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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

28
Jun25

Séries | Quiet on Set: The Dark Side of Kids TV

Vera

Poster da série Quiet on Set The Dark Side of Kids TV

Uma série documental que nos traz os horrores por trás das séries infanto-juvenis com que muitos de nós crescemos, no canal Nickelodeon.

 

Bom, na verdade, foi aqui que me senti feliz pelo facto de os meus pais preferirem sempre pagar a televisão a cabo mais barata, que não incluía este canal. Portanto, apesar de conhecer nomes, ou talvez até ter visto episódios soltos em casa de familiares quando era criança, acabei por não crescer assim tanto com estas séries.

 

Acredito que seja mais estranho ainda para quem cresceu, ver esta série e perceber os abusos que aconteciam em set, tanto a crianças como a adultos de cor ou mulheres. É válido pensarmos que na altura tudo aquilo se podia fazer, porque podia. E ainda bem que o mundo já mudou tanto nesse sentido (se é o suficiente ou não, são outros 500), mesmo que haja alguns tolinhos por aí a implicar que «já não se pode fazer nem dizer nada». Ainda bem. Ainda bem que já (quaaaase) não se desculpam abusos e discriminação. Mesmo que os perpetradores de que se fala na série pouco ou nada tenham sofrido com o que fizeram (esta é a parte do "quaaaase", provavelmente).

 

A série está muito bem feita, ainda que, na minha opinião, tinha dispensado aquelas frases feitas do Dan Schneider. Ou dava a cara com testemunhos a sério, ou mais valia não dar. Mas, voltando à série, acho que expôs bastante bem todas as situações mais preocupantes que ali se passaram. Desde a forma indigna e desumana como trataram guionistas (mulheres), à maneira como empregaram e voltaram a empregar pedófilos (repito que estamos a falar de um canal infanto-juvenil, onde trabalham imensas crianças e jovens), ao caso de abuso sexual de um menor, aos casos de racismo, ao conteúdo sexualmente sugestivo com crianças.

 

Gostava também de ter visto um posicionamento do próprio canal em si, mais do que «estamos a investigar», mas se calhar estou a pedir muito.

 

Recomendo esta série, sem sombra de dúvidas.

 

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24
Jun25

Livros | Feira do Livro de Lisboa 2025

Vera

Este ano não houve muito tempo para passeio, fomos diretos ao que queríamos, mas mesmo assim, fomos dois dias.

 

Pela primeira vez na vida, conseguimos apanhar uma Hora H. Enquanto o meu namorado ainda conseguiu comprar alguns livros, eu voltei de lá de mãos a abanar e fiquei bastante desiludida com a experiência. A verdade é que não consegui encontrar um único livro exposto, da lista que tinha. Aliás, minto: encontrei um único, que não estava incluído na promoção. Claro que não ajuda ter o tempo contado e sentir essa pressão. Não perguntei pelos livros porque (erro número 1) tinha uma lista de poucos mais de 10 em que eu não tinha livros selecionados, apenas pensei "destes, vou ver os que há/estão na Hora H/o que encontro".

 

Infelizmente, não tivemos tempo de ver antes onde eles poderiam estar (erro número 2). Por isso, a Hora H para mim foi uma perda de tempo, mas estou disposta a dar uma segunda oportunidade com tempo de procurar pelo sítio dos livros antes (e uma lista mais pequena e certa). No entanto, com o emprego do meu namorado, é muito difícil conseguirmos apanhar estas coisas (já que estamos bastante longe de Lisboa e não basta sair de casa e ir), e nem sei se alguma vez vai acontecer mais.

 

Conseguimos, no entanto, voltar para aproveitar alguns livros do dia e é isso que vos venho mostrar. São muito poucos (até porque vejo cada vez menos appeal em comprar um monte de livros só porque sim; digamos que ainda tenho muitos dos que comprei em anos anteriores por ler...), mas acho curioso que todos sejam não-ficção. Também gosto muito de olhar e ver só autoras.

 

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Comprei, então: Coisas de Loucos da Catarina Gomes, Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu da Jennette McCurdy, e Mulheres Más da María Hesse.

 

Vi há pouco tempo a série documental Quiet on Set, pelo que vai ser uma experiência interessante acrescentar o livro da Jennette ao repertório deste conhecimento que passo a ter, mas não queria. Apanhei o último exemplar disponível; o livro até está amassado e com um pequeno rasgo — ainda ponderei não o comprar por causa disto, mas a preço mais barato e com o texto (a parte que importa) perfeitamente imaculado e legível, acabei por achar que seria absurdo deixá-lo lá.

 

Também estou muito feliz por finalmente ter a oportunidade de ler um livro da María Hesse, e gostei de ver que já existem lançamentos novos além dos que conhecia. Acho que este vai ser um prazer imenso de folhear, basta considerar a beleza da arte.

