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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

17
Fev24

Filmes | Óscares 2024: Past Lives, Killers of the Flower Moon, American Fiction

Nomeados para a categoria de Melhor Filme

Vera

Continuamos na saga de ver alguns dos filmes nomeados para os Óscares e achei melhor começar a trazer-vos reviews neste formato conjunto, para não abarrotar o blog de publicações seguidas destes filmes.

 

Past Lives

Poster do filme Past Lives

Um filme dividido em três atos (temporais) diferentes, focando-se nos encontros, desencontros e reencontros de dois amigos de infância, da Coreia do Sul, que sempre gostaram um do outro. Nora parte, desde cedo, para os Estados Unidos, o que impede desde logo qualquer relação entre os dois.

É um filme com uma ambiência muito melancólica, de onde conseguimos retirar bastante dos silêncios, das expressões faciais e olhares, e de tudo o que não se diz. É muito, muito bonito e retrata muito bem aquele sentimento que certamente todos conhecemos de que podíamos ter amado, ter estado com outra pessoa noutra vida; mas nunca foi o momento certo, nunca existiram as circunstâncias certas para acontecer nesta.

As personagens têm uma profundidade incrível, sobretudo nas ausências de diálogo, e conseguimos perceber aquilo que Hae Sung representa para Nora: não apenas um "podia ter sido", mas também uma ligação à sua cultura.

Não acho que vá ganhar o prémio de Melhor Filme, com concorrentes tão fortes quanto Poor Things, Oppenheimer e até Killers of the Flower Moon. Está no entanto nomeado também para Melhor Guião Original e, apesar de não conhecer ainda os restantes nomeados, não me importava que o ganhasse.

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Killers of the Flower Moon

Poster do filme Killers of the Flower Moon

Killers of the Flower Moon mostra-nos um conjunto de homicídios que ocorreram ao longo de décadas no seio de uma nação índia, os Osage. Alguns dos Osage tinham direitos sobre a produção e exploração de petróleo, após este ser descoberto na região, fazendo com que vários brancos se aproveitassem da situação para herdarem estes direitos. O filme foca-se sobretudo na família de Mollie Burkhart e em William Hale, o principal responsável pelos assassinatos. Este período ficou conhecido como "Reino do Terror".

Antes de mais, acho que é importante referenciar-vos para esta review no Letterboxd, que é até à data o comentário mais gostado na página do filme e é escrito por alguém que faz precisamente parte dos Osage. Acho que não haverá ninguém melhor para falar do filme e deste período histórico.

Este filme é incrivelmente simples: foi feito para contar uma história e conta-a. Sem grandes floreados, sem tomar partidos, sem sensacionalismos. Conta uma história da forma mais simples e verossímil (não me cabe avaliar se é realista) que consegue e fá-lo de forma sublime.

Na minha opinião, o filme é super longo e isso pode ser cansativo (por aqui, viu-se o filme em três alturas diferentes), mas a verdade é que eu não consigo dizer que a sua extensão está errada. A sua duração não só é perfeitamente justificada, como é a duração adequada para contar a história no ritmo certo.

Gostei muito deste filme e está nomeado para uma carrada de categorias. Vejam, vale muito a pena! E convido-vos novamente a lerem a review que referi acima, acho que é muito enriquecedora.

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American Fiction

Poster do filme American Fiction

Neste filme, acompanhamos Monk, um escritor com poucas vendas, cansado da hipocrisia da representatividade na literatura, onde apenas se dá voz às histórias que constituem "estereótipos" de pessoas negras. Um dia, farto do panorama literário, decide escrever uma sátira repleta desses mesmos estereótipos.

O filme é uma crítica interessante à dita representatividade, que não passa apenas por dar lugar a histórias trágicas e de preconceito (que mantêm a sua importância), mas também por dar oportunidade a pessoas não-brancas de contarem histórias, ponto. Monk escreve apenas "livros normais" e ninguém aceita as suas histórias, ninguém quer saber.

Também acaba por trazer uma reflexão importante para cima da mesa: quando os lugares de liderança estão ocupados por pessoas que fazem parte da maioria, a decisão de dar lugar a minorias e de que forma passa a ser também responsabilidade destas pessoas. E quando apenas as vendas importam, é fácil esquecer que nem todos querem contribuir com o sofrimento que vende.

