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fire and earth

Livros, séries, filmes e muito mais ♥

12
Jun23

Séries | Succession

Vera

Não podia, em perfeito juízo, deixar passar esta série num dos posts abrangentes que tenho feito. Esta merece mesmo uma publicação que lhe é inteiramente dedicada, não fosse Succession, para mim, uma das melhores séries dos últimos anos. Está garantidamente no top 3, e é se não ocupa mesmo o primeiro lugar.

 

poster da série succession hbo max

 

Succession, da HBO Max, finalizou apenas no mês passado com a sua quarta temporada e 40º episódio, e mostra-nos o dia-a-dia e a jornada da família Roy, que detém a maior empresa de media e entretenimento no mundo. Logan Roy, o magnata da família, já não vai para novo e isso coloca a questão de qual dos três filhos interessados acabará por gerir o império: Kendall, Roman ou Shiv?

 

Na realidade, o que se vê na série é acima de tudo negócios, manipulação, poder e uma quantidade enorme de podridão. Não seria para menos, talvez, se pensarmos que estamos a falar de uma família bilionária e da rivalidade entre três irmãos em busca de um "trono".

 

Se ao início a série demora a convencer (não sendo, ainda assim, má de todo), a partir de certo momento começa a conquistar-nos com as suas peculiaridades, sejam elas a forma de ser das personagens, o tipo de humor que a série utiliza ou um trabalho de câmara muito distinto e característico.

 

Uma das coisas que mais gosto na série são efectivamente as personagens. É que - imagine-se - elas nunca deixam de ser podres. Mas com o tempo passam a ser engraçadas da pior forma possível, passamos a nutrir algum carinho em momentos, embora este nunca dure. Não dá para nos posicionarmos totalmente contra ou totalmente a favor de uma personagem nesta série. Detestamos aquilo que fazem e sentimos desprezo pelas atitudes que têm para, logo a seguir, simpatizarmos com aquilo que sentem e percebermos de onde tudo aquilo vem. São humanas. Talvez sejam por vezes do pior tipo de humanos, mas são humanos.

 

A série utiliza muito bem a tensão e o constrangimento para criar silêncios embaraçosos e momentos de humor, daquele que é tão bem feito que nos faz sentir tão desconfortáveis quanto as personagens, ao mesmo tempo que achamos aquilo engraçado. E para vos falar do trabalho de câmara, deixo apenas uma curiosidade sobre a execução da série: os actores nunca tinham locais especificados no cenário para pararem, para irem. Nunca houve nada rígido nesse sentido e as câmaras tinham de os acompanhar quase que de forma improvisada.

 

Por último, queria deixar um destaque para a realização, direcção de fotografia, actores e guionismo, porque em todos os melhores momentos da série que consegui lembrar até hoje, pelo menos dois destes elementos estavam lá. Há cenas nesta série que são uma autêntica obra de arte, seja de modo visual, seja pelos gestos e olhares trocados pelas personagens que dizem tudo sem precisar de dizer nada, seja pelos diálogos tão crus, tão autênticos, tão avassaladores.

 

No meio de tanta podridão, o melhor desta série é o quão bem mostra elementos humanos, tão puramente humanos que todos os vivemos, todos os percebemos, todos os experienciamos independentemente de sermos boas ou más pessoas, bilionários ou não.

 

Absolutamente tudo nesta série é brilhante: desde o soundtrack à construção de personagens, passando pela representação, escrita, elementos visuais... Tudo. Tenho pena que uma série tão incrível já tenha terminado e gostava de poder apagá-la da memória só para a poder ver novamente como se fosse a primeira vez.

 

Facilmente Succession ganha, para mim, o prémio de melhor série dos últimos anos. Muitos dizem que está ao nível de Breaking Bad. Eu digo que é ainda melhor.

 

Provavelmente esta é a série que mais recomendo a toda a gente que vejam, de todas as séries que já partilhei por aqui até hoje. É uma obra de arte do entretenimento. Façam um favor a vocês mesmos e vejam.

 

5.JPG

 

Quem aqui viu? Deixei alguém com vontade? É que sinceramente essa é a minha nova missão na Terra.

07
Jun23

Voltei à Feira do Livro

Vera

Não estava nos meus planos porque, como só comecei a ligar a isto no ano passado, não fazia ideia que este ano ia "voltar à altura normal pré-pandemia", nem tão pouco que havia uma "altura normal pré-pandemia" a que voltar. Como fomos passar o fim de semana prolongado do início de Maio ao Porto, acabou por não calhar na melhor altura para passar mais um fim de semana fora e gastar mais dinheiro. Mas pensei: porque não ir e voltar no mesmo dia? Tudo bem que não é tão prático, mas dá para aproveitar um pouco a experiência. E deu!

 

Claro que não deu para dar uma volta tão completa a tudo como fizemos no ano passado, onde tivemos dois dias para isso, mas eu também não ia muito focada nisso. Se no ano passado foi para ir à total descoberta, este ano foi apenas para aproveitar um pouco do que a experiência tinha para nos oferecer. Fui focada em duas coisas: nos livros do dia que me interessavam e em ver a Rita da Nova e o Guilherme Fonseca mais uma vez (que, felizmente, calhou num dos Sábados em que havia mais livros do dia do meu interesse).

 

Estes foram os livros que acabei por comprar. Um pouco menos que no ano passado, mas o suficiente. Na verdade, tinha mais na lista, mas não quis gastar demasiado dinheiro e acabei por ser um pouco mais selectiva.

 

IMG_20230604_103928.jpg

 

Ao Fechar a Porta está há anos na minha lista para ler; Fahrenheit 451 é daqueles que considero obrigatórios e por isso resolvi trazer; já Nem Todas as Baleias Voam despertou a minha curiosidade desde o primeiro momento em que ouvi falar do livro e já há muito que queria comprar.

 

Quase no final do dia, fomos então ver a Rita e o Guilherme falarem um pouco sobre os seus livros e processo de escrita dos mesmos. Gostei muito de os ouvir. Depois disso, fizeram mais uma sessão de autógrafos. Ainda levei os meus livros e estava para aí nas primeiras 20 pessoas da fila, mas infelizmente calhou muito em cima da hora para a nossa viagem de regresso e acabei por ter de abandonar a fila a meio para voltarmos à estação.

 

IMG_20230603_160139.jpg

 

Ainda assim, gostei muito do dia. Foi uma decisão muito espontânea e praticamente em cima da hora, mas gostei de ter acabado por não fugir à promessa implícita que fiz a mim mesma no ano passado de regressar.

 

Vemo-nos em 2024?

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📺 A ver:

IT: Welcome to Derry, Temporada 1
Alien: Earth, Temporada 1
Taskmaster (UK), Temporada 19
Pluribus, Temporada 1
Stranger Things, Temporada 5
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🎮 A jogar:

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