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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

29
Jul25

Filmes | The Fantastic Four: First Steps

Vera

Poster do filme The Fantastic Four: First Steps

Já pensei muito em deixar de fazer reviews de filmes deste género. Sinto que não é do interesse da maior parte das pessoas que lêem o meu blog (e compreendo) e, para ser sincera, tenho sempre muita dificuldade em dizer qualquer coisa de jeito sobre filmes que, no seu âmago, são feitos apenas para entreter. Não é que, dentro disso, não existam filmes bons e maus, melhores ou piores; mas eu nunca sei muito bem o que dizer sobre eles.

 

Dito isto, é uma decisão que ainda não está tomada e achei irónico que, numa fase em que isso me passa pela cabeça, chegue este filme — que me fez sentir algo que não sentia há muito, muito tempo com nada deste género. A última vez que gostei tanto de algo da Marvel foi, provavelmente, quando vi a série Moon Knight — faz agora mais de três anos. Ainda assim, sei que este filme não se vai tornar numa peça favorita, ao contrário de Moon Knight que continua até hoje na minha lista de eleição.

 

Não esperava gostar tanto deste filme como gostei. Achei que ia ser "só mais um", fruto da fadiga de filmes deste género que tenho vindo a sentir há já muito tempo, provavelmente. Mas a verdade é que gostei bastante; tudo neste filme funcionou na perfeição. E pelo que tenho visto, é uma opinião que tem sido geral e comum.

 

Vou começar pelo que gostei menos, mas que não considero significativamente negativo: dado que não sou conhecedora dos comics, gostava que me tivesse sido dado a conhecer um pouco mais do vilão — mais do que foi, certamente. Sem quaisquer spoilers, aquilo que sabemos dele quase que se resume a um "tenho fome". Para além disso, achei uma cena em específico — da qual não posso falar aqui — um pouco previsível. Ainda assim, nada que estrague o filme.

 

Apesar de ter saído da sala de cinema com a sensação de que a duração do filme foi suficiente, quanto mais vídeos e opiniões vejo sobre o filme, mais percebo que talvez precisasse, sim, de ser um pouco mais longo. Dá um pouco a sensação de ter sido bastante cortado, como já ouvi aqui dizer, e não posso deixar de concordar.

 

Ainda assim, acho que este filme foi muito bem conseguido. Não senti falta da história de origem das personagens e acho também que todas tiveram o seu tempo de antena e o seu momento para brilhar. Tratando-se de um grupo, acho que isso é bastante importante. Gostei da vibe familiar do filme, porque no fundo é uma família que ali está — alguns de sangue e outros não, mas não é isso que importa. Importa o amor que temos pelas nossas pessoas e até onde estamos dispostos a ir para nos sacrificarmos por elas — mesmo se aparentarmos ser uma personagem algo imatura, como Johnny Storm, que tinha tudo para ser superficial e nunca o foi. Gostava também de acrescentar que, tal como já ouvi alguém dizer, gosto que fique claro que o super poder de Reed Richards (Pedro Pascal) não é o facto de o seu corpo esticar — é a sua mente brilhante e inteligência fora de série. Mesmo que isso lhe traga preocupações incessáveis (muitos de nós conhecemos a sensação).

 

Acho que para quem procura um bom filme de entretenimento, este enche e preenche as medidas.

 

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21
Jul25

Filmes | Superman, Phantom of the Paradise, Dungeons and Dragons: Honor Among Thieves

Vera

Poster do filme Superman

Superman

Antes de mais, fazer aquele disclaimer básico de que não sou fã, ou sequer conhecedora, do universo da DC. O meu namorado disse-me que iam "recomeçar isto tudo" com este filme, e eu achei uma boa altura para me introduzir a partir de agora. Acho que já não iria conseguir ver tudo do início como fiz com a MCU*, por isso, nesse sentido, isto veio a calhar. Para terminar este aparte que já vai longo: é só para reforçar que a minha mini-review não vai ter perspetiva de quem sabe do que está a falar. Como disse, sei zero disto. Para mim, é um filme como todos os outros.