 

Para além destes, queria muito comprar o A Amiga Genial de Elena Ferrante para poder começar a tetralogia — ainda por cima o preço original é francamente proibitivo —, mas infelizmente já estava esgotadíssimo.

 

Este ano, apesar de a Rita da Nova ter feito sessões de autógrafos, acabou por não ser possível manter essa espécie de tradição — mas a verdade é que já não sinto a mesma força de vontade, porque já estive com ela duas vezes e vi-a três. Não quer dizer que não fosse caso tivesse oportunidade, mas já não faço toda a questão do mundo caso não seja possível.

 

Como foi a vossa Feira do Livro?

 

2022 | 2023 | 2024

14
Jun25

Filmes | Paddington in Peru, 28 Days Later, Scott Pilgrim vs. The World

Vera

Não têm nada a ver uns com os outros, mas estes foram os filmes que vi (ou revi) nos últimos tempos.

 

Poster do filme Paddington in Peru

Paddington in Peru

Não era difícil ser mais um filme fofinho do urso mais adorável da história. Paddington leva a sua família inglesa às origens por notícias aparentemente menos boas, mas nada é o que parece.

 

Os Brown estão mais velhos, mas nem por isso menos astutos e corajosos. No meio de reviravoltas com freiras, o Paddington descobre realmente mais sobre as suas origens e sobre a sua outra família.

 

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Poster do filme 28 Days Later

28 Days Later

Revi este filme — que vi pela primeira vez há tanto tempo que nem consigo precisar — em honra de 28 Years Later estar quase a ser lançado. Ainda preciso de ver o 28 Weeks Later, que nunca vi.

 

É sempre interessante rever filmes com o peso (ou a sabedoria) da idade, porque tenho quase a certeza que, no auge dos meus inícios de 20s, vi este filme como um mero filme de zombies. Hoje percebo que não é. E toda a sequência com os militares tem hoje um outro significado, bem mais claro e assustador, do que parecia ter na altura. O monstro aqui não são os zombies... é o Homem (com h pequeno também, na verdade).

 

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Poster do filme Scott Pilgrim vs. The World

Scott Pilgrim vs. The World

Mais um filme que revi e no qual senti também a diferença e o peso da sabedoria da idade. A Vera dos seus 20 e poucos não viu assim tanto mal no Scott, mas a verdade é que a personagem é um valente idiota — o que só melhora e reforça ainda mais o seu arco de redenção no final!

 

Claro que, remontando este filme a 2010, tem ali pelo menos um aspeto que hoje em dia é claramente problemático. Mas é sempre um prazer ver obras deste universo — e, como sempre, excelente edição e efeitos visuais. Irei sempre gostar da criatividade e originalidade colocadas neste mundo, e se houver quem ainda não conheça, é uma forte recomendação.

 

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09
Jun25

Recomendações | "Evil Mavka": movimento de resistência feminina na ocupação

Vera

Há quase 3 meses que quero recomendar este vídeo. Escrevi e reescrevi este post, até porque na altura estava (bem, ainda estou) a atravessar uma crise de "quero fazer parte da luta, mas que posso eu fazer aqui do meio do nada?". E foi um vídeo que me ajudou, muito, a perceber que há tanto que se pode fazer. Continuo a sentir-me impotente, no entanto, por isso decidi que estava na altura de finalmente o partilhar — sem mais. Por mais que diga, por mais que escreva, parece-me tudo sem sentido. Por isso, sem toda a reflexão que tinha feito sobre Portugal, aqui fica o que tinha escrito, e o que realmente importa. Pareceu-me pertinente partilhar hoje, mesmo que os assuntos sejam distintos (ou se calhar nem tanto) — "resistir" começa a ser o verbo de ordem.

 

***

 

Recomendo este vídeo com histórias de mulheres ucranianas pertencentes a este movimento de resistência aquando da ocupação da Crimeia, em 2014. O vídeo foi publicado há pouco tempo, tem 1 hora e legendas em inglês. Foi desenhado e é narrado por figuras públicas, com nomes alterados, para proteger as pessoas em questão.

 

 

É um testemunho incrível de coragem e sobrevivência e de como é possível lutar-se contra um regime de várias formas, sem se estar necessariamente envolvido em ataques ativamente violentos. Como mulher, ganha ainda mais valor por ser um movimento exclusivamente feminino; acho que só posso sonhar em um dia ter metade da bravura que estas mulheres tiveram, ainda que muito provavelmente nunca tenha de vir a enfrentar o mesmo que elas.

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📖 A ler:



📺 A ver:

Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

Fields of Mistria
Let's Go Pikachu
Animal Crossing: New Horizons

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