Livros | Feira do Livro de Lisboa

De repente, criou-se aqui uma pequena tradição, sem querer. É o terceiro ano seguido que visito a Feira do Livro. E o engraçado é que acabamos sempre a fazê-lo à última da hora (o meu namorado não acha tanta piada).
Há sempre algum motivo para deixar de estar nos planos e, depois, há sempre uma mudança em cima do joelho. E este ano, bem... Não foi exceção.
Fui no último dia. Este ano não deu para aproveitar tão bem, só conseguimos ir em poucas horas e não deu para dar uma volta com tempo e vagar. Fomos diretos aos livros que queríamos comprar e fui, mais uma vez, ter com a Rita da Nova - que não só continua uma simpatia como até se lembrava de mim de quando fui ter com ela (e com o Guilherme) há dois anos... Fiquei tão surpreendida que me saiu um comentário à la miúda de 16 anos, e não de mulher de quase 31 (estou envergonhada até hoje).
Sinto sempre pressão (sim, eu!) em não a fazer perder tempo quando tem tantas pessoas com quem falar e acabo a não dizer nada de mais (já é o 3º ano seguido que ainda não lhe consegui mostrar uma foto do meu gato
), mas gosto sempre daquele bocadinho porque ela é mesmo muito querida e simpática com as pessoas.
De livros do dia, dado não estar na melhor situação financeira, resolvi não exagerar e por isso apenas comprei o Gente Ansiosa do Fredrik Backman e o Os Livros Que Devoraram o Meu Pai do Afonso Cruz.
Já se tornou hábito estes mini-relatos por aqui. Talvez não interessem a ninguém - legítimo -, mas acho que vou gostar de um dia revisitar as memórias. Como disse, meio que já se tornou uma espécie de tradição. Somos do interior, é sempre uma experiência enriquecedora para nós - e claro, uma boa desculpa para ir a Lisboa.
Acho que já não preciso de perguntar se nos vemos em 2025. Provavelmente, sim: vamos voltar a encontrar-nos.