Apesar deste filme recomeçar um "novo" universo cinemático, Superman não é um filme de introdução à personagem, começando já adiante na sua história. Como alguém que não está por dentro disto, por mim tudo bem. Acho que não senti falta de me ser dada a conhecer a sua origem (embora possa ser porque já conheço os básicos, dado que vi Smallville na televisão em tempos antigos). Para ser sincera, houve um ou dois pequenos momentos em que me senti um pouco aborrecida, embora não consiga dizer porquê. Mas foram mesmo muito pequenos, e no geral gostei do filme. Não sei o quão fiel está aos comics, mas é estranho (ou não) o quão atual a "guerra" (entre aspas porque pessoalmente não é isso que chamo a ataques de um país a outro, obrigado a defender-se) do filme parece... Estranhamente familiar, não é...?

 

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*Fase 1, Fase 2, Fase 3. Não estava a brincar, vi mesmo tudo. Quando ainda tinha tempo.

 

Poster do filme Phantom of the Paradise

Phantom of the Paradise

Um Fantasma da Ópera com variações na história, realizado por Brian de Palma. Sabem que não sou a maior fã de musicais, certo? Certo. Mas Phantom of the Paradise lembrou-me muito The Rocky Horror Picture Show — do qual já tenho poucas memórias, mas o que ficou foi a sensação de ter adorado. São ambos musicais e o que têm em comum é serem musicais de rock dos anos 70... integral ou parcialmente B-movie. Se ainda não perceberam onde estou a querer chegar, é aqui: acho que encontrei o meu nicho favorito de musicais! Aquele que me está a fazer descobrir que se calhar consigo, sim, gostar do género musical — mas tem de ser muito específico.

Fiquei muito curiosa em ver mais filmes deste tipo (e só não vejo O Fantasma da Ópera porque vou ver o musical, em espetáculo, primeiro. Quero que o filme fique para depois).

Mas bom, sobre o filme em si: não é uma obra prima, mas gostei bastante. E fiquei incrivelmente surpreendida em ver que tem Jessica Harper num dos papéis principais: a atriz que interpreta a protagonista num dos meus filmes preferidos de sempre, Suspiria.

 

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Poster do filme Dungeons and Dragons: Honor Among Thieves

Dungeons and Dragons: Honor Among Thieves

Mais um disclaimer de que não conheço absolutamente nada de Dungeons and Dragons. Por isso, não posso falar a esse respeito. Mas achei o filme bastante bom. Muito divertido, sólido, aguenta o enredo e o ritmo muito bem sem se tornar mais fraco. Os atores também fazem um excelente trabalho. Achei este filme uma grande lufada de ar fresco dentro do género. Se se apanharem a quererem ver um filme simplesmente para desanuviar, este é um bom candidato.

 

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13
Jul25

Livros | Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, Afonso Cruz

Vera

Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, Afonso Cruz

Vivaldo Bonfim trabalha em finanças e leva livros, às escondidas, para o seu trabalho. Um dia, desaparece para sempre num desses livros. Quando faz 12 anos, o seu filho, Elias Bonfim, tem finalmente acesso à sua coletânea de livros. O jovem parte então numa aventura por todos os livros do pai na esperança de o encontrar.

 

«Os Livros Que Devoraram o Meu Pai» é um livro de cerca de 120+ páginas, daqueles com letras grandes, pelo que é uma leitura bastante rápida. E também bastante simples, na verdade, o que faz sentido se pensarmos que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

 

É fácil perceber porquê: neste livro, viajamos por vários clássicos da literatura. São eles: «A Ilha do Dr. Moreau», «O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde», «Crime e Castigo» e «Fahrenheit 451», sendo que, pessoalmente, só li este último.

 

Para além disso, tem também mensagens que considero bastante importantes: todos erramos e todos temos um lado mais sombrio, mas é sempre possível redimirmo-nos e tornarmo-nos melhores pessoas.

 

Gostei muito desta leitura, no entanto, confesso que fiquei um pouco desapontada (à falta de melhor palavra) com a escrita. Atenção, não é que a escrita seja má, apenas não acho que seja para mim. Faz todo o sentido para um livro que, no fim de contas, acabou a ser recomendado para um público mais juvenil, mas achei a escrita demasiado simples, um pouco inocente e childlike (estou a usar o termo inglês porque infantil não é bem o que quero transmitir). Tinha lido há uns anos «O Pintor Debaixo do Lava-Loiças» e achei a escrita dele tão bonita e poética que esperava algo semelhante neste livro. Não é que isto não continue a ser marcadamente Afonso Cruz, mas prefiro algo mais próximo deste outro livro.

