chega.

 

A casa deixou de ter relevância a partir deste ponto da história, o que é natural — e todas as vezes que eles voltavam junto dela não me fizeram sentir que era novamente uma "personagem" relevante da história. Sobretudo porque a viam de fora, de modo superficial; nunca cheguei a perceber muito bem o que os levava ali tantas vezes, na verdade. De todas as vezes, esperava que algum confronto acontecesse, perto ou longe da casa. Mas esse momento nunca chegou. E para um livro que diz centrar-se tanto numa casa, deixei de sentir esse foco depois de eles saírem. A casa passou a ser algo apenas mencionado.

 

Também não compreendi bem a perspetiva final que se criou em volta das duas personagens maternas, não sinto que houve qualquer sentido de justiça para aquilo que qualquer uma delas fez — sobretudo para com Andrea. Mas tive dificuldade em compreender também o ponto de vista de Elna — aliás, no fim de contas, não compreendi de todo.

 

Sinto que não houve nenhuma "lição" que se tenha retirado deste livro, nada de substancial além da relação fraternal e isso incomoda-me. Ainda assim, não posso dizer que não tenha gostado da leitura ou da escrita. Como disse, nunca me aborreceu e acho que para um livro que, no fundo, não tem um enredo concreto, isso é um ponto bastante positivo.

 

A Casa Holandesa 1.png

 

Gostei, mas não é o meu tipo de leitura. Atrevo-me a perguntar quem já leu e o que acharam? Já percebi que toda a gente gosta muito deste livro e eu sou um outlier.

 

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📖 A ler:



📺 A ver:

Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

Fields of Mistria
Let's Go Pikachu
Animal Crossing: New Horizons

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