Retrospetiva | 2024
2024 não foi um ano muito fácil. Sinto que repito isto quase todos os anos, infelizmente, mas talvez seja eu que precise de trabalhar nas minhas expectativas (não apenas numa grande escala, mas até em coisas teoricamente mais "pequenas" - os resultados que daí vieram podiam ter sido, também eles, diferentes). Talvez não tenha sido um ano em que tenha cumprido qualquer das coisas que idealizava, talvez até algumas tenham acontecido num caminho completamente ao lado - em jeito de "não era bem isto, mas por agora servirá". E uma vez mais, acabou comigo desamparada, tal como no ano passado - mas desta vez, não foi uma escolha minha. Irei iniciar 2025 da mesma forma que iniciei este ano, mas espero que munida de ferramentas que me ajudarão a lidar com o vazio e a incerteza.
Como todos os anos, no entanto, há coisas boas a recordar e por isso eu trago as minhas (sem qualquer ordem).
1. Fui à The Eras Tour

Uma das melhores coisas que me aconteceram foi ter conhecido, há 2 anos, uma colega de trabalho swiftie. O trabalho dela não foi rápido, mas os resultados chegaram e este ano eu tive a imensa sorte de presenciar um dos concertos em Lisboa e ter esta experiência gravada em mim para todo o sempre. O concerto da Taylor viveu rent-free na minha cabeça por bem mais de um mês depois e, por mim, eu voltava lá e vivia aquilo em loop. Foi incrível. Obrigada, Taylor.
2. Vi os Capitão Fausto... duas vezes

Não... não consegui mesmo uma foto melhor, desculpem
Pessoas de Lisboa ficarão "hã?" com este feito, mas eu sou do interior centro, amigos, aqui não há concertos a dar com pau. Tendo em conta que são uma das minhas bandas favoritas, estou mais que grata por ter podido vê-los apresentar o novo álbum duas vezes (ambas na primeira e segunda fila, respetivamente).
3. Novos hobbies

Alguns não duraram (embora queira voltar a eles), como aprender a fazer crochet; outros, ainda acontecem, como pintar (obrigada, coloringtok). Mas uma coisa é certa: gosto sempre de descobrir coisas novas que me dão prazer fazer. E se há coisa que mais me destrói a alma é sentir que por vezes a vida não nos dá tempo suficiente para dedicar a estas atividades.
4. Viagens e experiências

Este ano não houve, primeiro, disponibilidade financeira para muitas viagens e, depois, tempo para elas - mas já tenho uma marcada bem para o início de 2025 (aguardem a publicação!). Ainda assim, estou agradecida pelas que fiz: visitei pela primeira vez o Buddha Eden, em Leiria, que é um lugar absolutamente incrível; passei um fim-de-semana em Lisboa, que foi do mais mundano possível, mas agradeci a sensação; e, por fim, pude ver, uma vez mais, a Rita da Nova na Feira do Livro de Lisboa.

Ainda no assunto experiências, mas não relacionado com viagens, tive o prazer de assistir a dois "pequenos" concertos na terrinha - continuo a querer aproveitar o máximo de música ao vivo que conseguir. Uma banda de tributo aos Queen e o António Zambujo fizeram os meus dias.
5. Um aniversário bem celebrado
Apenas há uns anos, quando decidi celebrar o meu aniversário com família e amigos, me apercebi que, afinal, gosto sim de fazer anos. Não gosto de envelhecer, mas gosto de fazer anos e gosto de passar o dia com as minhas pessoas - se tal me fizer sentido. E este ano fez-me sentido, pelo que, depois de um almoço com o meu namorado antes de ele ir trabalhar, passei o resto do dia na piscina e em casa de uns amigos a jogar Switch e a comer pizza. E foi dos melhores dias que já vivi.
6. Continuar a descobrir-me (e sentir-me mais bonita)
Esta poderá ser estranha. Nem sequer digo isto no sentido de ter mais autoconfiança, mas este ano tem-me permitido descobrir coisas novas - ou devo dizer, arriscar coisas novas? Acho que é mais esta última. Seja por força maior (como ser obrigada a usar maquilhagem no trabalho e perceber que adoro usar blush), por mera observação e convívio (e perceber que se calhar também gosto daquilo - como coletes de malha, chunky cardigans, ou a minha nova obsessão (pouco realizada, não se pr€ocup€m) com perfumes de marca), ou vindo completamente do nada (como surgir uma vontade repentina de usar toda uma roupa com brilhantes no fim de ano... eu, que gosto de ser discreta).
Sempre fui uma pessoa simples, gosto do que é casual e discreto. Ainda sou, mas descobri que às vezes também é giro sair da caixa. Acima de tudo, sair da zona de conforto, experimentar coisas novas, perceber que ainda há tanto no mundo por descobrir - e é tão bom que esse tanto venha com o bónus de me fazer sentir bem.
7. Regressar à terapia
Por último, mas não menos importante, um dos passos mais significativos que dei este ano - que, ao seu ritmo lento, e da sua forma pequenina, tem dado os seus frutos. É um processo demorado, mas já dizia o outro: the only way out is through. O meu único arrependimento foi não ter começado mais cedo (talvez este ano tivesse sido um pouquinho mais fácil se assim fosse).
Não sei o que 2025 me reserva. Não tenho muitos objetivos, mas gostava de encontrar um emprego na minha área e gostava que fosse este o ano de finalmente sair de casa. Não consigo controlar muito qualquer uma delas, o que é uma excelente receita para o desastre.
Não termino 2024 e não inicio 2025 de forma esperançosa. Estou um pouco cansada. Apenas desejo que traga algo melhor... melhor que isto.
Um bom ano para todos vocês.