 

Em todo o caso, não é por isso que deixa de ser uma excelente história — que é. E deixou-me muito curiosa por ler todos os clássicos, mas sobretudo «A Ilha do Dr. Moreau», que é um livro sobre o qual nunca sequer tinha pensado antes. Mas pareceu-me muito interessante.

 

Aqui ficam algumas das frases que mais gostei:

 

 

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06
Jul25

Livros | A História Secreta, Donna Tartt

Vera

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Por onde começar... Decidi, em Abril, pegar finalmente no calhamaço da estante, estilo elefante na sala. Aproveitar que andava a ler tanto para me iniciar nestas 699 páginas. Dois meses e meio depois, consegui terminar, e o meu hábito de leitura foi com os porcos (tirando a pausa que fiz para o Apesar do Sangue. Obrigada, Rita).

 

Vou só copiar a sinopse da Wook, porque acho que não conseguiria resumir melhor:

«Um grupo de estudantes inteligentes, excêntricos e rebeldes de uma escola em Nova Inglaterra frequentada por alunos oriundos da nata da sociedade norte-americana, sob a influência de um carismático professor de Estudos Clássicos, descobre um novo modo de pensar e viver, totalmente diferente do resto dos colegas.
Só que, quando os limites da normalidade moral são ultrapassados, as suas vidas alteram-se totalmente e para eles torna-se tão fácil viver como matar…»

 

Bom, primeiro que tudo, devo dizer que ainda está para aparecer o livro longo que justifique a sua extensão. Ainda não foi desta. Donna, esta história é muito boa, mas tu podias ter escrito bastante menos e acho que teria ficado melhor. Eu sei, já percebi que isto é mesmo a tua cena, mas assim acho que não nos voltamos a encontrar.

 

Antes de mais, vou começar pelo que não tem nada a ver com o livro ou a autora em si, mas que preciso de dizer. Detestei esta edição. Estava repleta de erros ortográficos (alguns bastante graves) que me tiraram imediatamente da história e que me deram a sensação de não ter sequer sido revista — erros como o típico «á» (em vez de há), «massiço» (ou macisso, francamente já nem me lembro qual deles foi), «ptedorátilo», «desideratado». Comprei este livro em segunda mão, mas não consigo deixar de pensar: é nisto que andamos a gastar o nosso dinheiro? Desculpem, mas fiquei mesmo revoltada, acho que nunca vi um texto tão mau.

 

«Do que eu não gostava nada era de estar em casa. Acho que sou incapaz de exprimir o desespero que me inspirava o mundo à minha volta. Embora hoje desconfie, dadas as circunstâncias, e a minha predisposição natural, que teria sido infeliz em qualquer parte do mundo, fosse em Biarritz, em Caracas ou na Ilha de Capri, na altura estava plenamente convencido de que a minha infelicidade era inerente àquele sítio.»

 

Agora, para falar do que realmente importa. Gostei desta história, apesar de sentir que preciso de criar alguma ligação, por mais ínfima, com as personagens, e isso não foi o que aconteceu aqui. Propositadamente, claro está, já que nenhuma delas é minimamente gostável e todas são moralmente dúbias, algumas claramente perturbadas. Ainda assim, parte de mim sente que faltou um pouco de profundidade às personagens e acho que o problema reside também aí.

 

Uma coisa que eu gostei um pouco menos (embora não saiba se é do livro ou da edição, mas parece-me ser do livro em si) foi o facto de não existir qualquer tradução ou explicação para partes em grego e sobre Grego clássico. Se isso for algo propositado por parte da autora, francamente acho um pouco pretensioso. Mas agora que penso, se calhar também é meio genial: dizer ao leitor «tu não pertences aqui porque não sabes nada disto», a fazer parecer um livro exclusivo para os que o sabem, um pouco como o próprio grupo a que Richard, o nosso narrador e protagonista, se juntou.

 

Acho que o livro teria sido melhor se tivesse sido mais bem-sucedido a mostrar algum do fascínio que aquele grupo tinha para Richard no início. Sei que ele se fartou de falar sobre isso, mas sinceramente, apenas li, não senti.