Ao mesmo tempo, o filme não se foca apenas no livro, mas também em tudo o resto que faz parte da vida de Monk: como ele lida com novos relacionamentos, com perdas e com mudanças preocupantes na sua família. No fundo, mostra-nos a vida normal de uma pessoa normal, o que acho que complementa muito bem a mensagem do filme.

Claro, não consigo não ver um pouco de ironia no facto de estar nomeado para os Óscares. Mas recomendo muito o filme, que está nomeado para várias categorias para além da de Melhor Filme, de entre as quais Melhor Ator, Melhor Guião Adaptado, entre outras.

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Já viram algum destes filmes? Deixei-vos curiosa com algum?

 

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Clica neste link para veres todas as reviews que escrevi de outros filmes nomeados para os Óscares de 2024.

13
Fev24

Livros | The Seven Husbands of Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid

Vera

Esqueçam lá que ainda no final do ano passado disse que não sentia qualquer prazer em ler ou vontade de tentar voltar a esse hábito. Do nada, voltei a sentir vontade de ler e a ter alguma rotina de leitura; consegui terminar o The Seven Husbands of Evelyn Hugo e, meus amigos: adorei!

 

Foi o primeiro livro que li da autora, o que acho que pode ser considerado uma vergonha pelo quão em voga ela tem estado nos últimos anos (e com razão, não estamos a falar de uma situação à la Collen Hoover (de quem gosto, mas convenhamos, quem já leu livros da Colleen vai perceber o que digo)). Fiquei com vontade de ler muito mais.

 

Capa do livro The Seven Husbands of Evelyn Hugo de Taylor Jenkins Reid

 

Neste livro, é-nos contada a história de vida de Evelyn Hugo, uma das maiores estrelas de Hollywood. Com quase 80 anos, Evelyn decide contactar uma jornalista desconhecida - Monique Grant - para escrever a sua biografia e contar a sua história tal como ela é. Através dos seus casamentos, Evelyn mostra-nos como foi ser uma estrela em ascensão, dos anos 50 ao tempo presente, lidando com todos os efeitos do estrelato, mas também de uma sociedade menos aberta e mais conservadora.

 

Na realidade, há uma espécie de "elemento surpresa" neste livro, que em nada está relacionado com os seus casamentos (bom, pelo menos diretamente) e que provoca reflexões de um tema extremamente importante. Não vos posso revelar qual é, porque acho que a experiência é melhor sem o saber; só vos posso dizer que existe uma importante forma de representação neste livro, sobretudo para a época - na verdade, existem muitas outras formas de representação na história.

 

«“(...) always made sure the bad was outweighed by so much good. I...well, I didn't do that (...). I made it fifty-fifty. Which is about the cruelest thing you can do to someone you love, give them just enough good to make them stick through a hell of a lot of bad.”»

 

Com este livro, eu descobri uma coisa sobre mim: no que à literatura diz respeito, perco a cabeça com personagens que são absolutamente fascinantes. Dorian Gray? Evelyn Hugo? Venham todos até mim. Isto já vos diz pelo menos uma coisa sobre o livro: a construção e dimensionalidade da Evelyn Hugo enquanto personagem estão incríveis.

 

A Taylor Jenkins Reid escreveu sobre uma estrela de Hollywood e conseguiu, de forma absolutamente perfeita, passar para palavras a sensação de "todos queremos ser como ela". A Evelyn é uma personagem que irradia luz, queremos conhecê-la, queremos olhar para ela, queremos ser ela. Tal e qual como todos os comuns mortais do mundo ficcional deste livro. A Taylor não nos falou de uma estrela de Hollywood, ela mostrou-nos uma estrela de Hollywood.

 

De tal forma que, tal como vi nesta review no Goodreads (que, já agora, aconselho a ler; concordo com absolutamente tudo o que esta pessoa escreveu), nos momentos em que filmes da Evelyn eram mencionados, dava por mim a pensar "queria muito ver este filme". Queria muito ver este filme, que não existe, só para poder ver como a Evelyn, que não existe, está nele.

 

A personagem é, para sermos francos, impiedosa. Ela é forte, independente, ousada, destemida, e vai fazer tudo o que for necessário para atingir os seus fins. Mas também lhe conhecemos um lado mais humano, mais empático, com o qual não conseguimos não simpatizar. E é isso que a torna tão complexa, tão humana e tão multidimensional. E é isso que torna, também, interessante a experiência de ler sobre uma mulher assim numa sociedade que era (ainda mais) machista.

