Filmes | The Fantastic Four: First Steps

Já pensei muito em deixar de fazer reviews de filmes deste género. Sinto que não é do interesse da maior parte das pessoas que lêem o meu blog (e compreendo) e, para ser sincera, tenho sempre muita dificuldade em dizer qualquer coisa de jeito sobre filmes que, no seu âmago, são feitos apenas para entreter. Não é que, dentro disso, não existam filmes bons e maus, melhores ou piores; mas eu nunca sei muito bem o que dizer sobre eles.
Dito isto, é uma decisão que ainda não está tomada e achei irónico que, numa fase em que isso me passa pela cabeça, chegue este filme — que me fez sentir algo que não sentia há muito, muito tempo com nada deste género. A última vez que gostei tanto de algo da Marvel foi, provavelmente, quando vi a série Moon Knight — faz agora mais de três anos. Ainda assim, sei que este filme não se vai tornar numa peça favorita, ao contrário de Moon Knight que continua até hoje na minha lista de eleição.
Não esperava gostar tanto deste filme como gostei. Achei que ia ser "só mais um", fruto da fadiga de filmes deste género que tenho vindo a sentir há já muito tempo, provavelmente. Mas a verdade é que gostei bastante; tudo neste filme funcionou na perfeição. E pelo que tenho visto, é uma opinião que tem sido geral e comum.
Vou começar pelo que gostei menos, mas que não considero significativamente negativo: dado que não sou conhecedora dos comics, gostava que me tivesse sido dado a conhecer um pouco mais do vilão — mais do que foi, certamente. Sem quaisquer spoilers, aquilo que sabemos dele quase que se resume a um "tenho fome". Para além disso, achei uma cena em específico — da qual não posso falar aqui — um pouco previsível. Ainda assim, nada que estrague o filme.
Apesar de ter saído da sala de cinema com a sensação de que a duração do filme foi suficiente, quanto mais vídeos e opiniões vejo sobre o filme, mais percebo que talvez precisasse, sim, de ser um pouco mais longo. Dá um pouco a sensação de ter sido bastante cortado, como já ouvi aqui dizer, e não posso deixar de concordar.
Ainda assim, acho que este filme foi muito bem conseguido. Não senti falta da história de origem das personagens e acho também que todas tiveram o seu tempo de antena e o seu momento para brilhar. Tratando-se de um grupo, acho que isso é bastante importante. Gostei da vibe familiar do filme, porque no fundo é uma família que ali está — alguns de sangue e outros não, mas não é isso que importa. Importa o amor que temos pelas nossas pessoas e até onde estamos dispostos a ir para nos sacrificarmos por elas — mesmo se aparentarmos ser uma personagem algo imatura, como Johnny Storm, que tinha tudo para ser superficial e nunca o foi. Gostava também de acrescentar que, tal como já ouvi alguém dizer, gosto que fique claro que o super poder de Reed Richards (Pedro Pascal) não é o facto de o seu corpo esticar — é a sua mente brilhante e inteligência fora de série. Mesmo que isso lhe traga preocupações incessáveis (muitos de nós conhecemos a sensação).
Acho que para quem procura um bom filme de entretenimento, este enche e preenche as medidas.




