 

Apesar disso, gostei desta leitura e compreendo porque muitos gostam deste livro e desta autora. Penso que fez um trabalho bom q.b. a mostrar a linearidade de: estas pessoas fascinam-me > consegui incluir-me neste grupo > estou a descobrir-lhes os defeitos > percebi que são pessoas horríveis e não quero fazer parte. Mas acho que é uma história que poderia ter sido contada com mais profundidade do que foi.

 

E portanto, sim, gostei. Mas acho também que não é para mim, que foi desnecessariamente longo e não me convenceu o suficiente para repetir a experiência. Foi uma leitura prazerosa, mas teria sido mais se fosse mais curta; na minha opinião, a extensão do livro não se justifica. Mas acho que o facto de nunca me ter aborrecido é um ponto bastante positivo.

 

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P.S: Admito que talvez este seja um daqueles livros que precisam de uma releitura para serem melhor apreciados. Mas pronto, é coisa que não vai acontecer.

02
Jul25

Filmes | Mickey 17, Nonnas, tick, tick... BOOM! & 28 Weeks/Years Later

Vera

Bom, como podem perceber, tenho imensos filmes para partilhar convosco, por isso diria que isto é mais uma ronda de reviews flash. Ou turbo, como lhe quiserem chamar.

 

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Mickey 17

Um filme interessante e tecnicamente bem feito, com uma premissa à qual não estamos habituados. O Robert Pattinson esteve muito bem, foi interessante vê-lo neste registo mais... aparvalhado, à falta de melhor palavra. Também adoramos toda e qualquer sátira àquele senhor americano cujo nome não deve ser pronunciado (obrigada pelo teu trabalho, Mark Ruffalo).

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Nonnas

Já tinha ouvido falar um bom bocado deste filme, e depois de o ver percebi porquê. Não é por ser bom, é mesmo porque investiram no marketing. Está classificado como filme de comédia, mas acho sinceramente que é por ser daqueles que não encaixam em nada. É que não me fez rir uma única vez, o que é um desserviço ao suposto género. O filme, para o "género", está bem feito. Não é péssimo, é... visualmente convencional. A história, no entanto, está cheia de clichés do género. Não é interessante, não é engraçado, o ritmo mantém-se plano e lento. No fim, termina com umas imagens do restaurante em que é baseado, com frases do género «Venham conhecer», e o apelido da personagem aparece em pelo menos um dos produtores executivos. Foi feito para publicitar, basicamente.

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tick, tick... BOOM!

Bom, acho que pela primeira vez me deparei com um trabalho de Lin-Manuel Miranda de que não gostei assim tanto. Quer dizer, não é que não tenha de facto gostado, nem que tenha sido mau. Mas a verdade é que também não adorei. Sou suspeita, porque não sou a maior fã de musicais. Acho que preciso de sentir alguma ligação que seja com personagens, e honestamente, não senti nenhuma. É até frustrante ver alguém que tem amigos a morrer, mas está mais preocupado com a carreira.

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28 Weeks Later

Não tão bom quanto o primeiro, o que faz sentido tendo em conta que não foi Danny Boyle que o fez. Aliás, o terceiro filme disse-nos basicamente que este, Weeks Later, não aconteceu, é para ignorar. Ainda assim, gostei. Tem uma introdução incrível e acho que faz um bom trabalho na questão «descobrir que a figura paternal não é assim tão boa». Ainda assim, não gostei da escrita. Incomodou-me por demais que se tenha ignorado tanta lógica para fazer o enredo funcionar.

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28 Years Later

Claro que o trabalho de câmara e edição seriam, como expectável, bastante bons. E os atores também estão incríveis: Alfie Williams tem um trabalho promissor enquanto ator, Ralph Fiennes também com a excelência de sempre. O filme começou de forma maravilhosa. Adorei as cenas vermelhas e adorei a montagem com o poema «Boots». Também foi bom no quesito «a figura paternal não é assim tão perfeita», e a mostrar o amor entre mãe e filho.

No entanto, achei que misturou demasiadas coisas e, em certo ponto, começou a parecer dois filmes diferentes. Pela primeira vez na vida, saí da sala de cinema sem saber muito bem o que tinha achado e que nota lhe daria. Concluí agora que o achei um pouco mid, no sentido de equilibrar partes bastante boas com outras não tanto, e por isso acho que o meio-termo será de facto o melhor a atribuir-lhe: um 2.5 em 5. Não é por ser mau. É porque não conseguiu ser bastante melhor. Vale a pena ver na mesma.

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