 

«“Nobody deserves anything,” Evelyn says. “It's simply a matter of who's willing to go and take it for themselves. And you, Monique, are a person who has proven to be willing to go out there and take what you want. So be honest about that. No one is just a victim or a victor. Everyone is somewhere in between. People who go around casting themselves as one or the other are not only kidding themselves, but they're also painfully unoriginal.”»

 

A atmosfera criada em volta de Hollywood (da Old Hollywood, sobretudo) e de ser-se uma celebridade, com tudo de bom e mau que isso implica, também está muito bem construída. Quer dizer, eu não saberia - é uma realidade completamente distinta da minha. Mas parece-me ter existido muita pesquisa e trabalho para esta construção, ao mesmo tempo que me ponho a pensar quanto deste mundo é real para as nossas celebridades. É uma questão que nunca irei ver respondida, mas é uma exploração interessante de uma realidade que não vamos conhecer.

 

Claro, o plot twist no final também ajuda a tornar a história mais interessante, a explicar alguns porquês e a dar um encerramento apropriado à história.

 

Supostamente, haverá uma adaptação para filme, mas esta notícia saiu há quase 2 anos e pouco se sabe mais sobre o filme até hoje. Embora concorde com alguns comentários que vi, sobre como poderia ser mais proveitoso fazer uma mini-série com um episódio para cada marido e um episódio adicional, estou curiosa para ver qualquer adaptação audiovisual que se possa fazer desta obra.

 

E também estou curiosa por ler mais da Taylor Jenkins Reid. Digam-me: posso esperar o mesmo tipo de mestria dos outros livros? Segundo o que tenho visto, acho que sim.

 

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Quem aqui já leu? Muita gente, eu sei. Falem-me do quão maravilhoso este livro, e possivelmente todos os outros que ainda não li, é/são.

10
Fev24

Filmes | Saltburn

Vera

Poster do filme Saltburn

From: Plymouth Arts Cinema

 

Em Saltburn, acompanhamos Oliver, um estudante universitário que acabou de entrar na Universidade de Oxford mas sente dificuldades em integrar-se. Eventualmente, Oliver conhece Felix, um estudante rico e algo popular que é, na realidade, o único no seu grupo de amigos que gosta e desenvolve de facto uma amizade com Oliver. Atraído pela realidade completamente distinta de Felix, Oliver é convidado a passar algum tempo com o amigo e a sua família na mansão onde vivem. E é aqui que de uma amizade nasce uma obsessão estranha.

 

Fui para este filme sabendo o menor possível sobre ele e acho que é assim que se consegue a melhor experiência. Se eu achava que ia ser uma espécie de Call Me By Your Name? Sim. Se é absolutamente tudo menos uma espécie de Call Me By Your Name? Também.

 

Este filme é bizarro, tem cenas um pouco doentias e algumas, francamente, nojentas. É bastante bom, embora algumas pessoas possam argumentar até onde se pode ir "apenas" para chocar (e eu não tenho resposta, os meus pontos negativos prendem-se com outros aspetos do filme).

 

Saltburn é daqueles filmes que gostamos, mas não queríamos gostar, porque também não gostámos muito das sensações que algumas cenas nos provocaram e se calhar o doentio tem limites. Mas gostámos porque o filme é suficientemente bom, no geral, para ser uma experiência porreira. Desculpem se fui confusa, mas é exatamente isto que sinto.

 

É um filme sobre uma pessoa obcecada, não há muito que fazer quanto a isto. Não vos vou falar muito sobre as cenas nojentas, porque, epá, ew. Sabem? Ew. Também não vos vou falar das que são só doentias porque há alguém neste filme que precisava de ir a um psicólogo.

 

Do que é que posso falar? Do quanto nos diverte com a mesquinhez excêntrica de personagens como a de Rosamund Pike (que, para mim, esteve tão bem para uma personagem que é apenas secundária). Do quão agarrados nos mantém com cenas onde sabemos que algo não está certo, mas ainda não sabemos o quê; onde sentimos alguma desconfiança com aquela personagem, mas ainda não sabemos porquê nem a que ponto.

 

O único ponto negativo, para mim, é o filme não ser muito claro nas suas intenções. É uma sátira? Uma crítica? Mesmo com um fim algo contraproducente para o efeito? Ninguém sabe.

