Livros | Verity, Colleen Hoover
É uma espécie de guilty pleasure ler Colleen Hoover, e é uma espécie de guilty pleasure saber que um livro dela é capaz de me retirar (ou começar a retirar) de uma reading slump de há meses... Maldita sejas, Colleen.

Eu acho que este é capaz de ser um dos livros mais falados da senhora. Não sei se é com razão, mas já lá vamos... Neste livro acompanhamos Lowen, uma escritora não muito bem sucedida que é convidada por Jeremy (marido de Verity) a escrever os últimos livros de uma saga escrita por Verity. Verity, em contraste, é uma autora mundialmente conhecida, tendo no entanto sofrido um acidente de carro após a morte das suas filhas que a deixou com incapacidade praticamente total - não sendo possível, portanto, continuar a escrita dos seus livros. Enquanto vasculha o escritório de Verity à procura de apontamentos sobre os próximos livros, Lowen encontra um manuscrito que a famosa autora queria manter em segredo porque contém toda a sua vida... E começamos a perceber que a vida do casal e a morte das suas filhas talvez tenham muito mais que se lhe diga.
Ler um livro da Colleen é sempre uma experiência... interessante. Devoramos a história e não conseguimos pousar o livro, apesar de ser sempre uma história doentia que só nos faz é querer atirá-lo da janela abaixo e fingir que algo assim tão perturbador não existe.
Eu gostei bastante da história como um todo, e fiquei a saber que existe um capítulo extra que não fazia parte da minha edição e que fui prontamente ler a seguir, sendo que dá algumas pistas do desfecho (na verdade, eu acho que quase pretende mudar totalmente o desfecho - é uma experiência completamente diferente ler o remate final do último capítulo e ler um "novo" final no capítulo extra, que serve de epílogo).
Mas uma coisa é certa: a mulher não sabe acabar histórias. Às tantas acho que estes dois últimos capítulos ("final" e extra) acabaram por ser uma confusão e querer deitar demasiada lenha à fogueira. Pessoalmente eu preferia que a história tivesse terminado antes disso, com um final menos aberto e mais (atipicamente) "feliz". Sim, porque o epílogo não está a apontar para nenhum final feliz também. E eu acho que nem todos os livros têm de terminar com um final ambíguo para ser "woah".
Já o li há quase um mês e foi isto que me ficou. Isto e achar que o propósito deste livro é pura e simplesmente mostrar que absolutamente toda a gente ali é completamente louca. Não sei se é evidentemente esse o objectivo, mas se for, ficou muito bem assente.
Queria dizer mais, mas eu fico sempre com uma sensação estranha de amor/ódio com a Colleen e os seus livros. Sei lá, sabem? Sei lá...

Já leram Verity? O que acharam? Este é garantidamente um dos livros mais amados da autora. Eu gostei muito! Mas é sempre agridoce, raios parta a mulher...