 

Vi muita gente classificá-lo como um filme "eat the rich", alguns até a dizerem que é uma espécie de Parasite ocidental. E eu não concordo absolutamente nada com estas afirmações nem consigo entender a lógica por detrás delas. Spoiler alert, passem ao parágrafo seguinte: tudo o que o protagonista faz, todas as escolhas que toma, todas as ações que realiza são, como nos é revelado no final, em prol de ficar ele mesmo com tudo aquilo que a família detinha. Onde é que isto é um filme "eat the rich", se ele fez tudo para ficar ele com toda a riqueza e poder que a fortuna lhe daria? Onde é que isto é um filme "eat the rich" se a personagem passa a ser, ela própria, o "rich"?

 

Em suma: vai dar-vos voltas ao estômago? Possivelmente. Vão gostar de ver o filme? Possivelmente também. E não se deixem enganar pela internet que tanto fala da "cena da banheira". Pelo hype até parece que tem alguma coisa que seja de positivo.

 

Não tem.

 

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Alguém que já tenha visto este filme? Partilhem as vossas opiniões comigo nos comentários, que eu ainda não consegui discutir este filme com ninguém e está a fazer-me falta.

07
Fev24

Filmes | Óscares 2024: Poor Things

Vera

Continuando a saga de filmes nomeados para os Óscares, fui ver Poor Things ao cinema e deixem-me que vos diga: que filme...! O filme está nomeado para umas quantas categorias e não é para menos.

 

Poster do filme Poor Things

 

Em Poor Things, acompanhamos Bella Baxter, uma jovem que foi salva às portas da morte por Godwin Baxter. Para qualquer outra pessoa, talvez não houvesse nada a fazer para salvar Bella. Para Godwin, porém, um cirurgião e cientista nada convencional, havia forma de fazer renascer uma nova pessoa, com um novo cérebro, naquele corpo. Assim, Bella é uma bebé acabada de nascer no corpo de uma jovem adulta, e assim vamos vendo a sua evolução e o seu desenvolvimento conforme cresce, ganha novas competências, descobre novas experiências, vive tudo pela primeira vez e começa a criar noções do mundo. Inicialmente confinada à casa de Godwin, é apenas quando Bella decide libertar-se e explorar todo o mundo que existe lá fora que a vemos florescer.

 

Este filme é absolutamente brilhante. Já tinha ouvido falar no realizador e até tenho filmes dele para ver, mas ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer. Sabia que é daqueles que fazem filmes bizarros e por isso, pelo menos nesse aspeto, sabia um pouco ao que ia naquela sessão de Poor Things em cinema.

 

Do filme em si, sabia muito pouco e acho que foi melhor assim. Que viagem, no melhor sentido possível! Todo este filme é uma experiência incrível do princípio ao fim. Acompanhamos realmente Bella a formar-se enquanto pessoa, a descobrir novos pensamentos, formas de ver o mundo, de estar em sociedade.

 

Há uma dicotomia muito interessante no filme, porque vemos alguém livre de ser e fazer aquilo que quiser, já que desconhece por completo o mundo e a sociedade, ao mesmo tempo que esse desconhecimento lhe dá alguma inocência em certos pontos.

 

O filme também tem uma componente feminista interessante, porque Bella, tendo nascido e crescido fechada numa casa, não tem qualquer ideia do papel da mulher (geral e historicamente) "lá fora", por isso não entende as regras que um mundo machista impôs e não vive de acordo com elas.

 

Para além disso - e muito graças à inocência da personagem de Emma Stone -, o filme consegue ainda a proeza de nos fazer rir com diversos momentos de comédia.

 

Emma Stone e Mark Ruffalo são dois nomes de destaque neste filme, ambos tendo interpretado papéis brilhantes. Tudo neste filme está incrível: a fotografia, as cores, o figurino da protagonista, o soundtrack, o enredo... Deu tanto gosto ver um filme destes - e no cinema -, porque de facto é toda uma experiência cinematográfica e é uma que vale a pena viver. Recomendo imenso.

 

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Alguém aqui já viu? Opiniões deste trabalho incrível?

 

Edit: Entretanto ouvi alguns pontos sobre o filme que também considerei pertinentes (episódio do podcast Private Joke do dia 8 de fevereiro (2024), para quem tiver curiosidade - aviso que tem spoilers) e que são menos bons (mas uma discussão interessante, ainda assim). Para resumir (novamente, spoiler alert): relacionam-se com a visão da emancipação da mulher única e exclusivamente através da sexualidade; como essa emancipação parece ter um ponto de vista muito masculino no filme (e tem, foi realizado por um homem); e como a personagem de Emma Stone não é, psicologicamente, ainda adulta.

 

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Clica neste link para veres todas as reviews que escrevi de outros filmes nomeados para os Óscares de 2024.

04
Fev24

Filmes | Óscares 2024: The Wonderful Story of Henry Sugar

Vera

Este ano, ao contrário de anos anteriores, estou a fazer um esforço para tentar ver vários dos filmes nomeados para os Óscares, pelo menos de algumas das categorias principais. Decidi incluir neste grupo as curtas-metragens, precisamente pela sua extensão. A primeira não poderia ser qualquer outra, já que gosto bastante dos filmes do Wes Anderson (inclusive, um deles é um dos meus filmes preferidos e de conforto).

 

Poster do filme The Wonderful Story of Henry Sugar

 

Esta curta-metragem é uma adaptação da história homónima escrita pelo autor Roald Dahl e fala-nos de Henry Sugar, um homem que encontra um livro que o leva a aprender a ver tudo o que o rodeia sem precisar dos seus olhos. Com esta nova competência, Henry Sugar decide enganar vários casinos para ganhar dinheiro.

 

Gostei muito deste filme. Primeiro, por ser mais um filme em que não precisamos sequer de um minuto que seja para reconhecermos imediatamente que é realizado por Wes Anderson.

 

Depois, por ser uma adaptação e um formato diferente daquilo a que estamos habituados, já que Wes Anderson escolhe contar-nos a história como se de uma peça de teatro se tratasse, com todas as mudanças de cenário em tempo real que isso implica, e como se de um livro em si mesmo se tratasse, com a inclusão da narração de ações.

 

Acho apenas que a narração tem um ritmo algo apressado e o filme por vezes apresenta-nos uma história dentro de uma história dentro de uma história; por este motivo, pode tornar-se mais complicado de acompanhar em certos momentos.

 

Tirando isso, o filme é muito bom e é sempre uma delícia poder ver mais um trabalho do realizador. Se é bom o suficiente para ganhar na categoria de Melhor Curta-Metragem em Live Action? Não sei, teremos de esperar para ver os restantes nomeados.

 

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01
Fev24

Séries | The Devil's Plan

Vera

Não tenho por hábito falar de programas de televisão aqui, mas alguns são bons demais para deixar passar e The Devil's Plan é um deles.

 

Descobri este programa a propósito do programa Squid Game: The Challenge, já que este também é "parecido" e surgiu muito antes. Ainda tenho de ver o Squid Game: The Challenge, mas até lá, The Devil's Plan está aprovadíssimo e já deixa saudades.

 

Poster do programa The Devil's Plan

From: Rotten Tomatoes

 

The Devil's Plan é um programa de televisão sul-coreano que se baseia em jogos de inteligência. São realizados dois jogos por dia, o primeiro competitivo e o segundo colaborativo e cooperativo, este último sempre com o propósito de fazer crescer monetariamente o grande prémio para o vencedor final.

 

É um programa que acaba por ser marcado por alguma desconfiança e, apesar de naturalmente se formarem algumas amizades e/ou alianças, por vezes nunca sabemos quem está a ser honesto e quem está apenas a jogar.

 

Talvez o único ponto negativo seja o facto de os jogos serem sempre bastante complexos e, por isso, as explicações dos mesmos serem um pouco mais longas. No entanto, sinceramente isso não me afetou muito. Acho até que faz todo o sentido que assim seja, porque só assim se testa verdadeiramente todos os diferentes tipos de inteligência e competências dos participantes.

 

A verdade é que funciona, e The Devil's Plan consegue agarrar-nos ao ecrã para saber quem ganha e consegue fazer-nos apoiar alguns participantes em detrimento de outros.

 

Recomendo vivamente, o programa é muito interessante e, apesar de jogar muito com a confiança/desconfiança no outro, não se apoia em intrigas ou sensacionalismo para se destacar. Pelo contrário, os participantes são incrivelmente respeitosos uns dos outros (acredito que muito pela sua cultura, também) e isso é bonito de se ver. Por mim, já podia haver uma segunda temporada para ontem!

 

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Quem já viu? Se não viram, do que estão à espera? Prometo que vale a pena!

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📖 A ler:



📺 A ver:

IT: Welcome to Derry, Temporada 1
Alien: Earth, Temporada 1
Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Stranger Things, Temporada 5
Alice in Borderland, Temporada 3

🎮 A jogar:

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